Em primeiríssimo lugar, não estou grávida! Sou totalmente a favor de uma nova concepção, mas admito que ando fazendo uso de método contraceptivo... Tenho meus motivos, que não vem ao caso agora. Mas, por conta de adiar um pouco minha vontade de ser mãe de mais um, dois ou até três, vou invejando as gravidíssimas que aparecem na minha frente todos os dias. É inveja mesmo, mas da boa, coisa saudável, para mim e para vocês barrigudas exibidas!
Tenho absoluta certeza que toda mulher que escuta o despertar de seu relógio biológico e emocional já passou pela situação de encontrar mil grávidas pela frente, ou só enxergar recém-nascido em tudo que é lugar. Pois bem, ando encontrando muitas gestantes, esperando coincidentemente ou não o segundo filho. Só na família, tem duas. Aí vem amiga, conhecida, desconhecida, colega de blog, colega de colega de blog. Meu relógio já gritou, mas eu já tive filho. Eis que esqueci de desligar esse despertador! Coloco logo um travesseiro em cima?
Brincadeiras à parte, tenho mesmo muita vontade de engravidar novamente, mas não agora. Esse complô de barrigudinhas de segunda viagem só está me testando, mas eu aguento! Agora, é sério, todas essas mães que aparecem esperando seu segundinho me falam a mesma coisa: na segunda gravidez não é tudo diferente, mas é diferente! Isso porque elas dizem sentir quase as mesmas coisas da primeira gestação, mas contam que dessa vez mal têm tempo de pensarem no que sentem física e emocionalmente. Isso deve ser bom. Ou não?
É sobre isso que quero falar, pois quando a primeira mãe me disse algo do tipo, fiquei um pouco frustrada. Foi assim: "Na primeira, eu tinha mais tempo, me preocupava mais. Dessa vez, a gravidez é só mais uma coisa que está acontecendo". Puxa. Pensei que isso não era legal. Como assim é mais uma coisa? Fiquei decepcionada ao me imaginar grávida sem dar a devida atenção para a gravidez. Mas, ao ouvir outra mãe comentar algo como "estou curtindo bem mais, é tudo mais tranquilo, se dói alguma coisa eu nem ligo porque sei que não é nada", percebi que as duas estavam falando a mesma coisa, de maneiras diferentes. E o que elas falaram, resumidamente, foi que essa mãe natureza sabe mesmo o que faz. Porque você já passou por aquela situação, já teve medo, ansiedade, dúvidas, então para quê tudo de novo? Não faz sentido. A experiência tira a pressão que sentimos na estréia e isso, definitivamente, não é ruim.
Como sempre pode surgir algo diferente, especialmente no parto, sempre terá novas emoções envolvidas também. Por mais iguais que sejam os sintomas, é a segunda gravidez! Não é mais a única coisa importante que está acontecendo na sua vida, a razão de todos os seus pensamentos e sentimentos, mas é uma gestação tão especial quanto a primeira, de forma diferente, mas nunca inferior ou superior, observo. Pois ao seu lado está o irmãozinho ou irmãzinha mais velha daquele que habita seu ventre e esse expectador observa tudinho. É nesse pequenino ou pequenina que imagino concentrar-se toda a ansiedade e expectativa do novo episódio. A nossa estréia é em equilibrar a mãe que já somos com a mãe que seremos! Dar aos mais velhos segurança e carinho para que eles enfrentem a novidade da melhor forma, transmitir ao mais novo o mesmo carinho e segurança, sem esquecer de se sentir segura e acalentada nesse turbilhão de afazeres, prazeres e fatos comuns.
Imagino que dá sim para dar toda a atenção à barriga crescente. Passar hidratante toda a hora deve ficar mais difícil, dormir o sono de grávida vira um luxo, os mimos que vem de fora são dispensados para não causar ciúmes e as fotos mês a mês podem ser esquecidas. Mas, por outro lado, você não fica de frescura para abaixar e levantar, pois tem que fazer isso a todo instante, e nem fica louca só de pensar em montar a mala da maternidade. Se naqueles nove meses, sua atenção e tensão estavam voltadas ao que iria acontecer em cada semana e depois que elas acabassem, nesses nove meses você não se concentra direito neles (o que acho um pouco ruim), mas também não fica tensa com o passar das semanas (o que é ótimo). Porque você tem outra criança para se preocupar e porque, afinal de contas, sabe que não tem com o que se preocupar e que, mesmo se tiver, não adianta!
Nesse balanço que faço, como observadora, sobre a segunda gestação, vejo que, assim como na primeira, muita coisa é novidade sim. A mais importante delas é que não é mais só você curtindo as mudanças do corpo e do cotidiano e nem é só em você que você pensa quando imagina o rostinho do bebê, estou errada? De fato, é mais uma coisa acontecendo, mas, com certeza, mais uma coisa maravilhosa, inesquecível e inexplicável. A segunda gravidez pode não ser a única coisa do momento, mas é única, assim como a primeira. E isso, invejem vocês que não são mães, toda mãe é capaz de afirmar, grávida ou não do segundo!
Acesse o Mãe da Cabeça aos Pés!!!
quinta-feira, 30 de junho de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Mais uma noite mal dormida e...
Não quero desabafar, nem reclamar, nem contar, nem discutir. Não quero nem mesmo procurar o porquê dessa vez. Mas perguntinhas rondam minha cabeça, pois tive mais uma noite bem mal dormida. Filhinho dormiu sozinho, mas acordou, perdeu sono de novo e passou a noite na minha cama. Achei que fosse dormir bem dali em diante, mas passou a madrugada inquieto, reclamando, sonhando.
Pois bem, isso não é um desabafo. É um pedido de ajuda. Alguém, por um acaso, ou por ter um filho com comportamento parecido, sabe o que pode estar acontecendo? Por que um garotinho lindo, cheio de energia e que gasta a tal durante o dia, não consegue dormir noites por inteiro? Mais uma vez tenho que admitir que isso não é todo o dia, que ele descansa várias noites sem nem acordar, mas que é bem comum acontecer o que está acontecendo: noites com interrupções resultantes em um despertar no meio da manhã, extinção da soneca da tarde e tudo de novo à noite. Será o frio? Ou será que é essa rotina que ele quer para ele?
Sempre achei que nossa rotina fosse feita em conjunto, respeitando as vontades dele e a disciplina que nós pais julgamos necessária, mas por que será que os horários que eu insisto em fazer acontecer não acontecem mais? Devemos ser mais duras mamães? Ou mais moles? Deixar o filho cochilar quando ele bem entender, mesmo que isso prejudique a noite? Impedir que ele siga o ritmo natural de seu corpinho visando o bem estar da casa toda? E se esse bem estar não vem? E se, por instantes, me arrependo de ter "manipulado" seus horários quando ele ainda tinha meses e começava a comer, de tê-lo feito adiar o sono da hora do almoço para almoçar bem e depois descansar? E se essa mãozinha que eu dei lá atrás atrapalhou tudo? Se bem que, para mim, ele dormir na hora do almoço ia atrapalhar tudo também.
Acabo de conversar com uma amiga cuja filha anda com o mesmo problema. E isso me fez lembrar de muitas mães reclamando da mesma coisa! Quase chego à conclusão que criança não dorme bem e pronto. Mas por que algumas dormem desde sempre? Porque cada uma é uma Bia! Será? Ou fui eu que errei? Onde eu errei??? AHHHHHH! Que fique óbvio, isso é um grito. De socorro. De quem não entende mais nada, mas que já não fica mais desesperada. Estou prestes a ficar conformada. E, pensando muito bem, isso não seria de todo ruim... Pelo menos eu iria parar de perguntar tanto!
Pois bem, isso não é um desabafo. É um pedido de ajuda. Alguém, por um acaso, ou por ter um filho com comportamento parecido, sabe o que pode estar acontecendo? Por que um garotinho lindo, cheio de energia e que gasta a tal durante o dia, não consegue dormir noites por inteiro? Mais uma vez tenho que admitir que isso não é todo o dia, que ele descansa várias noites sem nem acordar, mas que é bem comum acontecer o que está acontecendo: noites com interrupções resultantes em um despertar no meio da manhã, extinção da soneca da tarde e tudo de novo à noite. Será o frio? Ou será que é essa rotina que ele quer para ele?
Sempre achei que nossa rotina fosse feita em conjunto, respeitando as vontades dele e a disciplina que nós pais julgamos necessária, mas por que será que os horários que eu insisto em fazer acontecer não acontecem mais? Devemos ser mais duras mamães? Ou mais moles? Deixar o filho cochilar quando ele bem entender, mesmo que isso prejudique a noite? Impedir que ele siga o ritmo natural de seu corpinho visando o bem estar da casa toda? E se esse bem estar não vem? E se, por instantes, me arrependo de ter "manipulado" seus horários quando ele ainda tinha meses e começava a comer, de tê-lo feito adiar o sono da hora do almoço para almoçar bem e depois descansar? E se essa mãozinha que eu dei lá atrás atrapalhou tudo? Se bem que, para mim, ele dormir na hora do almoço ia atrapalhar tudo também.
Acabo de conversar com uma amiga cuja filha anda com o mesmo problema. E isso me fez lembrar de muitas mães reclamando da mesma coisa! Quase chego à conclusão que criança não dorme bem e pronto. Mas por que algumas dormem desde sempre? Porque cada uma é uma Bia! Será? Ou fui eu que errei? Onde eu errei??? AHHHHHH! Que fique óbvio, isso é um grito. De socorro. De quem não entende mais nada, mas que já não fica mais desesperada. Estou prestes a ficar conformada. E, pensando muito bem, isso não seria de todo ruim... Pelo menos eu iria parar de perguntar tanto!
terça-feira, 28 de junho de 2011
Nem tudo tem um porquê, ou tem?
Quando o assunto é o sono do meu pequeno, minha mania de procurar porquês ganha força de transtorno obsessivo compulsivo. Por que não dorme a noite toda? Por que, mesmo exausto, ainda insisite em ficar acordado até tarde? Por que mesmo quando pula a soneca da tarde ainda luta contra o sono? Por que não dorme rápido? Por que não dorme sozinho? Por quê, por quê, por quê?
Cansa, mas me pergunto realmente todos esses porquês todos os dias. Tem dia que fico menos questionadora, aqueles em que ele dorme quase a noite toda ou a noite toda. Ainda assim, fica a dúvida: por que demora tanto para se render ao cansaço? Porque esse menino tem energia para dar inveja a muito hiperativo por aí. Esses dias, exausto no carro, com o barulhinho relaxante do motor, depois de um dia inteiro de passeios e diversão, ele insistiu em permanecer acordado em uma viagem de uma hora! Que criança resiste tanto tempo? A sua? Pois conte comigo na hora de se perguntar o porquê disso.
Verdade que até pouco antes dos dois anos, nós conseguíamos manter uma rotina de ir para a cama por volta das 21 horas e que ele pegava no sono em cerca de meia hora. Mentira que isso sempre foi fácil. Às vezes era, mas na maior parte da noites era um ritual meticuloso, sempre com receio de dar algo errado. Não podia ter nenhum barulho do lado de fora do quarto, nem acender uma luz a mais, nem falar baixinho na cozinha, pois qualquer movimentação ou alteração na cena acordava o rei, ou nem o deixava dormir. Depois que a chupeta foi embora (= alteração) e o papai passou a chegar mais cedo em casa (= movimento), a rotina do sono piorou.
Mas, nem posso reclamar. Porque quando digo que as coisas pioraram estou comparando com uma fase regrada da vidinha do Léo, mas esquecendo de como tudo já foi bem difícil. Eu já tive que andar na ponta dos pés e, muitas vezes, bastava eu sentar no sofá para ele me chamar de volta! Já cansei de levantar mais de quatro vezes por noite, de passar mais de uma hora tantando fazê-lo pegar no sono. Ou seja, nem sei se piorou mesmo. Acho que melhora, piora, melhora, piora. Simplesmente porque não há uma regra que funcione para o pequeno daqui de casa.
Só queria entender o porquê. Por que dormir é algo tão difícil para meu filho? Sempre foi. Ele sempre foi agitadíssimo, a ponto de nenhuma massagem, nem banho, nem leitinho acalmá-lo com facilidade. É claro que consigo acalmá-lo e chega a ser bem fácil às vezes, mas é bem complicado ter o mesmo sucesso no dia seguinte. Pode ser que hoje eu consiga, mas isso não garante que amanhã aconteça o mesmo. Porque não segue um ritmo certo, uma fórmula, uma linha. E nem ouse sugerir que eu crie uma rotina, porque eu sempre mantive a mesma. Também já tentei alterá-la para ver se ajudava e nada. Já tentei de tudo. Às vezes tudo funciona, às vezes nada funciona.
Ele com certeza não é daqueles que "encostam" quando estão cansados. Ele acelera para não derrapar! Fica mais agitado, mais espuleta, mais desobediente, menos calmo, menos sonolento, menos disposto a encostar. Se não deitar com ele, mais ligado ele fica e, se deitar, nada garante que vai desligar, mesmo quando pede para nanar. Às vezes nos surpreende e dorme logo. Poucas vezes.
Sei que há casos piores ou pelo menos imagino que haja. Me sinto satisfeita em ver que, ao menos, ele não acorda mais duas vezes toda a noite, que em geral é uma vez e que várias vezes nenhuma vez! Me contento com o fato de ter conseguido extinguir as mamadeiras da madrugada, mesmo que em algumas madrugadas eu não tenha como escapar. Fico feliz com cada noite que ele dorme sem esforço, mesmo que no dia seguinte o quarto se torne um ringue.
Já melhorou muito. Já piorou muito. Já estabilizou. Já desetabilizou. Tentamos cada hora uma técnica diferente. Ficamos felizes quando ela funciona, mesmo que depois ela falhe. Porque falha! Por quê? Não sei. Só sei que nos últimos dois dias consegui fazer Léo dormir sozinho, mas que ontem, deu de acordar três vezes, pedir por leite, por mim, por tudo. Perdeu o sono sem nenhuma razão aparente e eu, com razão, perdi a esperança de um dia ter mais de uma noite de sono reparadora seguida ou de ao menos falar "meu filho dorme às X horas". Porque não dorme! Porque perco a referência todo dia. Perco a paciência. Perco o sono. Perco até a confiança em mim mesma. Não sei se tem um porquê para tudo isso, mas se tiver, eu desconheço e, para dizer a verdade, não quero mais procurar!
Cansa, mas me pergunto realmente todos esses porquês todos os dias. Tem dia que fico menos questionadora, aqueles em que ele dorme quase a noite toda ou a noite toda. Ainda assim, fica a dúvida: por que demora tanto para se render ao cansaço? Porque esse menino tem energia para dar inveja a muito hiperativo por aí. Esses dias, exausto no carro, com o barulhinho relaxante do motor, depois de um dia inteiro de passeios e diversão, ele insistiu em permanecer acordado em uma viagem de uma hora! Que criança resiste tanto tempo? A sua? Pois conte comigo na hora de se perguntar o porquê disso.
Verdade que até pouco antes dos dois anos, nós conseguíamos manter uma rotina de ir para a cama por volta das 21 horas e que ele pegava no sono em cerca de meia hora. Mentira que isso sempre foi fácil. Às vezes era, mas na maior parte da noites era um ritual meticuloso, sempre com receio de dar algo errado. Não podia ter nenhum barulho do lado de fora do quarto, nem acender uma luz a mais, nem falar baixinho na cozinha, pois qualquer movimentação ou alteração na cena acordava o rei, ou nem o deixava dormir. Depois que a chupeta foi embora (= alteração) e o papai passou a chegar mais cedo em casa (= movimento), a rotina do sono piorou.
Mas, nem posso reclamar. Porque quando digo que as coisas pioraram estou comparando com uma fase regrada da vidinha do Léo, mas esquecendo de como tudo já foi bem difícil. Eu já tive que andar na ponta dos pés e, muitas vezes, bastava eu sentar no sofá para ele me chamar de volta! Já cansei de levantar mais de quatro vezes por noite, de passar mais de uma hora tantando fazê-lo pegar no sono. Ou seja, nem sei se piorou mesmo. Acho que melhora, piora, melhora, piora. Simplesmente porque não há uma regra que funcione para o pequeno daqui de casa.
Só queria entender o porquê. Por que dormir é algo tão difícil para meu filho? Sempre foi. Ele sempre foi agitadíssimo, a ponto de nenhuma massagem, nem banho, nem leitinho acalmá-lo com facilidade. É claro que consigo acalmá-lo e chega a ser bem fácil às vezes, mas é bem complicado ter o mesmo sucesso no dia seguinte. Pode ser que hoje eu consiga, mas isso não garante que amanhã aconteça o mesmo. Porque não segue um ritmo certo, uma fórmula, uma linha. E nem ouse sugerir que eu crie uma rotina, porque eu sempre mantive a mesma. Também já tentei alterá-la para ver se ajudava e nada. Já tentei de tudo. Às vezes tudo funciona, às vezes nada funciona.
Ele com certeza não é daqueles que "encostam" quando estão cansados. Ele acelera para não derrapar! Fica mais agitado, mais espuleta, mais desobediente, menos calmo, menos sonolento, menos disposto a encostar. Se não deitar com ele, mais ligado ele fica e, se deitar, nada garante que vai desligar, mesmo quando pede para nanar. Às vezes nos surpreende e dorme logo. Poucas vezes.
Sei que há casos piores ou pelo menos imagino que haja. Me sinto satisfeita em ver que, ao menos, ele não acorda mais duas vezes toda a noite, que em geral é uma vez e que várias vezes nenhuma vez! Me contento com o fato de ter conseguido extinguir as mamadeiras da madrugada, mesmo que em algumas madrugadas eu não tenha como escapar. Fico feliz com cada noite que ele dorme sem esforço, mesmo que no dia seguinte o quarto se torne um ringue.
Já melhorou muito. Já piorou muito. Já estabilizou. Já desetabilizou. Tentamos cada hora uma técnica diferente. Ficamos felizes quando ela funciona, mesmo que depois ela falhe. Porque falha! Por quê? Não sei. Só sei que nos últimos dois dias consegui fazer Léo dormir sozinho, mas que ontem, deu de acordar três vezes, pedir por leite, por mim, por tudo. Perdeu o sono sem nenhuma razão aparente e eu, com razão, perdi a esperança de um dia ter mais de uma noite de sono reparadora seguida ou de ao menos falar "meu filho dorme às X horas". Porque não dorme! Porque perco a referência todo dia. Perco a paciência. Perco o sono. Perco até a confiança em mim mesma. Não sei se tem um porquê para tudo isso, mas se tiver, eu desconheço e, para dizer a verdade, não quero mais procurar!
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Mais um, por favor
Último texto (aí embaixo) retratou a vida diurna e noturna de uma mãe que quase nunca sai de casa sem o filho. Uma mulher que não deixou de querer sair, mas que preferiu cuidar do pequeno todas as horas do dia e da noite e que, por isso, se perdeu nas horas e esqueceu do quanto é gostoso sair com um homem de cada vez. Não assustem, digo isso porque sempre estou acompanhada de dois, marido e filho, e percebo que ter a companhia só do mais velho, só de vez em quando, só por umas horas, é bom para todos dessa pequena família.
Nós, o casal, só havíamos saído duas únicas vezes sozinhos depois que deixamos de ser dois para sermos três. Mas, ando precisando desse momento a sós com o namorado pelo qual me apaixonei, com quem casei grávida, sem muito tempo para namorar e encompridar a lua de mel. Então, criei coragem, pela devida necessidade, e saí mais uma vezinha à noite com meu maridinho e mais uma vezinha à tarde também acompanhada só por ele. De noite filhote ficou com uma avó, de dia com outra, o que rendeu duas respiradas profundas de papai e mamãe, que puderam se divertir um pouco em uma festa junina, o suficiente para voltarem de madrugada morrendo de saudades do pimpolho e sairem mais tranquilos ainda no dia seguinte.
Aproveitei. Pela primeira vez consegui curtir, descansar a cabeça, falar de outros assuntos, conversar com outras pessoas sem ser interrompida, comer uma boa comida sem pressa, andar sem mudar o rumo a cada passo. Tudo isso aconteceu, acredito, porque está na hora de acontecer. Porque meu filho já está bem independente, já tem confiança suficiente no pai e na mãe para saber que voltamos logo. "Onde vocês vão?", foi apenas uma perguntinha carinhosa de cuidado e controle dele, seguida de "Boa noite mãe, boa noite pai". Ter visto ele tranquilo, seguro e feliz ajudou demais a sair da zona de "desconforto" e ter arriscado mais umas horinhas a dois no outro dia. Não me arrependo de ter esperado tanto por isso, para isso, para me sentir bem, para querer, poder e fazer um programinha de casal sem a companhia da culpa. Pois é, à noite, a culpa dormiu logo que saímos, não deu trabalho, não fez birra e, de dia, também se comportou de forma exemplar! E eu nem precisei explicar nada para ela, só para o Léo, que entendeu tudo direitinho e aproveitou muito suas poucas horinhas de independência, liberdade e diversão. Garçom, nós três vamos repetir o prato, com certeza. Estava delicioso.
Nós, o casal, só havíamos saído duas únicas vezes sozinhos depois que deixamos de ser dois para sermos três. Mas, ando precisando desse momento a sós com o namorado pelo qual me apaixonei, com quem casei grávida, sem muito tempo para namorar e encompridar a lua de mel. Então, criei coragem, pela devida necessidade, e saí mais uma vezinha à noite com meu maridinho e mais uma vezinha à tarde também acompanhada só por ele. De noite filhote ficou com uma avó, de dia com outra, o que rendeu duas respiradas profundas de papai e mamãe, que puderam se divertir um pouco em uma festa junina, o suficiente para voltarem de madrugada morrendo de saudades do pimpolho e sairem mais tranquilos ainda no dia seguinte.
Aproveitei. Pela primeira vez consegui curtir, descansar a cabeça, falar de outros assuntos, conversar com outras pessoas sem ser interrompida, comer uma boa comida sem pressa, andar sem mudar o rumo a cada passo. Tudo isso aconteceu, acredito, porque está na hora de acontecer. Porque meu filho já está bem independente, já tem confiança suficiente no pai e na mãe para saber que voltamos logo. "Onde vocês vão?", foi apenas uma perguntinha carinhosa de cuidado e controle dele, seguida de "Boa noite mãe, boa noite pai". Ter visto ele tranquilo, seguro e feliz ajudou demais a sair da zona de "desconforto" e ter arriscado mais umas horinhas a dois no outro dia. Não me arrependo de ter esperado tanto por isso, para isso, para me sentir bem, para querer, poder e fazer um programinha de casal sem a companhia da culpa. Pois é, à noite, a culpa dormiu logo que saímos, não deu trabalho, não fez birra e, de dia, também se comportou de forma exemplar! E eu nem precisei explicar nada para ela, só para o Léo, que entendeu tudo direitinho e aproveitou muito suas poucas horinhas de independência, liberdade e diversão. Garçom, nós três vamos repetir o prato, com certeza. Estava delicioso.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Culpa? Para dois, por favor
"É para dois?" Faz tempo que eu não escuto essa perguntinha de garçom. Porque sempre tem um terceiro ali grudado, uma pessoinha que já ocupa cadeira, ou cadeirão, mas com certeza mais um lugar à mesa. "É... para três", respondemos quando raramente nos perguntam, e olhamos logo para baixo, onde está o convidado de honra. Tudo ótimo em sair a três quando a ponta do triângulo é um filho maravilhoso e que se comporta muitíssimo bem em lugares públicos. Mas teria algum problema em sair vez ou outra em dupla? A dois? De casal?
Teria. Deixar um pequeno sob os cuidados de quem quer que seja exige coragem, vontade, desprendimento, iniciativa, preparo psicológico, tranquilidade, confiança. Não precisa de tudo isso, mas com certeza quanto mais itens dessa lista os pais conseguirem abraçar, mais fácil e certa será a saída.
Eu vou ter que admitir algo que só admiti para mim mesma dias atrás depois de ler uma reportagem que me fez pensar. Em dois anos e quase três meses de vida do meu filhinho, eu saí sozinha com meu marido DUAS vezes. Duas únicas saidinhas e de menos de duas horas as duas. Inacreditável hein? Eu mesma insisto em tentar lembrar de mais alguma vezinha esquecida na memória, mas não, foram só essas e só. E rápido. E nada gostoso. Não aproveitamos, não falamos de outros assuntos, não "namoramos". Então, vamos à enxurrada de desculpas, justificativas e porquês desse grude que nos une além do convencional.
Moramos longe de avós, de parentes em geral, então não temos com quem contar quando surge algum programa ou quando temos vontade de criar um só para nós dois. Fato verídico, mas que pode ser contornado se planejarmos com um pouco de antecedência e pedir ajuda aos avós, que viriam e ajudariam com certeza, de ambos os lados. Mas a distância prejudica mesmo, porque nem sempre há tempo hábil para planejar e às vezes o que poderia ser assim quase que instantâneo, como são as melhores saídas, vira uma novela sem fim. Se morássemos perto, seria só telefonar e em quinze minutos entregar a "encomenda", mas se isso não é possível, o desânimo vai tomando conta.
E porque não uma babá? Porque sempre tive horror em imaginar alguma desconhecida tomando conta do meu filhinho!!! Paro, respiro, continuo. Isso é inadimissível para mim, e era ainda mais quando ele era bebê, não sabia falar, pedir pelas coisas, reclamar, contar o que aconteceu. Mas, ele cresceu, pelo menos um pouquinho. E desconhecida é aquela que do nada você coloca dentro de casa e já dá toda a confiança do mundo, entrega chaves, segredos e seu tesouro. Ela passaria a ser conhecida se eu me permitisse conhecê-la, contratá-la para alguns dias, algumas horinhas, para brincar e dar uma força comigo junto, com a avó junto, com alguém por perto sempre, até eu adquirir confiança, Mesmo eu achando impossível confiar 100% em alguém assim, valeria tentar aos poucos, por uma questão óbvia de sobrevivência do casal, que poderia chegar mais cedo de surpresa só para ver se está tudo bem mesmo.
E as oportunidades que já surgiram? Pois é, o verbo surgir está no passado. Deixamos passar. Por medo, despreparo, falta de parar e pensar, por comodismo. É, nos acomodamos em cada situação! Refletir se aquele é o momento, ver se tem alguma avó disponível, checar o coração para ver se ele aguenta, engolir o cansaço, puxa, tudo isso joga o casal para uma zona de conforto nem tão confortável, mas que pelo menos não gera o desconforto de ter que arriscar, fazer algo diferente, lidar com o imprevisto e com as próprias emoções.
A maior e melhor chance que tivemos foi um casamento. Festa de arromba, com a melhor comida do mundo, banda animadíssima, parentes e amigos empolgados. Fomos sim, mas com um bebê de dois anos e meio a tiracolo que assustou com a multidão, contrariou as expectativas ficando com sono antes dos previsto, e correspondeu às expectativas não conseguindo dormir com o barulho e a agitação. Perdemos a chance de deixá-lo com minha mãe (que não estaria nessa festa), no lugar mais confortável e apropriado para a idade, com carinho e companhia de vó. Perdemos a pista de dança, as conversas, os comes e bebes da madrugada (que disseram que foram os melhores), uma festa a dois... E sinceramente porque nem imaginei deixar meu filho, porque estou tão acostumada a me virar sozinha, com meu marido, que nem cogitei outra opção que não fosse ficar correndo atrás dele no salão e sair antes da festa começar.
Tudo bem. Passou. Mas que sirva de aprendizado. Para que o casal aprenda a lidar com tudo que faz duas pessoas deixarem de ser um casal. Para que haja mais uma alternativa entre ficar em casa ou sair a três. Para que o marido anime e eu não desanime por conta de um cordão umbilical sentimental que pesa muito mais do meu lado do que do lado da cria. Eu não preciso cortar esse cordão certo? É só desamarrar, dar um nózinho e atar de novo quando eu voltar... Porque, por mais culpa que nós mães sentimos, não é ruim deixar os pequenos de fora algumas vezes. É saudável, ou deve ser, afinal eu não experimentei muito disso. Mas, mais saudável ainda deve ser deixar essa culpa de fora, falar para ela, bem devagarzinho, com amor e carinho: "Olha culpa, hoje você vai ficar em casa brincando, tudo bem? Se comporta, obedeça e de divirta. Já já, a mamãe volta!".
Teria. Deixar um pequeno sob os cuidados de quem quer que seja exige coragem, vontade, desprendimento, iniciativa, preparo psicológico, tranquilidade, confiança. Não precisa de tudo isso, mas com certeza quanto mais itens dessa lista os pais conseguirem abraçar, mais fácil e certa será a saída.
Eu vou ter que admitir algo que só admiti para mim mesma dias atrás depois de ler uma reportagem que me fez pensar. Em dois anos e quase três meses de vida do meu filhinho, eu saí sozinha com meu marido DUAS vezes. Duas únicas saidinhas e de menos de duas horas as duas. Inacreditável hein? Eu mesma insisto em tentar lembrar de mais alguma vezinha esquecida na memória, mas não, foram só essas e só. E rápido. E nada gostoso. Não aproveitamos, não falamos de outros assuntos, não "namoramos". Então, vamos à enxurrada de desculpas, justificativas e porquês desse grude que nos une além do convencional.
Moramos longe de avós, de parentes em geral, então não temos com quem contar quando surge algum programa ou quando temos vontade de criar um só para nós dois. Fato verídico, mas que pode ser contornado se planejarmos com um pouco de antecedência e pedir ajuda aos avós, que viriam e ajudariam com certeza, de ambos os lados. Mas a distância prejudica mesmo, porque nem sempre há tempo hábil para planejar e às vezes o que poderia ser assim quase que instantâneo, como são as melhores saídas, vira uma novela sem fim. Se morássemos perto, seria só telefonar e em quinze minutos entregar a "encomenda", mas se isso não é possível, o desânimo vai tomando conta.
E porque não uma babá? Porque sempre tive horror em imaginar alguma desconhecida tomando conta do meu filhinho!!! Paro, respiro, continuo. Isso é inadimissível para mim, e era ainda mais quando ele era bebê, não sabia falar, pedir pelas coisas, reclamar, contar o que aconteceu. Mas, ele cresceu, pelo menos um pouquinho. E desconhecida é aquela que do nada você coloca dentro de casa e já dá toda a confiança do mundo, entrega chaves, segredos e seu tesouro. Ela passaria a ser conhecida se eu me permitisse conhecê-la, contratá-la para alguns dias, algumas horinhas, para brincar e dar uma força comigo junto, com a avó junto, com alguém por perto sempre, até eu adquirir confiança, Mesmo eu achando impossível confiar 100% em alguém assim, valeria tentar aos poucos, por uma questão óbvia de sobrevivência do casal, que poderia chegar mais cedo de surpresa só para ver se está tudo bem mesmo.
E as oportunidades que já surgiram? Pois é, o verbo surgir está no passado. Deixamos passar. Por medo, despreparo, falta de parar e pensar, por comodismo. É, nos acomodamos em cada situação! Refletir se aquele é o momento, ver se tem alguma avó disponível, checar o coração para ver se ele aguenta, engolir o cansaço, puxa, tudo isso joga o casal para uma zona de conforto nem tão confortável, mas que pelo menos não gera o desconforto de ter que arriscar, fazer algo diferente, lidar com o imprevisto e com as próprias emoções.
A maior e melhor chance que tivemos foi um casamento. Festa de arromba, com a melhor comida do mundo, banda animadíssima, parentes e amigos empolgados. Fomos sim, mas com um bebê de dois anos e meio a tiracolo que assustou com a multidão, contrariou as expectativas ficando com sono antes dos previsto, e correspondeu às expectativas não conseguindo dormir com o barulho e a agitação. Perdemos a chance de deixá-lo com minha mãe (que não estaria nessa festa), no lugar mais confortável e apropriado para a idade, com carinho e companhia de vó. Perdemos a pista de dança, as conversas, os comes e bebes da madrugada (que disseram que foram os melhores), uma festa a dois... E sinceramente porque nem imaginei deixar meu filho, porque estou tão acostumada a me virar sozinha, com meu marido, que nem cogitei outra opção que não fosse ficar correndo atrás dele no salão e sair antes da festa começar.
Tudo bem. Passou. Mas que sirva de aprendizado. Para que o casal aprenda a lidar com tudo que faz duas pessoas deixarem de ser um casal. Para que haja mais uma alternativa entre ficar em casa ou sair a três. Para que o marido anime e eu não desanime por conta de um cordão umbilical sentimental que pesa muito mais do meu lado do que do lado da cria. Eu não preciso cortar esse cordão certo? É só desamarrar, dar um nózinho e atar de novo quando eu voltar... Porque, por mais culpa que nós mães sentimos, não é ruim deixar os pequenos de fora algumas vezes. É saudável, ou deve ser, afinal eu não experimentei muito disso. Mas, mais saudável ainda deve ser deixar essa culpa de fora, falar para ela, bem devagarzinho, com amor e carinho: "Olha culpa, hoje você vai ficar em casa brincando, tudo bem? Se comporta, obedeça e de divirta. Já já, a mamãe volta!".
terça-feira, 21 de junho de 2011
Voltando ao assunto "escolinha"
Semanas atrás visitei a primeira escolinha. Depois de muito pensar e analisar o comportamento cheio de energia do Léo, venci a minha própria resistência e fui até lá dar uma olhadinha. Meu objetivo foi ver como era, se era boa e como seria a rotina do pequeno caso o colocássemos para "estudar" lá. Sempre soube que esse dia chegaria, mas sempre acreditei que seria quando ele tivesse com três anos, mas os dias me mostram que talvez antecipar um pouco seja o melhor. Talvez, ainda não sei.
Ok. Mais uma vez explicado o meu dilema, mais explicadinho no texto que escrevi sobre essa primeira escola, volto a escrever sobre o tema, para contar como foi a visita às outras. Visitei-as logo na semana seguinte, mas não sei porquê não tive a menor inspiração, vulgo vontade, para falar sobre. Acho que quis deixar o tema em banho-maria, ou que quis descansar de mim mesma. Talvez não tenha escrito antes porque já escolhi a escola número 1 e ponto final. E porque não sei ainda quando meu pequeno irá frequentar a escolhida, reticências.
Porém, tenho que contar como foi ver outras duas opções. Uma pública, outra privada. Na pública, considerada o melhor "parquinho" da cidade, o portão é vazado e as crianças brincam logo atrás. Ou seja, quem quiser dar um docinho... Está bem, neurose tola, mas com fundamento, já que estudei em uma escola de Campinas onde, acreditem, um senhorzinho safado costumava parar seu fusca bege quase todos os dias ali para ver as perninhas das meninas pela grade vazada... E umas me diziam que eram chamadas por ele a todo instante. Voltando ao famoso parquinho da cidade, não gostei. Talvez por ser pública ninguém me chamou para conhecer as instalações, mas acho que exatamente por eu já pagar aquilo ali, eu deveria ser convidada a entrar! Mas não fui e perdi o interesse. Para mim, foi suficiente perguntar o que serviam para as crianças e escutar "um dia pão com salsicha, outro dia com carne moída...". Tenha dó, salsicha??? Em dia de semana, refeição de rotina? Para uma boa parte de crianças que carece de boa alimentação na própria casa? Deixe-me ir.
Na escola privada, a segunda visitada, os lanchinhos são feitos com ingredientes coerentes com uma alimentação balanceada, para o paladar das crianças, mas não para estragá-lo. Ótimo, ganhou um ponto. O parque onde é o intervalo é bem bacana, com brinquedos de madeira e sol, bastante sol para esquentar os pequenos nesta cidade fria. Mas você leu aí "intervalo" e isso significa que lá os pequeninos da idade do Léo já ficam presos em salinhas e saem apenas uma vez dentro das três horas e meia que ficam com a professora. Acho um pecado ainda mais quando minha referência é o Léozinho, que ama bater perna, sair de um ambiente, conhecer outro. Não gostei, visto que na primeira escolinha que fui, as crianças da idade dele tem uma sala apropriada até com banheirinho de "suíte", mas o que não quer dizer que elas ficam lá o tempo todo. Eles saem, vão de um parquinho para o outro, vão à fazendinha (o que essa outra particular não tem), vão até a biblioteca e vão se divertindo. Na escola que parece um castelo, ninguém fica preso, já na que tem um parque bacana, lugar de pequeno é atrás de um pequeno portão colocado na porta da sala de aula.
Preferi a primeira escola! Por essas razões que expliquei, pelo fato de na pública ter apenas uma professora para 15 alunos e na segunda particular duas para 10 (no castelinho são uma professora, uma assistente e uma enfermeira para assuntos de higiene para dez). Ajudou eu ter entrado no banheiro da segunda particular visitada e ter visto um lugar porco e bagunçado. Está certo que onde tem criança é difícil manter a ordem, mas em se tratando de banheiro e de escola, o que eu deveria pensar? Além disso, na escola pública, dão almoço às 13h30, o que iria bagunçar a rotina de um comilão que não aguenta esperar até meio-dia e meia e que iria sim almoçar duas vezes e, o que é pior, salsicha! Na segunda particular, paga-se quase o mesmo da primeira que amei, mas tem meia hora a menos de aula, diversão ou prisão!
O que eu tirei de lição de tudo isso foi que ir lá ver com seus olhinhos é a melhor opção. Que nada adianta falarem muito, muito bem do lugar se você não constata isso com os olhos e nem com o coração. Aprendi que segurança se adiquire vendo o que espera e quer ver e que a decepção é uma porta aberta para a insegurança. Percebi que é importante ter uma coordenadora, diretora ou outra profissional capaz de lhe explicar tudo que você pergunta, que te convida para entrar, para voltar, para tentar sem compromisso. Notei que, ao contrário do que eu imaginava, um projeto pedagógico e um material didático adequados são muito importantes desde bem cedo se forem coerentes com o que você deseja para a educação do seu filho. Ver que é possível ter tudo isso e ainda fazer seu filho se sentir em casa não tem preço! Quer dizer até tem e é alto, mas deve valer. Vamos ver lá na frente. Uma coisa de cada vez. Já passei na prova de múltipla escolha, mas ainda não terminei minha lição de casa: decidir quando matriculo meu bebê no seu novo reininho.
Ok. Mais uma vez explicado o meu dilema, mais explicadinho no texto que escrevi sobre essa primeira escola, volto a escrever sobre o tema, para contar como foi a visita às outras. Visitei-as logo na semana seguinte, mas não sei porquê não tive a menor inspiração, vulgo vontade, para falar sobre. Acho que quis deixar o tema em banho-maria, ou que quis descansar de mim mesma. Talvez não tenha escrito antes porque já escolhi a escola número 1 e ponto final. E porque não sei ainda quando meu pequeno irá frequentar a escolhida, reticências.
Porém, tenho que contar como foi ver outras duas opções. Uma pública, outra privada. Na pública, considerada o melhor "parquinho" da cidade, o portão é vazado e as crianças brincam logo atrás. Ou seja, quem quiser dar um docinho... Está bem, neurose tola, mas com fundamento, já que estudei em uma escola de Campinas onde, acreditem, um senhorzinho safado costumava parar seu fusca bege quase todos os dias ali para ver as perninhas das meninas pela grade vazada... E umas me diziam que eram chamadas por ele a todo instante. Voltando ao famoso parquinho da cidade, não gostei. Talvez por ser pública ninguém me chamou para conhecer as instalações, mas acho que exatamente por eu já pagar aquilo ali, eu deveria ser convidada a entrar! Mas não fui e perdi o interesse. Para mim, foi suficiente perguntar o que serviam para as crianças e escutar "um dia pão com salsicha, outro dia com carne moída...". Tenha dó, salsicha??? Em dia de semana, refeição de rotina? Para uma boa parte de crianças que carece de boa alimentação na própria casa? Deixe-me ir.
Na escola privada, a segunda visitada, os lanchinhos são feitos com ingredientes coerentes com uma alimentação balanceada, para o paladar das crianças, mas não para estragá-lo. Ótimo, ganhou um ponto. O parque onde é o intervalo é bem bacana, com brinquedos de madeira e sol, bastante sol para esquentar os pequenos nesta cidade fria. Mas você leu aí "intervalo" e isso significa que lá os pequeninos da idade do Léo já ficam presos em salinhas e saem apenas uma vez dentro das três horas e meia que ficam com a professora. Acho um pecado ainda mais quando minha referência é o Léozinho, que ama bater perna, sair de um ambiente, conhecer outro. Não gostei, visto que na primeira escolinha que fui, as crianças da idade dele tem uma sala apropriada até com banheirinho de "suíte", mas o que não quer dizer que elas ficam lá o tempo todo. Eles saem, vão de um parquinho para o outro, vão à fazendinha (o que essa outra particular não tem), vão até a biblioteca e vão se divertindo. Na escola que parece um castelo, ninguém fica preso, já na que tem um parque bacana, lugar de pequeno é atrás de um pequeno portão colocado na porta da sala de aula.
Preferi a primeira escola! Por essas razões que expliquei, pelo fato de na pública ter apenas uma professora para 15 alunos e na segunda particular duas para 10 (no castelinho são uma professora, uma assistente e uma enfermeira para assuntos de higiene para dez). Ajudou eu ter entrado no banheiro da segunda particular visitada e ter visto um lugar porco e bagunçado. Está certo que onde tem criança é difícil manter a ordem, mas em se tratando de banheiro e de escola, o que eu deveria pensar? Além disso, na escola pública, dão almoço às 13h30, o que iria bagunçar a rotina de um comilão que não aguenta esperar até meio-dia e meia e que iria sim almoçar duas vezes e, o que é pior, salsicha! Na segunda particular, paga-se quase o mesmo da primeira que amei, mas tem meia hora a menos de aula, diversão ou prisão!
O que eu tirei de lição de tudo isso foi que ir lá ver com seus olhinhos é a melhor opção. Que nada adianta falarem muito, muito bem do lugar se você não constata isso com os olhos e nem com o coração. Aprendi que segurança se adiquire vendo o que espera e quer ver e que a decepção é uma porta aberta para a insegurança. Percebi que é importante ter uma coordenadora, diretora ou outra profissional capaz de lhe explicar tudo que você pergunta, que te convida para entrar, para voltar, para tentar sem compromisso. Notei que, ao contrário do que eu imaginava, um projeto pedagógico e um material didático adequados são muito importantes desde bem cedo se forem coerentes com o que você deseja para a educação do seu filho. Ver que é possível ter tudo isso e ainda fazer seu filho se sentir em casa não tem preço! Quer dizer até tem e é alto, mas deve valer. Vamos ver lá na frente. Uma coisa de cada vez. Já passei na prova de múltipla escolha, mas ainda não terminei minha lição de casa: decidir quando matriculo meu bebê no seu novo reininho.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Um graaande encontro
Imagine o que é encontrar seu ídolo ali, cara a cara. Imagine se ele age como se te conhecesse há anos, conversa, brinca, troca ideias. Agora imagine que você é uma criança, um menino de dois anos e três meses, cujo ídolo é o Woody, personagem do seu desenho preferido (Toy Story). Imagine ainda que o cowboy é muito maior do que você imaginava (afinal está de pernas de pau!), que quer te pegar no colo e que, ainda por cima, está acompanhado da sua diva, a Jessy, também do Toy Story. Ela sorri para você, bate o maior papo e grita: "Íiiiiiihhhaaaaááá", igualzinho no desenho!!! Se eu fosse você nessa situação, ficaria embasbacado, paralisado.
Vestido com uma camisa xadrez vermelha, o lenço vermelho e a estrela de xerife iguais aos do Woody, e um chapéu de cowboy, você estava animadíssimo para a festa junina, mas nem em sonho pensava encontrar com eles... E, claro, curte a festança, dança, brinca na pescaria, come porcarias, mas não, não quer perder os "amigos" de vista. E não perde. Quando perde, não fica bravo nem triste, mas sente a falta deles. Quando encontra, tira fotos com eles. E fica ali esticando o pescoço só para olhar para os dois mais um pouquinho. E desafia a música alta para conversar só mais um pouquinho. Eu, se fosse você, nesse situação, também arriscaria acordar no dia seguinte com torcicolo e rouco! Se você fosse ele, meu filho, nessa situação, tenho certeza que sentiria e faria tudo isso não é mesmo?
quinta-feira, 16 de junho de 2011
A conspiração
Se tem algo que é comum a todo homem e mulher atualmente é a sensação de que o dia é curto demais. São muitas as razões para isso, mas me apego a uma bem fácil de diagnosticar, a auto-cobrança. Mulheres, mães, workaholics e motherholics, digam se essa auto-sabotagem não nos deixa ainda mais malucas diariamente. Como se já não bastassem os milhares de afazeres da vida e maternidade modernas e as exigências que ganhamos de brinde com o "pacote", ainda temos a nossa própria gama de pensamentos, sentimentos, necessidades e críticas, servidos apropriadamente com um acompanhamento chamado sentimento de culpa. E não, não importa qual jornada a mamãezinha cumpra. Única, dupla ou tripla, a exigência é sempre ao quadrado, pois tem a de fora e a de dentro.
Ontem, estava eu em auge de tensão pré menstrual, cansada depois de duas noites mal dormidas devido à dor de garganta e febre do pequeno, reclamando com meu marido que nessa semana eu não estava conseguindo fazer nem a metade de tudo que precisava, e ele me perguntou: "Você também não conseguiu ajudar a vizinha a limpar o quintal?". Ha. Ha. Ha. Imagine que eu levei a sério no primeiro minuto e cheguei mesmo a pensar que eu tinha algum compromisso do tipo e havia esquecido! Mas não, era só um "presta atenção" que eu estava levando com bom humor e eficiência...
Acho que nem todas são compulsivamente auto-críticas como eu, a ponto de se martirizar por não ter conseguido passar a roupa do filho e ter que pedir ajuda. Mas eu sempre fui assim, só que com a maternidade piorou um pouquinho. Como se uma boa mãe não pudesse errar na comida um dia ou outro ou deixar de cuidar de algo que é de sua responsabilidade. Ha. Ha. Ha. Nesse exato momento em que eu terminei essa frase, percebi o quão neurótico é esse pensamento! E me lembrei do texto que escrevi há pouco tempo, falando justamente da minha sobrecarga emocional e da necessidade de aprender a delegar algumas tarefas. Hoje, agora, nesse mesmo momento, vejo que preciso delegar alguns sentimentos também. Não delegar a alguém para este sofrer à toa como eu sofro em meu lugar, mas delegar para o universo. Só para constar, segundo o dicionário Aurélio, delegar significa "transmitir poderes", e é isso mesmo que eu e toda mãe preocupada demais com o de menos deveria fazer. Trasmitir poderes para o universo, afinal dizem por aí que ele conspira, contra ou a favor, depende do poder que você der a ele. Energia boa sai, energia boa entra certo? E você, às vezes também sente o peso do mundo em seus ombros, mesmo que esse mundo seja "apenas" seu mundo? Já parou para pensar quanto tempo perdemos nos preocupando com coisas sem tanta importância e o quanto isso aumenta a sensação de cansaço? Já percebeu como esses pensamentos cheios de exigência e frustração só colaboram para trazer mais afazeres, mais exigência e mais frustração? E, só por curiosidade, já aprendeu a transmitir o poder sobre sua vida ao universo sem ter a impressão de que fazendo isso está delegando a ele sua vida, você por inteira e todo o resto?
Ontem, estava eu em auge de tensão pré menstrual, cansada depois de duas noites mal dormidas devido à dor de garganta e febre do pequeno, reclamando com meu marido que nessa semana eu não estava conseguindo fazer nem a metade de tudo que precisava, e ele me perguntou: "Você também não conseguiu ajudar a vizinha a limpar o quintal?". Ha. Ha. Ha. Imagine que eu levei a sério no primeiro minuto e cheguei mesmo a pensar que eu tinha algum compromisso do tipo e havia esquecido! Mas não, era só um "presta atenção" que eu estava levando com bom humor e eficiência...
Acho que nem todas são compulsivamente auto-críticas como eu, a ponto de se martirizar por não ter conseguido passar a roupa do filho e ter que pedir ajuda. Mas eu sempre fui assim, só que com a maternidade piorou um pouquinho. Como se uma boa mãe não pudesse errar na comida um dia ou outro ou deixar de cuidar de algo que é de sua responsabilidade. Ha. Ha. Ha. Nesse exato momento em que eu terminei essa frase, percebi o quão neurótico é esse pensamento! E me lembrei do texto que escrevi há pouco tempo, falando justamente da minha sobrecarga emocional e da necessidade de aprender a delegar algumas tarefas. Hoje, agora, nesse mesmo momento, vejo que preciso delegar alguns sentimentos também. Não delegar a alguém para este sofrer à toa como eu sofro em meu lugar, mas delegar para o universo. Só para constar, segundo o dicionário Aurélio, delegar significa "transmitir poderes", e é isso mesmo que eu e toda mãe preocupada demais com o de menos deveria fazer. Trasmitir poderes para o universo, afinal dizem por aí que ele conspira, contra ou a favor, depende do poder que você der a ele. Energia boa sai, energia boa entra certo? E você, às vezes também sente o peso do mundo em seus ombros, mesmo que esse mundo seja "apenas" seu mundo? Já parou para pensar quanto tempo perdemos nos preocupando com coisas sem tanta importância e o quanto isso aumenta a sensação de cansaço? Já percebeu como esses pensamentos cheios de exigência e frustração só colaboram para trazer mais afazeres, mais exigência e mais frustração? E, só por curiosidade, já aprendeu a transmitir o poder sobre sua vida ao universo sem ter a impressão de que fazendo isso está delegando a ele sua vida, você por inteira e todo o resto?
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Cedo ou tarde
Ele (a) dorme bem? Perguntinha chave na conversa entre mães. Variações típicas ou frases que vem em seguida são: Dorme a noite toda? Acorda muito ainda? Ele (a) ainda mama de madrugada? E acorda cedo? Dorme à tarde? Mas você cansa ele (a)? Leva para brincar? Ele (a) vai para a escolinha? Ahá! É nessa última pergunta que mora a esperança... Porque é lá, nesse "santo" lugar que as mães depositam boa parte da responsabilidade pelo sono da criança. Se seu filho não dorme bem, mães afirmam que um dia vai dormir! No dia em que for para a escolinha!
Acho injusto fazer meu filhote esperar por essa data. Quem coloca na escola com meses ainda vá lá, mas e quem espera dois, três anos, para matricular o rebento? Arrebenta com a rotina e saúde de todos da casa? Eu faço parte do grupo que espera para levar o pequeno ao "parquinho escolar" e que faz de tudo e mais um pouco para "cansar" a fera no parquinho domiciliar ou aquele que fica logo ali, ao atravessar a rua. Mas não digo que é fácil. Não é.
Dias atrás revelei aqui que meu molequinho anda um pimentinha. Mo-le-que. Pi-men-ta. Em casa, nada é suficientemente divertido para entretê-lo se não for uma daquelas brincadeiras em que mãe tem que esquecer de tudo que tem para fazer e rolar como menino no chão. Fora de casa, pode andar quilômetros baby que não cansa! Pode até querer tirar um cochilo, mas energia volta a toda depois que acorda. E se não cochila, não pense que às oito dorme, porque a noite é uma criança, e nem um pouco interessada em ir para a cama!
Isso me faz pensar nessa tal escola. Será que ela vai resolver o meu, digamos, problema? Será que resolve o problema de alguém? Muitas mães já me disseram que sim, umas falaram que nem tanto. Isso só me faz ter mais certeza de que é bacana esperar um cansaço saudável do pequeno quando ele começa a frequentar a escola, mas que mais bacana é cuidar do processo cansar-descansar em casa, antes de qualquer rotina escolar chegar. Porque nos casos em que fiquei sabendo que a escola cooperou, a criança já dormia, acordava e cochilava em horários próximos dos ideais dos pais. Nos casos em que mães me tiraram a esperança e simplesmente disseram que nada, nada mudou no sono do novo aluninho, a razão foi dita por elas mesmas, quase que sem perceber. "Ele sempre dormiu tarde"ou "Ele nunca dormiu cedo".
Graças a Deus, a mim, ao papai ou ao Léo mesmo, ele já dormiu cedo por muito tempo. Por quase dois anos, a rotina era estar no berço ou na cama às nove da noite e dormir em no máximo, meia hora. Fins de semana e dias atípicos não contam certo? Me esforçava, assumo, pois nunca foi fácil fazê-lo dormir mesmo seguindo todas as recomendações de "sucesso", mas mantivemos esse acordo com os carneirinhos com todo esse esforço até pouco tempo atrás. E se de uns meses para cá, a coisa mudou, não fui eu a culpada! O organismo do Léo parece que mudou o ritmo de repente, ou aos poucos, não sei dizer. E eu perdi o ritmo aos poucos, ou de repente, não sei dizer.
Por essa razão, penso de fato em como será à noite quando filhote frequentar a escola. Note que eu escrevi "à noite" e não "a noite". Porque durante a noite não há problemas, Leco não acorda mais e se acorda não passa de uma vez, e olha que tirei a mamada da madrugada há poucos dias. Agora, "à noite" ou "de noite" é a questão. Porque quando chega a noite, quando chega o horário que eu acho certo para ele dormir, aquele em que ele quase sempre dormiu e que é o mais saudável para ele e todos aos redor, surge o problema. Tarde é cedo demais para o rapaz em questão Sempre foi, apesar de eu ter conseguido enganar esse relógio doidinho do mocinho por algum tempo.
E é por essa característica dele, de "manipular" o próprio organismo conforme interesses e fases, e por todo o resto que eu disse antes que penso que não devo depender de nada e nem de ninguém para que meu filho entenda o real significado de cedo e tarde, e respeite o limite entre eles. E eu preciso fazer isso logo, ajudá-lo nesses ajustes biológicos e psicológicos sem esperar nada de escola ou do tempo, sem delegar algo que só cabe a mim, ao pai e ao nosso filho. Preciso entender o que esse pequeno organismo quer, precisa e como fazer para suprir suas necessidades sem esquecer das minhas. Preciso voltar a observar, a direcionar o que estiver fora de direção, a me adaptar a novas trajetórias. Preciso saber e me acertar com o tempo certo do meu filho . Preciso saber a hora de se rígida e a hora de ser maleável. Preciso. Cedo ou tarde, mas antes que seja tarde demais!
Acho injusto fazer meu filhote esperar por essa data. Quem coloca na escola com meses ainda vá lá, mas e quem espera dois, três anos, para matricular o rebento? Arrebenta com a rotina e saúde de todos da casa? Eu faço parte do grupo que espera para levar o pequeno ao "parquinho escolar" e que faz de tudo e mais um pouco para "cansar" a fera no parquinho domiciliar ou aquele que fica logo ali, ao atravessar a rua. Mas não digo que é fácil. Não é.
Dias atrás revelei aqui que meu molequinho anda um pimentinha. Mo-le-que. Pi-men-ta. Em casa, nada é suficientemente divertido para entretê-lo se não for uma daquelas brincadeiras em que mãe tem que esquecer de tudo que tem para fazer e rolar como menino no chão. Fora de casa, pode andar quilômetros baby que não cansa! Pode até querer tirar um cochilo, mas energia volta a toda depois que acorda. E se não cochila, não pense que às oito dorme, porque a noite é uma criança, e nem um pouco interessada em ir para a cama!
Isso me faz pensar nessa tal escola. Será que ela vai resolver o meu, digamos, problema? Será que resolve o problema de alguém? Muitas mães já me disseram que sim, umas falaram que nem tanto. Isso só me faz ter mais certeza de que é bacana esperar um cansaço saudável do pequeno quando ele começa a frequentar a escola, mas que mais bacana é cuidar do processo cansar-descansar em casa, antes de qualquer rotina escolar chegar. Porque nos casos em que fiquei sabendo que a escola cooperou, a criança já dormia, acordava e cochilava em horários próximos dos ideais dos pais. Nos casos em que mães me tiraram a esperança e simplesmente disseram que nada, nada mudou no sono do novo aluninho, a razão foi dita por elas mesmas, quase que sem perceber. "Ele sempre dormiu tarde"ou "Ele nunca dormiu cedo".
Graças a Deus, a mim, ao papai ou ao Léo mesmo, ele já dormiu cedo por muito tempo. Por quase dois anos, a rotina era estar no berço ou na cama às nove da noite e dormir em no máximo, meia hora. Fins de semana e dias atípicos não contam certo? Me esforçava, assumo, pois nunca foi fácil fazê-lo dormir mesmo seguindo todas as recomendações de "sucesso", mas mantivemos esse acordo com os carneirinhos com todo esse esforço até pouco tempo atrás. E se de uns meses para cá, a coisa mudou, não fui eu a culpada! O organismo do Léo parece que mudou o ritmo de repente, ou aos poucos, não sei dizer. E eu perdi o ritmo aos poucos, ou de repente, não sei dizer.
Por essa razão, penso de fato em como será à noite quando filhote frequentar a escola. Note que eu escrevi "à noite" e não "a noite". Porque durante a noite não há problemas, Leco não acorda mais e se acorda não passa de uma vez, e olha que tirei a mamada da madrugada há poucos dias. Agora, "à noite" ou "de noite" é a questão. Porque quando chega a noite, quando chega o horário que eu acho certo para ele dormir, aquele em que ele quase sempre dormiu e que é o mais saudável para ele e todos aos redor, surge o problema. Tarde é cedo demais para o rapaz em questão Sempre foi, apesar de eu ter conseguido enganar esse relógio doidinho do mocinho por algum tempo.
E é por essa característica dele, de "manipular" o próprio organismo conforme interesses e fases, e por todo o resto que eu disse antes que penso que não devo depender de nada e nem de ninguém para que meu filho entenda o real significado de cedo e tarde, e respeite o limite entre eles. E eu preciso fazer isso logo, ajudá-lo nesses ajustes biológicos e psicológicos sem esperar nada de escola ou do tempo, sem delegar algo que só cabe a mim, ao pai e ao nosso filho. Preciso entender o que esse pequeno organismo quer, precisa e como fazer para suprir suas necessidades sem esquecer das minhas. Preciso voltar a observar, a direcionar o que estiver fora de direção, a me adaptar a novas trajetórias. Preciso saber e me acertar com o tempo certo do meu filho . Preciso saber a hora de se rígida e a hora de ser maleável. Preciso. Cedo ou tarde, mas antes que seja tarde demais!
domingo, 12 de junho de 2011
A vela mais bem vinda
Está para nascer uma mulher que não ligue para dia dos namorados. Tudo bem, você pode até me dizer que não se importa, mas lá no fundo sempre há aquela você que se importa sim, pelo menos um pouquinho. Que quer uma flor, um presente, um beijo ou apenas ter um namorado no dia dos namorados. E não é porque se torna mãe que isso muda, apenas muda de proporção. Aquela atenção que dávamos ao dia, ao namorado e ao romance perde um pouco a atenção para o dia como ele pode ser hoje, o marido que nem sempre pode ser o namorado que já foi e a comédia, o drama, o suspense, a aventura que tomam conta de tudo sem que você tenha escolhido nenhum desses gêneros...
Verdade seja dita. Mulheres que têm filho enfrentam muita coisa para ter o direito de ter romance. Parte porque a vida real não favorece, parte porque ela mesma, a mãe, não se favorece, parte porque namorido não favorece, parte porque tem uma vela logo ali na sala de jantar esperando para dividir a refeição romântica! Mentira seja desmentida. Todas nós sentimos sim falta desse espaço a dois, porque como eu já falei lá em cima, todas, todas, todas nós, de maneiras diferentes, gostamos de romance e esse exige somente duas pessoas, não mais que isso. Verdades e mentiras esclarecidas, há mais alguma coisa a dizer. Ouso dizer que é a mais importante delas. Essa vela, ou essas velas, que ficam bem entre você mulher e seu companheiro cheiroso durante a troca de olhares mais romântica dos últimos meses, são mais que bem vindas. Mesmo "interferindo" um bocado, elas são mesmo bem vindas.
Porque filho é o maior e melhor símbolo desse romance todo, prova viva de que a paixão melosa e gostosa existiu, floresceu, amadureceu. Prova que coloca à prova a todo momento esse romântico enlace, que nos força a nos esforçar para manter a chama, a magia, o encantamento e todo o resto que queremos e devemos manter, mas que nem por isso torna isso fácil! Filho é a velinha que não apaga nem com o sopro mais forte (ainda bem), que mete o pé no bolo e fica ali para assistir o saborear de cada pedaço, que ilumina toda a sala, a casa... Vela bem vinda, acesa com todo o amor do mundo e muito, muito bem vinda! Piegas, mas verdadeiro. Porque um feliz dia dos namorados ou ser feliz com seu namorado depois de ter filho só é possível se for a três, a quatro, a cinco... O que não significa que, em algum momento do dia, dois não podem ser apenas dois! Mas o que claramente significa que o resultado de um mais um não é exatamente aquele que aprendemos na escola. Bem vindas a matemática do amor!!! Pelo marido, pelo filho. Aliás, acabo de ser convocada para mais um encontro romântico. "Mamãe, vamos lá no sofá?"
Verdade seja dita. Mulheres que têm filho enfrentam muita coisa para ter o direito de ter romance. Parte porque a vida real não favorece, parte porque ela mesma, a mãe, não se favorece, parte porque namorido não favorece, parte porque tem uma vela logo ali na sala de jantar esperando para dividir a refeição romântica! Mentira seja desmentida. Todas nós sentimos sim falta desse espaço a dois, porque como eu já falei lá em cima, todas, todas, todas nós, de maneiras diferentes, gostamos de romance e esse exige somente duas pessoas, não mais que isso. Verdades e mentiras esclarecidas, há mais alguma coisa a dizer. Ouso dizer que é a mais importante delas. Essa vela, ou essas velas, que ficam bem entre você mulher e seu companheiro cheiroso durante a troca de olhares mais romântica dos últimos meses, são mais que bem vindas. Mesmo "interferindo" um bocado, elas são mesmo bem vindas.
Porque filho é o maior e melhor símbolo desse romance todo, prova viva de que a paixão melosa e gostosa existiu, floresceu, amadureceu. Prova que coloca à prova a todo momento esse romântico enlace, que nos força a nos esforçar para manter a chama, a magia, o encantamento e todo o resto que queremos e devemos manter, mas que nem por isso torna isso fácil! Filho é a velinha que não apaga nem com o sopro mais forte (ainda bem), que mete o pé no bolo e fica ali para assistir o saborear de cada pedaço, que ilumina toda a sala, a casa... Vela bem vinda, acesa com todo o amor do mundo e muito, muito bem vinda! Piegas, mas verdadeiro. Porque um feliz dia dos namorados ou ser feliz com seu namorado depois de ter filho só é possível se for a três, a quatro, a cinco... O que não significa que, em algum momento do dia, dois não podem ser apenas dois! Mas o que claramente significa que o resultado de um mais um não é exatamente aquele que aprendemos na escola. Bem vindas a matemática do amor!!! Pelo marido, pelo filho. Aliás, acabo de ser convocada para mais um encontro romântico. "Mamãe, vamos lá no sofá?"
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Sem medo da pelinha!
Quando fiquei sabendo que teria um menino nem pensei no fator "pelinha", aquela que na verdade se chama prepúcio, que fica logo ali embaixo e que costuma dar um pouco de trabalho diário para os pais. Se pensasse acho que seria louca, ou no mínimo ansiosa demais! Depois do parto, também nem parei para pensar no assunto. Tinha muitas outras coisas para me preocupar! Com o decorrer dos meses e com muitas mães me alertando sobre o detalhe técnico, passei a pensar mais sobre isso e sobre o que eu teria que fazer com isso.
Algumas mães de meninos chegavam a me aterrorizar dizendo que a tal "massagem" tinha que ser feita desde sempre. E eu juro que só queria adiar essa etapa. Não posso mentir, esse tema sempre me deixou meio aflita, afinal eu não tenho pipi! Mas longe de mim ser displicente com algo tão importante na vida do meu machinho e, por isso, logo perguntei ao pediatra o que eu de fato deveria já estar fazendo, como fazer e até quando era meu limite de ação contra essa pele intrometida. A tranquilidade com que ele falou sobre me tranquilizou e cada vez que eu mostrava o periquito do meu neném no consultório, eu saía de lá bem aliviada. Não lembro bem as palavras que ele usava, mas era algo como "não precisa se preocupar, é só puxar assim de levinho, só isso sempre que der". Em nenhum momento ele me deu bronca por não estar fazendo o "serviço" direito e nem por eu repetir as mesmas perguntas milhões de vezes. "Doutor, queria te mostrar como está e saber se é assim que deveria estar. Como é que eu devo fazer mesmo? Eu puxo só um pouquinho, tudo bem? E tem dias que esqueço, tem problema?". Para você que não tem menino, saiba que "puxar só um pouquinho" já é bastante torturante. Como saber se o meu pouquinho não é muito para o pirulitinho dele? E se for um pouquinho tão insignificante a ponto de não fazer efeito? A tortura vai mesmo além do "nervosinho"que dá em mexer naquilo que eu não tenho idéia do quanto é sensível...
Sorte que tive um tempo "extra". Porque se todos diziam que a pelinha tinha que escorregar até um ano de idade, o nosso médico dizia que eu deveria começar os exercícios a partir daí. Confiei nele e no meu instinto que me dizia que tudo iria dar certo, no tempo certo e ponto final. Foi difícil convencer o rapazinho a permitir que eu mexesse ali todos os dias e em vários deles eu não conseguia, ou porque ele não deixava, ou porque estávamos com pressa ou porque eu esquecia. Esquecia mesmo.
Dicas não me faltavam. Mãe que me aconselhava a fazer a massagenzinha no banho porque o sabonete ajudava a escorregar, mãe que falava que o melhor era depois, mãe que disse que tudo se resolveu mas que depois retrocedeu, mãe que disse que sangra, mãe que contou que não conseguiu (como se dependesse só dela!) e teve que levar o filho para a mesa de cirurgia, etc. E eu tenho um irmão que operou e, como se não bastasse, o responsável pela operação retirou um pouquinho a mais! Graças a Deus (com certeza não ao médico), essa retirada além não prejudicou o menino em nada, mas tenha dó, tiraram dele algo que era só dele!
Reportagens também tinham o prazer de me aterrorizar, estipulando data certa para o resultado aparecer. Li, por exemplo, que até os seis meses é normal que a pele desça e que se isso não acontece até os dois anos o caso é mesmo fimose e se torna necessária uma intervenção cirúrgica. Para meu alívio, o doutor do Leco sempre afirmou que eu só deveria me preocupar mais com isso a partir de, e não até, os dois anos. Se eu tivesse caído na mão de um médico mais "ansioso", já estaríamos com data marcada para entrar no hospital. Porque até os dois anos nada, nada aconteceu. Nem uma melhorazinha sequer. Nem sinal de abertura de nada. E olha que eu já estava me aplicando e aplicando uma pomadinha receitada pelo médico.
Mas, na última consulta, o Dr. enxergou ali algo que eu não enxergava e disse que ainda podia abrir sim. Receitou outra pomada e novamente me acalmou dizendo que eu só tinha que mexer nisso uma vez por dia, passando a pomada em seguida. Que fique claro, a pomada não ajuda a abrir, ela só impede que a pele grude ainda mais. Isso porque quando puxamos a tal para baixo, damos uma forçadinha e isso causa umas fissurinhas normais mas que sem a pomada tendem a fazer grudar de novo. O medicamento impede esse efeito "inflamatório" e deixa o caminho livre para a massagem do dia seguinte. Explicação de leiga, mas é por aí, me corrijam médicos de plantão.
Segui à risca as últimas orientações, expliquei para o Leco que eu tinha de "secar" o pirulito e pronto. Há uns dias, enxerguei uma abertura lá que foi aumentando e ontem o que estava escondido apareceu. Fiquei meio em pânico, tenho que contar. Me apavorei com a cor meio arroxeada meio avermelhada da parte e achei que a pele não ia voltar para proteger o que ainda deve estar sensível. Corri para o marido que me tranquilizou dizendo que "é assim mesmo". Ok. Olho para aquilo de novo e faço força para não demonstrar para o pequeno meu nervosinho tolo. A pele voltou. Sim, porque ela abriu, mas isso não significa que ela precise ficar aberta já agora nesse momento. Então respiro aliviada. E hoje, fazendo minha lição de casa com o homenzinho em pé dessa vez, percebo que ele consegue visualizar tudo pela primeira vez, já que eu sempre fazia com ele deitado. De repente, ele fala: "Tá funcionando!". Imagine se eu não ri muito. Disse que sim, estava funcionando, ele olha de novo e solta: "O que tá acontecendo?". Eu, que acredito que tudo deve ser natural, explico que o "pipi tava mostrando a carinha", que a cabecinha tinha que aparecer, mas que ela ia se esconder novamente. "Condeu!", concluiu ele. Ótimo, conclui eu. Chega de medo da pelinha!
Algumas mães de meninos chegavam a me aterrorizar dizendo que a tal "massagem" tinha que ser feita desde sempre. E eu juro que só queria adiar essa etapa. Não posso mentir, esse tema sempre me deixou meio aflita, afinal eu não tenho pipi! Mas longe de mim ser displicente com algo tão importante na vida do meu machinho e, por isso, logo perguntei ao pediatra o que eu de fato deveria já estar fazendo, como fazer e até quando era meu limite de ação contra essa pele intrometida. A tranquilidade com que ele falou sobre me tranquilizou e cada vez que eu mostrava o periquito do meu neném no consultório, eu saía de lá bem aliviada. Não lembro bem as palavras que ele usava, mas era algo como "não precisa se preocupar, é só puxar assim de levinho, só isso sempre que der". Em nenhum momento ele me deu bronca por não estar fazendo o "serviço" direito e nem por eu repetir as mesmas perguntas milhões de vezes. "Doutor, queria te mostrar como está e saber se é assim que deveria estar. Como é que eu devo fazer mesmo? Eu puxo só um pouquinho, tudo bem? E tem dias que esqueço, tem problema?". Para você que não tem menino, saiba que "puxar só um pouquinho" já é bastante torturante. Como saber se o meu pouquinho não é muito para o pirulitinho dele? E se for um pouquinho tão insignificante a ponto de não fazer efeito? A tortura vai mesmo além do "nervosinho"que dá em mexer naquilo que eu não tenho idéia do quanto é sensível...
Sorte que tive um tempo "extra". Porque se todos diziam que a pelinha tinha que escorregar até um ano de idade, o nosso médico dizia que eu deveria começar os exercícios a partir daí. Confiei nele e no meu instinto que me dizia que tudo iria dar certo, no tempo certo e ponto final. Foi difícil convencer o rapazinho a permitir que eu mexesse ali todos os dias e em vários deles eu não conseguia, ou porque ele não deixava, ou porque estávamos com pressa ou porque eu esquecia. Esquecia mesmo.
Dicas não me faltavam. Mãe que me aconselhava a fazer a massagenzinha no banho porque o sabonete ajudava a escorregar, mãe que falava que o melhor era depois, mãe que disse que tudo se resolveu mas que depois retrocedeu, mãe que disse que sangra, mãe que contou que não conseguiu (como se dependesse só dela!) e teve que levar o filho para a mesa de cirurgia, etc. E eu tenho um irmão que operou e, como se não bastasse, o responsável pela operação retirou um pouquinho a mais! Graças a Deus (com certeza não ao médico), essa retirada além não prejudicou o menino em nada, mas tenha dó, tiraram dele algo que era só dele!
Reportagens também tinham o prazer de me aterrorizar, estipulando data certa para o resultado aparecer. Li, por exemplo, que até os seis meses é normal que a pele desça e que se isso não acontece até os dois anos o caso é mesmo fimose e se torna necessária uma intervenção cirúrgica. Para meu alívio, o doutor do Leco sempre afirmou que eu só deveria me preocupar mais com isso a partir de, e não até, os dois anos. Se eu tivesse caído na mão de um médico mais "ansioso", já estaríamos com data marcada para entrar no hospital. Porque até os dois anos nada, nada aconteceu. Nem uma melhorazinha sequer. Nem sinal de abertura de nada. E olha que eu já estava me aplicando e aplicando uma pomadinha receitada pelo médico.
Mas, na última consulta, o Dr. enxergou ali algo que eu não enxergava e disse que ainda podia abrir sim. Receitou outra pomada e novamente me acalmou dizendo que eu só tinha que mexer nisso uma vez por dia, passando a pomada em seguida. Que fique claro, a pomada não ajuda a abrir, ela só impede que a pele grude ainda mais. Isso porque quando puxamos a tal para baixo, damos uma forçadinha e isso causa umas fissurinhas normais mas que sem a pomada tendem a fazer grudar de novo. O medicamento impede esse efeito "inflamatório" e deixa o caminho livre para a massagem do dia seguinte. Explicação de leiga, mas é por aí, me corrijam médicos de plantão.
Segui à risca as últimas orientações, expliquei para o Leco que eu tinha de "secar" o pirulito e pronto. Há uns dias, enxerguei uma abertura lá que foi aumentando e ontem o que estava escondido apareceu. Fiquei meio em pânico, tenho que contar. Me apavorei com a cor meio arroxeada meio avermelhada da parte e achei que a pele não ia voltar para proteger o que ainda deve estar sensível. Corri para o marido que me tranquilizou dizendo que "é assim mesmo". Ok. Olho para aquilo de novo e faço força para não demonstrar para o pequeno meu nervosinho tolo. A pele voltou. Sim, porque ela abriu, mas isso não significa que ela precise ficar aberta já agora nesse momento. Então respiro aliviada. E hoje, fazendo minha lição de casa com o homenzinho em pé dessa vez, percebo que ele consegue visualizar tudo pela primeira vez, já que eu sempre fazia com ele deitado. De repente, ele fala: "Tá funcionando!". Imagine se eu não ri muito. Disse que sim, estava funcionando, ele olha de novo e solta: "O que tá acontecendo?". Eu, que acredito que tudo deve ser natural, explico que o "pipi tava mostrando a carinha", que a cabecinha tinha que aparecer, mas que ela ia se esconder novamente. "Condeu!", concluiu ele. Ótimo, conclui eu. Chega de medo da pelinha!
quarta-feira, 8 de junho de 2011
A vez do pequeno
Estava acostumada a fazer tudo que se referisse ao Léo. Marido sempre ajudou muito, mas tinha horas que só eu podia fazer mesmo. Hora de dormir é um exemplo. Maior parte das noites era eu quem estava lá, convocada pelo maior interessado que curtia uns minutinhos com o pai e logo chamava "mãããee"'. Da mesma forma, passeios, brincadeiras e afins sempre tinha que ter a minha companhia. Carinho maior não há! É uma delícia, embora às vezes você queira mesmo passar a vez. Agora, no entanto, eu não tenho vez!
Tudo não precisa e de vez em quando nem pode ser comigo. Se o pai está em casa, é com ele que o pequeno quer ir ao banheiro, escovar os dentes, tomar banho e até dormir. Certa noite perguntei porque eu não podia ir com ele para a cama e escutei: "Poque a mamãe não cabe!". "E o papai cabe?", perguntei. "Papai cabe", disse ele. Achei lindo a forma que ele encontrou para não me magoar, mas que eu queria voltar a caber eu queria!
Isso me fez pensar que é a fase do "papai para lá, papai para cá", normal de toda a criança. Mas, na casa da minha mãe, quando minha sobrinha de 12 anos estava na cama com o Léo para dormimos os três juntos e eu cheguei, escutei: "Não mãe, você não cabe!". Pera aí, eu achei que a coisa toda era com o pai e vi que a coisa toda é comigo!!! É a fase de "com a mamãe não". Pode ser com todo mundo, menos com a mamãe, a não ser que ele queira. Porque é a vez dele escolher de quem é a vez! Hoje mesmo eu estou passando mal e por causa disso filhotinho passou uma hora no trabalho do pai, brincando com uma moça que trabalha lá e é extremamente carinhosa e atenciosa com ele, já que havia coisas urgentes para o pai resolver. Quando eu me senti melhor e fui buscá-lo, adivinhem se ele fez cara de saudades e pulou no meu colo ou se ele simplesmente me viu, disse "mãe" e fez cara de "ah você está aí?". Ponto para quem escolheu a segunda alternativa, afinal quem disse que aquela era a minha vez?
Agora, pausa para a mãe pensante pensar, questionar e responder aos próprios questionamentos. É fase mesmo? É sinal de independência? É porque está enjoado da mãe? É sintoma do nosso grude diário desde as primeiras horas de vida dele? É saudável? Não é saudável? É graça? É sério? Fiz algo errado? Fiz tudo certo? Grude e saudade acabaram ou voltam assim que puderem? Vou ter que me acostumar? Não vou? Não é nada? É tudo isso ao mesmo tempo? Ah, dessa vez, eu passo a vez!
Tudo não precisa e de vez em quando nem pode ser comigo. Se o pai está em casa, é com ele que o pequeno quer ir ao banheiro, escovar os dentes, tomar banho e até dormir. Certa noite perguntei porque eu não podia ir com ele para a cama e escutei: "Poque a mamãe não cabe!". "E o papai cabe?", perguntei. "Papai cabe", disse ele. Achei lindo a forma que ele encontrou para não me magoar, mas que eu queria voltar a caber eu queria!
Isso me fez pensar que é a fase do "papai para lá, papai para cá", normal de toda a criança. Mas, na casa da minha mãe, quando minha sobrinha de 12 anos estava na cama com o Léo para dormimos os três juntos e eu cheguei, escutei: "Não mãe, você não cabe!". Pera aí, eu achei que a coisa toda era com o pai e vi que a coisa toda é comigo!!! É a fase de "com a mamãe não". Pode ser com todo mundo, menos com a mamãe, a não ser que ele queira. Porque é a vez dele escolher de quem é a vez! Hoje mesmo eu estou passando mal e por causa disso filhotinho passou uma hora no trabalho do pai, brincando com uma moça que trabalha lá e é extremamente carinhosa e atenciosa com ele, já que havia coisas urgentes para o pai resolver. Quando eu me senti melhor e fui buscá-lo, adivinhem se ele fez cara de saudades e pulou no meu colo ou se ele simplesmente me viu, disse "mãe" e fez cara de "ah você está aí?". Ponto para quem escolheu a segunda alternativa, afinal quem disse que aquela era a minha vez?
Agora, pausa para a mãe pensante pensar, questionar e responder aos próprios questionamentos. É fase mesmo? É sinal de independência? É porque está enjoado da mãe? É sintoma do nosso grude diário desde as primeiras horas de vida dele? É saudável? Não é saudável? É graça? É sério? Fiz algo errado? Fiz tudo certo? Grude e saudade acabaram ou voltam assim que puderem? Vou ter que me acostumar? Não vou? Não é nada? É tudo isso ao mesmo tempo? Ah, dessa vez, eu passo a vez!
terça-feira, 7 de junho de 2011
Vale a pena
"Já fizemos muito isso com vocês". Frase do meu pai, referindo-se a mim e a meus irmãos, quando contei que eu e o maridão estávamos levando Léo ao espetáculo de patinação no gelo da Disney (Disney On Ice). "Fazíamos isso sempre. Não é uma delícia?". Frases da minha mãe quando contei que já tínhamos levado o rei e que tinha dado tudo certo. E deu mesmo. Imagine se não ia dar, levando um menino que adora Mickey e companhia para assistir a essa turma toda, com direito a ver Woody, Jessy e Bus de pertinho comendo pipoca depois de ganhar um boneco do Bus e outro do Mickey!
Quase não deu. Mas por causa de um fator "externo", uma menina muito sem educação, filha de pais igualmente deseducados que não reeprendiam a "garotinha" de uns 12 anos que berrava (ou será que urrava?) a cada dois minutos. Desde o primeiro número, a desgraçada engraçadinha gritou tanto que eu tive de pedir educadamente para ela parar. "Você pode parar de gritar por favor porque está assustando meu filho?". Ela até economizou um pouco dos pulmões, mas acho que pedi tarde demais, pois esperei ela se tocar apenas com nossa cara feia e o bom senso de olhar ao redor e ver que só tinha pequeninos que já se assustavam só com luzes e sons. Assim, no intervalo do espetáculo, filhote pediu desesperadamente para sair dali. Saímos. E quando voltamos, ou melhor, tentamos voltar ou sentar em qualquer outro lugar longe da monstrinha, ele só dizia. "Não, a menina...".
Minha vontade era ir lá interromper a diversão daquela família incômoda e dizer quanto eu paguei para estar ali, quanto tempo de estrada pegamos para sentarmos confortavelmente no lugar que pagamos para isso e o quanto a falta de noção e etc deles estavam atrapalhando nossos planos! Obviamente, os responsáveis por aquela criaturinha malígna não iriam se importar já que não estavam se importando mesmo e que isso só daria em confusão. Por isso, tomamos nossas providências segundo a vontade do mini expectador e arrumamos um cantinho (mais próximo ainda do palco) para assistirmos o restante de pé! Sorte que a primeira parte foi a mais longa! E que de um jeito ou de outro meu filho lindo pôde assistir tudinho até o final (para depois não ficar com aquela sensação de o que aconteceu?") e nós pais pudemos esquecer dessa bruxinha que saiu correndo dos contos de fada! Leleco deu até tchau para a Margarida e o Donald e saiu pedindo para voltar. Ufa!
Valeu a pena. Rendeu assunto para a viagem de volta quase toda, para o despertar do dia seguinte, para o final de semana inteiro e para muitos outros dias, tenho certeza. O trabalho (porque sair com criança em dia de semana, à noite, no frio e no trânsito dá trabalho mesmo!) e a nossa iniciativa valeu muito! Aconselho cada pai trabalhador e cada mãe multitarefa a deixar o cansaço, preguiça ou pão-durismo de lado e fazer um programa desses sempre que puderem. Sempre que surgir uma oportunidade bacana. Meus pais já fizeram muito isso comigo, como eles mesmos disseram, e possivelmente os seus também. Porque é uma delícia! Porque se não guardamos na memória, guardamos no coração. Porque simplesmente vale a pena!
Quase não deu. Mas por causa de um fator "externo", uma menina muito sem educação, filha de pais igualmente deseducados que não reeprendiam a "garotinha" de uns 12 anos que berrava (ou será que urrava?) a cada dois minutos. Desde o primeiro número, a desgraçada engraçadinha gritou tanto que eu tive de pedir educadamente para ela parar. "Você pode parar de gritar por favor porque está assustando meu filho?". Ela até economizou um pouco dos pulmões, mas acho que pedi tarde demais, pois esperei ela se tocar apenas com nossa cara feia e o bom senso de olhar ao redor e ver que só tinha pequeninos que já se assustavam só com luzes e sons. Assim, no intervalo do espetáculo, filhote pediu desesperadamente para sair dali. Saímos. E quando voltamos, ou melhor, tentamos voltar ou sentar em qualquer outro lugar longe da monstrinha, ele só dizia. "Não, a menina...".
Minha vontade era ir lá interromper a diversão daquela família incômoda e dizer quanto eu paguei para estar ali, quanto tempo de estrada pegamos para sentarmos confortavelmente no lugar que pagamos para isso e o quanto a falta de noção e etc deles estavam atrapalhando nossos planos! Obviamente, os responsáveis por aquela criaturinha malígna não iriam se importar já que não estavam se importando mesmo e que isso só daria em confusão. Por isso, tomamos nossas providências segundo a vontade do mini expectador e arrumamos um cantinho (mais próximo ainda do palco) para assistirmos o restante de pé! Sorte que a primeira parte foi a mais longa! E que de um jeito ou de outro meu filho lindo pôde assistir tudinho até o final (para depois não ficar com aquela sensação de o que aconteceu?") e nós pais pudemos esquecer dessa bruxinha que saiu correndo dos contos de fada! Leleco deu até tchau para a Margarida e o Donald e saiu pedindo para voltar. Ufa!
Valeu a pena. Rendeu assunto para a viagem de volta quase toda, para o despertar do dia seguinte, para o final de semana inteiro e para muitos outros dias, tenho certeza. O trabalho (porque sair com criança em dia de semana, à noite, no frio e no trânsito dá trabalho mesmo!) e a nossa iniciativa valeu muito! Aconselho cada pai trabalhador e cada mãe multitarefa a deixar o cansaço, preguiça ou pão-durismo de lado e fazer um programa desses sempre que puderem. Sempre que surgir uma oportunidade bacana. Meus pais já fizeram muito isso comigo, como eles mesmos disseram, e possivelmente os seus também. Porque é uma delícia! Porque se não guardamos na memória, guardamos no coração. Porque simplesmente vale a pena!
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Para selar uma relação de carinho e companheirismo
Não, eu não costumo dar espaço para outra coisa por aqui que não seja texto, texto e texto. Já disse isso na primeira vez que ganhei um selinho e repito. Mas como não ficar contente de receber uma "homenagem" de alguém que me visita sempre e acompanha aquilo que eu dou tanto valor, que são os textos? Por isso, valorizo esse gesto e valorizarei sempre que me enviarem um carinho desse. Obrigada Paula! Aí vão as regras deste selo e as respostinhas que devo publicar:Regras: linkar quem te passou o selo, indicar seis blogs para recebê-lo, exibir o selo no blog, avisar as presenteadas e responder as seguintes perguntas...
1 - O que marcou sua infância e te deixa saudade?
Hummm, acho que foram férias escolares... Todas elas, pois era só brincar, curtir e descansar!
2- O que mais te apaixona no seu filho?
Isso é injusto, impossível responder uma coisa só. Mas vamos às regras... É ele ter surgido na minha vida sendo exatamente como ele é!
3- Qual foi o momento mais difícil nos primeiros dias como mãe?
Aprender a amamentar e ensiná-lo a mamar.
4 - E o momento mais feliz e emocionante após o nascimento do baby?
De novo tenho que escolher um??? Acho que foi receber ele nos meus braços e fazer carinho na costeletinha ruiva...
5 - Qual era a segunda opção de nome para o baby?
Léo, Caio, Giovani
6 - Pretende ser mãe novamente? Se sim, quando? Se não, por quê?
Sim, claro. Quando, não sei...
Agora, quer saber quem eu indico para receber esse carinho e responder o questionário aí de cima?
1 - Mãe da Lulu
2 - Educar com carinho
3 - Desabafo de mãe
4 - Arte Clara
5 - Meu projetinho de vida
6 - Retrato falante
Pensam que acabou? Não, não... As presenteadas ainda ganham mais esse selo aí embaixo, que deve ser indicado a mais quatro blogueiras (total: 10). Ele também foi me enviado pela Paula, mãe do Samuca e vai para outras quatro mães que sigo: Mamãe tá ocupada, Inventando com a mamãe, Super Duper e Vinhos, viagens, uma vida comum e dois bebês!
Para isso basta falar 7 coisas aleatórias sobre vc!
Lá vão as minhas:
1 - Sou libriana, por isso indecisa e com senso de justiça enorme que me atrapalha às vezes
2 - Depois de mãe, mudei, mas mudei muito e para melhor! Não é novidade...
3 - Descobri essa blogosfera, adorei e quero continuar por aqui.
4 - Às vezes me desaponto com essa mesma blogosfera.
5 - Às vezes, me surpreendo com ela, como agorinha mesmo...
6 - Acho que tem muita criança sem educação no mundo e luto para que a minha não engrosse as estatísticas.
7 - Gosto de saber o que e como os outros pensam.
Beijos a todas e eis o selo para colocar no seu cantinho:

quarta-feira, 1 de junho de 2011
Complicada é a mãe!
Tenho quase que absoluta certeza que nem todas as mães são assim. Para as que não são, vejam como complicar o que não é complicado. Para as que são, posso servir de consolo. Eu implico, complico, explico. Implico com uma mamadeira que troquei o bico por um de copinho, já que Léo nunca pegou bicos de nenhuma mamadeira. Complico por achar que por ele só tomar nesse tal bico e em mais uma variação dele apenas, terei problemas mais tarde, quando quiser tirar esse "vício". Explico para mim mesma e para o pai zilhões de vezes que por essa razão a melhor alternativa é já ir tirando, trocar o bico por outro mais "duro", para a realidade do copinho ficar mais próxima.
O detalhe é que à tarde ele já toma em copinho ou caneca de plástico normal, sem bico nenhum, embora demore mais e derrube um pouco, claro. Mais um detalhe é que conseguimos abolir a mamada da madrugada rapidamente. Outro é que ele ainda está com pouco mais de dois anos, deixou a fralda e a chupeta há três meses e nunca teve nenhum objeto de transição, tipo paninho, ursinho ou qualquer outro "inho". Minha sobrinha, por exemplo, usava a própria mamadeira como esse objeto e andava com ela para todo o lugar, em qualquer hora do dia, tomando o leite em etapas só para ter o conforto de ter a tal coisa por perto. Não é o que acontece com Leléco. Porque eu devo me preocupar tanto então? O pediatra mesmo disse na última consulta que meu filhote está num ritmo ótimo, muito melhor do que o esperado só de ter tirado pepê e fralda, sem precisar me perguntar sobre a mamadeira-copo para o "diagnóstico". Mas eu não disse que eu complico?
E desde que impliquei com essa história de copinho, comprei outros quatro. Um deles foi literalmente guardado no armário. Outro o pequeno já alterna com o de costume para tomar água. Outro ele se acostumou a tomar suco durante o dia. E o último esteve presente nas mamadas antes de dormir nas últimas três noites. Ótimo não? Mas percebi que o prazer de tomar o leite à noite e de manhã diminuiu muito, chegando a ser preferível não tomar do que tomar nesse corpo, melhor dizendo, copo estranho! "Quero o outo leitinho", escuto. Aí, vem culpa e dózinha de estar tirando algo tão gostosinho sem estar nem perto daquela idade limite para tal. Explico que para mim essa idade é de três anos, pois depois disso acho bem ruim ver uma criança dependente de mamadeira, com ou sem bico de copinho! Mas isso é meu, minha visão sobre o assunto. Imagina que esses dias quando eu estava para lá e para cá com o copinho novo durante passeios tentando fazer a "adaptação" escutei de uma mãe que era para eu desistir, que o filho dela de (leiam bem) seis anos ainda tomava mamadeira à noite, acompanhada de chupeta e fralda! Aí é demais. Mas tem "de menos" também. Mães que desde sempre acostumam os filhos a tomarem sem bico e não passam por essa fase transicional. Extremos que não me atraem.
Voltando ao meu caso, estou meio perdida com essa coisa tão simples. Tirar de vez essa mamadeira-copo ou mantê-la por mais um tempo? E por quanto tempo? O meu tempo? Ou o dele? Será que esse prazer de mamar nela ainda é necessário e bem vindo? Ou será que essa pequena relação íntima e prazerosa já passa a ser algo prejudicial? Ou será que prejudicial mesmo é eu mexer nessa história toda tão cedo? É melhor ir tentando colocar o copo novo devagar ou de uma vez na ponta desse triângulo? Não sei. Impliquei, compliquei. Agora alguém pode me explicar?
O detalhe é que à tarde ele já toma em copinho ou caneca de plástico normal, sem bico nenhum, embora demore mais e derrube um pouco, claro. Mais um detalhe é que conseguimos abolir a mamada da madrugada rapidamente. Outro é que ele ainda está com pouco mais de dois anos, deixou a fralda e a chupeta há três meses e nunca teve nenhum objeto de transição, tipo paninho, ursinho ou qualquer outro "inho". Minha sobrinha, por exemplo, usava a própria mamadeira como esse objeto e andava com ela para todo o lugar, em qualquer hora do dia, tomando o leite em etapas só para ter o conforto de ter a tal coisa por perto. Não é o que acontece com Leléco. Porque eu devo me preocupar tanto então? O pediatra mesmo disse na última consulta que meu filhote está num ritmo ótimo, muito melhor do que o esperado só de ter tirado pepê e fralda, sem precisar me perguntar sobre a mamadeira-copo para o "diagnóstico". Mas eu não disse que eu complico?
E desde que impliquei com essa história de copinho, comprei outros quatro. Um deles foi literalmente guardado no armário. Outro o pequeno já alterna com o de costume para tomar água. Outro ele se acostumou a tomar suco durante o dia. E o último esteve presente nas mamadas antes de dormir nas últimas três noites. Ótimo não? Mas percebi que o prazer de tomar o leite à noite e de manhã diminuiu muito, chegando a ser preferível não tomar do que tomar nesse corpo, melhor dizendo, copo estranho! "Quero o outo leitinho", escuto. Aí, vem culpa e dózinha de estar tirando algo tão gostosinho sem estar nem perto daquela idade limite para tal. Explico que para mim essa idade é de três anos, pois depois disso acho bem ruim ver uma criança dependente de mamadeira, com ou sem bico de copinho! Mas isso é meu, minha visão sobre o assunto. Imagina que esses dias quando eu estava para lá e para cá com o copinho novo durante passeios tentando fazer a "adaptação" escutei de uma mãe que era para eu desistir, que o filho dela de (leiam bem) seis anos ainda tomava mamadeira à noite, acompanhada de chupeta e fralda! Aí é demais. Mas tem "de menos" também. Mães que desde sempre acostumam os filhos a tomarem sem bico e não passam por essa fase transicional. Extremos que não me atraem.
Voltando ao meu caso, estou meio perdida com essa coisa tão simples. Tirar de vez essa mamadeira-copo ou mantê-la por mais um tempo? E por quanto tempo? O meu tempo? Ou o dele? Será que esse prazer de mamar nela ainda é necessário e bem vindo? Ou será que essa pequena relação íntima e prazerosa já passa a ser algo prejudicial? Ou será que prejudicial mesmo é eu mexer nessa história toda tão cedo? É melhor ir tentando colocar o copo novo devagar ou de uma vez na ponta desse triângulo? Não sei. Impliquei, compliquei. Agora alguém pode me explicar?
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