Semanas atrás visitei a primeira escolinha. Depois de muito pensar e analisar o comportamento cheio de energia do Léo, venci a minha própria resistência e fui até lá dar uma olhadinha. Meu objetivo foi ver como era, se era boa e como seria a rotina do pequeno caso o colocássemos para "estudar" lá. Sempre soube que esse dia chegaria, mas sempre acreditei que seria quando ele tivesse com três anos, mas os dias me mostram que talvez antecipar um pouco seja o melhor. Talvez, ainda não sei.
Ok. Mais uma vez explicado o meu dilema, mais explicadinho no texto que escrevi sobre essa primeira escola, volto a escrever sobre o tema, para contar como foi a visita às outras. Visitei-as logo na semana seguinte, mas não sei porquê não tive a menor inspiração, vulgo vontade, para falar sobre. Acho que quis deixar o tema em banho-maria, ou que quis descansar de mim mesma. Talvez não tenha escrito antes porque já escolhi a escola número 1 e ponto final. E porque não sei ainda quando meu pequeno irá frequentar a escolhida, reticências.
Porém, tenho que contar como foi ver outras duas opções. Uma pública, outra privada. Na pública, considerada o melhor "parquinho" da cidade, o portão é vazado e as crianças brincam logo atrás. Ou seja, quem quiser dar um docinho... Está bem, neurose tola, mas com fundamento, já que estudei em uma escola de Campinas onde, acreditem, um senhorzinho safado costumava parar seu fusca bege quase todos os dias ali para ver as perninhas das meninas pela grade vazada... E umas me diziam que eram chamadas por ele a todo instante. Voltando ao famoso parquinho da cidade, não gostei. Talvez por ser pública ninguém me chamou para conhecer as instalações, mas acho que exatamente por eu já pagar aquilo ali, eu deveria ser convidada a entrar! Mas não fui e perdi o interesse. Para mim, foi suficiente perguntar o que serviam para as crianças e escutar "um dia pão com salsicha, outro dia com carne moída...". Tenha dó, salsicha??? Em dia de semana, refeição de rotina? Para uma boa parte de crianças que carece de boa alimentação na própria casa? Deixe-me ir.
Na escola privada, a segunda visitada, os lanchinhos são feitos com ingredientes coerentes com uma alimentação balanceada, para o paladar das crianças, mas não para estragá-lo. Ótimo, ganhou um ponto. O parque onde é o intervalo é bem bacana, com brinquedos de madeira e sol, bastante sol para esquentar os pequenos nesta cidade fria. Mas você leu aí "intervalo" e isso significa que lá os pequeninos da idade do Léo já ficam presos em salinhas e saem apenas uma vez dentro das três horas e meia que ficam com a professora. Acho um pecado ainda mais quando minha referência é o Léozinho, que ama bater perna, sair de um ambiente, conhecer outro. Não gostei, visto que na primeira escolinha que fui, as crianças da idade dele tem uma sala apropriada até com banheirinho de "suíte", mas o que não quer dizer que elas ficam lá o tempo todo. Eles saem, vão de um parquinho para o outro, vão à fazendinha (o que essa outra particular não tem), vão até a biblioteca e vão se divertindo. Na escola que parece um castelo, ninguém fica preso, já na que tem um parque bacana, lugar de pequeno é atrás de um pequeno portão colocado na porta da sala de aula.
Preferi a primeira escola! Por essas razões que expliquei, pelo fato de na pública ter apenas uma professora para 15 alunos e na segunda particular duas para 10 (no castelinho são uma professora, uma assistente e uma enfermeira para assuntos de higiene para dez). Ajudou eu ter entrado no banheiro da segunda particular visitada e ter visto um lugar porco e bagunçado. Está certo que onde tem criança é difícil manter a ordem, mas em se tratando de banheiro e de escola, o que eu deveria pensar? Além disso, na escola pública, dão almoço às 13h30, o que iria bagunçar a rotina de um comilão que não aguenta esperar até meio-dia e meia e que iria sim almoçar duas vezes e, o que é pior, salsicha! Na segunda particular, paga-se quase o mesmo da primeira que amei, mas tem meia hora a menos de aula, diversão ou prisão!
O que eu tirei de lição de tudo isso foi que ir lá ver com seus olhinhos é a melhor opção. Que nada adianta falarem muito, muito bem do lugar se você não constata isso com os olhos e nem com o coração. Aprendi que segurança se adiquire vendo o que espera e quer ver e que a decepção é uma porta aberta para a insegurança. Percebi que é importante ter uma coordenadora, diretora ou outra profissional capaz de lhe explicar tudo que você pergunta, que te convida para entrar, para voltar, para tentar sem compromisso. Notei que, ao contrário do que eu imaginava, um projeto pedagógico e um material didático adequados são muito importantes desde bem cedo se forem coerentes com o que você deseja para a educação do seu filho. Ver que é possível ter tudo isso e ainda fazer seu filho se sentir em casa não tem preço! Quer dizer até tem e é alto, mas deve valer. Vamos ver lá na frente. Uma coisa de cada vez. Já passei na prova de múltipla escolha, mas ainda não terminei minha lição de casa: decidir quando matriculo meu bebê no seu novo reininho.
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