Último texto (aí embaixo) retratou a vida diurna e noturna de uma mãe que quase nunca sai de casa sem o filho. Uma mulher que não deixou de querer sair, mas que preferiu cuidar do pequeno todas as horas do dia e da noite e que, por isso, se perdeu nas horas e esqueceu do quanto é gostoso sair com um homem de cada vez. Não assustem, digo isso porque sempre estou acompanhada de dois, marido e filho, e percebo que ter a companhia só do mais velho, só de vez em quando, só por umas horas, é bom para todos dessa pequena família.
Nós, o casal, só havíamos saído duas únicas vezes sozinhos depois que deixamos de ser dois para sermos três. Mas, ando precisando desse momento a sós com o namorado pelo qual me apaixonei, com quem casei grávida, sem muito tempo para namorar e encompridar a lua de mel. Então, criei coragem, pela devida necessidade, e saí mais uma vezinha à noite com meu maridinho e mais uma vezinha à tarde também acompanhada só por ele. De noite filhote ficou com uma avó, de dia com outra, o que rendeu duas respiradas profundas de papai e mamãe, que puderam se divertir um pouco em uma festa junina, o suficiente para voltarem de madrugada morrendo de saudades do pimpolho e sairem mais tranquilos ainda no dia seguinte.
Aproveitei. Pela primeira vez consegui curtir, descansar a cabeça, falar de outros assuntos, conversar com outras pessoas sem ser interrompida, comer uma boa comida sem pressa, andar sem mudar o rumo a cada passo. Tudo isso aconteceu, acredito, porque está na hora de acontecer. Porque meu filho já está bem independente, já tem confiança suficiente no pai e na mãe para saber que voltamos logo. "Onde vocês vão?", foi apenas uma perguntinha carinhosa de cuidado e controle dele, seguida de "Boa noite mãe, boa noite pai". Ter visto ele tranquilo, seguro e feliz ajudou demais a sair da zona de "desconforto" e ter arriscado mais umas horinhas a dois no outro dia. Não me arrependo de ter esperado tanto por isso, para isso, para me sentir bem, para querer, poder e fazer um programinha de casal sem a companhia da culpa. Pois é, à noite, a culpa dormiu logo que saímos, não deu trabalho, não fez birra e, de dia, também se comportou de forma exemplar! E eu nem precisei explicar nada para ela, só para o Léo, que entendeu tudo direitinho e aproveitou muito suas poucas horinhas de independência, liberdade e diversão. Garçom, nós três vamos repetir o prato, com certeza. Estava delicioso.
Acesse o Mãe da Cabeça aos Pés!!!
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segunda-feira, 27 de junho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
A vela mais bem vinda
Está para nascer uma mulher que não ligue para dia dos namorados. Tudo bem, você pode até me dizer que não se importa, mas lá no fundo sempre há aquela você que se importa sim, pelo menos um pouquinho. Que quer uma flor, um presente, um beijo ou apenas ter um namorado no dia dos namorados. E não é porque se torna mãe que isso muda, apenas muda de proporção. Aquela atenção que dávamos ao dia, ao namorado e ao romance perde um pouco a atenção para o dia como ele pode ser hoje, o marido que nem sempre pode ser o namorado que já foi e a comédia, o drama, o suspense, a aventura que tomam conta de tudo sem que você tenha escolhido nenhum desses gêneros...
Verdade seja dita. Mulheres que têm filho enfrentam muita coisa para ter o direito de ter romance. Parte porque a vida real não favorece, parte porque ela mesma, a mãe, não se favorece, parte porque namorido não favorece, parte porque tem uma vela logo ali na sala de jantar esperando para dividir a refeição romântica! Mentira seja desmentida. Todas nós sentimos sim falta desse espaço a dois, porque como eu já falei lá em cima, todas, todas, todas nós, de maneiras diferentes, gostamos de romance e esse exige somente duas pessoas, não mais que isso. Verdades e mentiras esclarecidas, há mais alguma coisa a dizer. Ouso dizer que é a mais importante delas. Essa vela, ou essas velas, que ficam bem entre você mulher e seu companheiro cheiroso durante a troca de olhares mais romântica dos últimos meses, são mais que bem vindas. Mesmo "interferindo" um bocado, elas são mesmo bem vindas.
Porque filho é o maior e melhor símbolo desse romance todo, prova viva de que a paixão melosa e gostosa existiu, floresceu, amadureceu. Prova que coloca à prova a todo momento esse romântico enlace, que nos força a nos esforçar para manter a chama, a magia, o encantamento e todo o resto que queremos e devemos manter, mas que nem por isso torna isso fácil! Filho é a velinha que não apaga nem com o sopro mais forte (ainda bem), que mete o pé no bolo e fica ali para assistir o saborear de cada pedaço, que ilumina toda a sala, a casa... Vela bem vinda, acesa com todo o amor do mundo e muito, muito bem vinda! Piegas, mas verdadeiro. Porque um feliz dia dos namorados ou ser feliz com seu namorado depois de ter filho só é possível se for a três, a quatro, a cinco... O que não significa que, em algum momento do dia, dois não podem ser apenas dois! Mas o que claramente significa que o resultado de um mais um não é exatamente aquele que aprendemos na escola. Bem vindas a matemática do amor!!! Pelo marido, pelo filho. Aliás, acabo de ser convocada para mais um encontro romântico. "Mamãe, vamos lá no sofá?"
Verdade seja dita. Mulheres que têm filho enfrentam muita coisa para ter o direito de ter romance. Parte porque a vida real não favorece, parte porque ela mesma, a mãe, não se favorece, parte porque namorido não favorece, parte porque tem uma vela logo ali na sala de jantar esperando para dividir a refeição romântica! Mentira seja desmentida. Todas nós sentimos sim falta desse espaço a dois, porque como eu já falei lá em cima, todas, todas, todas nós, de maneiras diferentes, gostamos de romance e esse exige somente duas pessoas, não mais que isso. Verdades e mentiras esclarecidas, há mais alguma coisa a dizer. Ouso dizer que é a mais importante delas. Essa vela, ou essas velas, que ficam bem entre você mulher e seu companheiro cheiroso durante a troca de olhares mais romântica dos últimos meses, são mais que bem vindas. Mesmo "interferindo" um bocado, elas são mesmo bem vindas.
Porque filho é o maior e melhor símbolo desse romance todo, prova viva de que a paixão melosa e gostosa existiu, floresceu, amadureceu. Prova que coloca à prova a todo momento esse romântico enlace, que nos força a nos esforçar para manter a chama, a magia, o encantamento e todo o resto que queremos e devemos manter, mas que nem por isso torna isso fácil! Filho é a velinha que não apaga nem com o sopro mais forte (ainda bem), que mete o pé no bolo e fica ali para assistir o saborear de cada pedaço, que ilumina toda a sala, a casa... Vela bem vinda, acesa com todo o amor do mundo e muito, muito bem vinda! Piegas, mas verdadeiro. Porque um feliz dia dos namorados ou ser feliz com seu namorado depois de ter filho só é possível se for a três, a quatro, a cinco... O que não significa que, em algum momento do dia, dois não podem ser apenas dois! Mas o que claramente significa que o resultado de um mais um não é exatamente aquele que aprendemos na escola. Bem vindas a matemática do amor!!! Pelo marido, pelo filho. Aliás, acabo de ser convocada para mais um encontro romântico. "Mamãe, vamos lá no sofá?"
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