Pessoal que me segue:
- Em primeiro lugar, obrigada.
- Em segundo: será que poderiam seguir a partir de agora o Mãe da Cabeça aos Pés? É meu novo e definitivo blog. Este aqui foi a gestação... O endereço está aí no cabeçalho!
- Em terceiro: quem tem O Vida da Mami na lista de blogs, por favor, troque pelo Mãe da Cabeça aos Pés.
Até breve.
Espero todas lá!
Abraços
Vida da Mami
ESTE BLOG MUDOU PARA: www.maedacabecaaospes.com.br
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Nasceu!!!
Quando eu decidi engravidar do meu blog foi algo como "vou parar de tomar a pílula e ver no que dá". Os três meses seguintes foram aqueles em que você se propõe a ter filho, mas que pode mudar de ideia a qualquer momento. Nesse período de tentativas, eu experimentava o mundo materno da web, conversava com outras mães, escrevia um pouco, pensava em como seria ter essa responsabilidade e, pronto, eu estava grávida!
Os nove meses de gestação foram tranquilos. Eu já me sentia mãe de um blog, afinal ele estava na barriga (também chamada de endereço virtual). Acreditam que eu não enjoei? Mas pensei bastante. Como eu iria cuidar desse bebê? De que forma eu o educaria? O que eu seria capaz de fazer por ele? Desde sempre eu soube que as respostas para essas perguntas eram positivas. Sim, eu cuidaria dele muito bem. Eu o educaria para ser honesto, carinhoso, inteligente, colaborador, capaz, feliz... E eu tinha certeza de que faria tudo por ele, como já acontecia quando ele estava sendo gerado.
Passei muitas semanas pensando na decoração do quarto (mais conhecido como "home"), escolhendo o enxoval (isso tudo que está nas gavetas, é só fuçar) e, claro, no nome (o sobrenome ficou pontocompontobr). Durante minha gravidez bloguística, cheguei a escolher três nomes diferentes e até a chamar a cria pelos dois primeiros, mas o terceiro foi o que ficou. Só não queria contar isso antes do nascimento. Agora, nasceu!
O bebê blog está aqui nos meus braços. Acabou de mamar! O parto estava previsto para ontem, mas sabem como é parto normal... Ele nasceu no fim da noite. Mas veio com saúde e lindo não? Uma semana de trabalho de parto, sem dores, apenas ansiedade. Agora é só alegria, quer dizer, cólicas, mamadas, trocas de fraldas, palpites, visitas. Aliás, sintam-se à vontade para palpitar e nos visitar sempre que quiserem! O pós-parto vritual é bem diferente do real, você quer mesmo receber as pessoas e ver o que elas têm a dizer...
Sejam todas muito bem-vindas!!! Esse é o Mãe da Cabeça aos Pés!
Os nove meses de gestação foram tranquilos. Eu já me sentia mãe de um blog, afinal ele estava na barriga (também chamada de endereço virtual). Acreditam que eu não enjoei? Mas pensei bastante. Como eu iria cuidar desse bebê? De que forma eu o educaria? O que eu seria capaz de fazer por ele? Desde sempre eu soube que as respostas para essas perguntas eram positivas. Sim, eu cuidaria dele muito bem. Eu o educaria para ser honesto, carinhoso, inteligente, colaborador, capaz, feliz... E eu tinha certeza de que faria tudo por ele, como já acontecia quando ele estava sendo gerado.
Passei muitas semanas pensando na decoração do quarto (mais conhecido como "home"), escolhendo o enxoval (isso tudo que está nas gavetas, é só fuçar) e, claro, no nome (o sobrenome ficou pontocompontobr). Durante minha gravidez bloguística, cheguei a escolher três nomes diferentes e até a chamar a cria pelos dois primeiros, mas o terceiro foi o que ficou. Só não queria contar isso antes do nascimento. Agora, nasceu!
O bebê blog está aqui nos meus braços. Acabou de mamar! O parto estava previsto para ontem, mas sabem como é parto normal... Ele nasceu no fim da noite. Mas veio com saúde e lindo não? Uma semana de trabalho de parto, sem dores, apenas ansiedade. Agora é só alegria, quer dizer, cólicas, mamadas, trocas de fraldas, palpites, visitas. Aliás, sintam-se à vontade para palpitar e nos visitar sempre que quiserem! O pós-parto vritual é bem diferente do real, você quer mesmo receber as pessoas e ver o que elas têm a dizer...
Sejam todas muito bem-vindas!!! Esse é o Mãe da Cabeça aos Pés!
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Vai nascer!
Pessoas queridas, esta sexta-feira é meu aniversário... 29 anos! E, sim, eu escrevi este post porque não vou escrever no dia em que minha única vontade é curtir o dia ao lado do meu filhote. Acreditem, eu quero muito passar o dia todo ao lado dele, meio assim sem fazer nada, só comemorando estar viva, com saúde, cercada de amor e feliz. Por isso, me desculpem, este post vale por dois dias! O que não significa que ele não seja interessante.
Tenho uma novidade. Este blog também faz aniversário! Dia 26, próxima quinta-feira. Na verdade, para mim, ele está prestes a sair da barriga! E o parto está previsto para o próximo dia 26. Porque só nesta data eu poderei chamá-lo pelo nome que escolhi, olhar sua carinha, atender suas necessidades. Porque até então, era uma gestação.
Não, minha gravidez virtual não levou um ano. Considere os primeiros três meses aqueles em que a gente se prepara para engravidar, o período em que tentamos, mas que podemos mudar de ideia a qualquer momento. Os outros nove mese vocês já sabem. Pois é, eu explico melhor quando já estiver amamentando... Se tudo der certo, depois do parto normal!
Só para não deixá-las muito confusas, tenho que dizer que Vida da Mami (nome pelo qual o feto foi chamado até agora) foi improvisado (cheguei a querer Papo de Mami antes). E que todo esse tempo foi um período de crescimento, de amadurecimento da ideia de ser mãe de um blog. Os nove meses foram ótimos, eu li bastante, escrevi também e, agora, chegou aquele momento de colocar em prática o que aprendi. E aprender mais, é claro!
Pois então, perdoem, mas nessa última semana, com o bebê para vir ao mundo, vou descansar. Na verdade, cuidar dos últimos preparativos e driblar a ansiedade... Não devo aparecer por aqui a não ser para avisar quando estiver parido certo? Todas estão convidadas para nos visitar na maternidade, mais conhecida como Internet, e comemorar comigo a chegada do novo membro da família, um blog novinho, lindinho, com um enxoval escolhido a dedo. Torçam por mim. Ups, acho que estou sentindo contrações...
- Nesta sexta tem texto meu também no blog da Parto do Princípio. Tenho que contar um segredinho... eu também escrevi o post antes! Mas, ele está bacana, garanto. Se gostarem, podem voltar lá toda sexta, pois sou colaboradora daqui para frente.
Tenho uma novidade. Este blog também faz aniversário! Dia 26, próxima quinta-feira. Na verdade, para mim, ele está prestes a sair da barriga! E o parto está previsto para o próximo dia 26. Porque só nesta data eu poderei chamá-lo pelo nome que escolhi, olhar sua carinha, atender suas necessidades. Porque até então, era uma gestação.
Não, minha gravidez virtual não levou um ano. Considere os primeiros três meses aqueles em que a gente se prepara para engravidar, o período em que tentamos, mas que podemos mudar de ideia a qualquer momento. Os outros nove mese vocês já sabem. Pois é, eu explico melhor quando já estiver amamentando... Se tudo der certo, depois do parto normal!
Só para não deixá-las muito confusas, tenho que dizer que Vida da Mami (nome pelo qual o feto foi chamado até agora) foi improvisado (cheguei a querer Papo de Mami antes). E que todo esse tempo foi um período de crescimento, de amadurecimento da ideia de ser mãe de um blog. Os nove meses foram ótimos, eu li bastante, escrevi também e, agora, chegou aquele momento de colocar em prática o que aprendi. E aprender mais, é claro!
Pois então, perdoem, mas nessa última semana, com o bebê para vir ao mundo, vou descansar. Na verdade, cuidar dos últimos preparativos e driblar a ansiedade... Não devo aparecer por aqui a não ser para avisar quando estiver parido certo? Todas estão convidadas para nos visitar na maternidade, mais conhecida como Internet, e comemorar comigo a chegada do novo membro da família, um blog novinho, lindinho, com um enxoval escolhido a dedo. Torçam por mim. Ups, acho que estou sentindo contrações...
- Nesta sexta tem texto meu também no blog da Parto do Princípio. Tenho que contar um segredinho... eu também escrevi o post antes! Mas, ele está bacana, garanto. Se gostarem, podem voltar lá toda sexta, pois sou colaboradora daqui para frente.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Realidade nua e crua
Me perdoem o jargão, mas a realidade às vezes veste-se com uma roupa deslumbrante. E te engana, te ilude. Assim como a mulher quando quer conquistar o homem nos primeiros encontros. Mas, algumas vezes, pegamos a tal realidade trocando de roupa, ali, totalmente desnuda... Nua e crua. Da mesma forma, o homem, um dia finalmente acorda ao nosso lado e nos vê sem maquiagem ou soutien de enchimento. E aí, queridas amigas, ou ele cai de amores pelo que vê, ou nunca mais repete a dose. Igualzinho acontece quando pegamos a realidade desprevenida. Eu acabei de encontrar com a minha no corredor, quando a toalha enrrolada caiu! E não sei como reagir... Se volto a encontrá-la ou se a dispenso.
Porque, em férias, pensava eu que voltaria e colocaria minha vidinha em ordem. Isto é, que encontraria uma outra ajudante para substituir a que ficou só um mês e que não me ajuda mais, visto que tenho alguns freelas pela frente e, sinceramente, já cansei de ter que dar conta de todos os afazeres domésticos de dona de casa. Porém, encontrar uma secretária do lar está dificílimo. E, fazendo as contas, levando em consideração escola do ano que vem e outros poréns não tão relativos a capital financeiro, talvez ter duas mãos a mais seja mais fácil que ter alguém para me ajudar! Ou seja, muito provavelmente, posso continuar sendo mãe-dona de casa-freela-heroína- enlouquecida. Resumindo, me iludi.
E a Angélica, em entrevista, diz que a realidade de uma mãe-celebridade-famosa é a mesma que a de uma mãe comum... Que de repente, num domingo, sem glamour nenhum, ela está esquentando pizza para os filhos porque a cozinheira faltou... A cozinheira faltou no domingo??? "No fim, as questões de todo mundo são iguais, em maior ou menor proporção", conclui ela. Concordo, mas ainda assim, ter cozinheira no final de semana é uma realidade bem diferente, vestida para arrasar, ou muito bem cozida!
* Nada contra a Angélica! A entrevista na íntegra foi publicada na revista Tpm, de setembro
Porque, em férias, pensava eu que voltaria e colocaria minha vidinha em ordem. Isto é, que encontraria uma outra ajudante para substituir a que ficou só um mês e que não me ajuda mais, visto que tenho alguns freelas pela frente e, sinceramente, já cansei de ter que dar conta de todos os afazeres domésticos de dona de casa. Porém, encontrar uma secretária do lar está dificílimo. E, fazendo as contas, levando em consideração escola do ano que vem e outros poréns não tão relativos a capital financeiro, talvez ter duas mãos a mais seja mais fácil que ter alguém para me ajudar! Ou seja, muito provavelmente, posso continuar sendo mãe-dona de casa-freela-heroína- enlouquecida. Resumindo, me iludi.
E a Angélica, em entrevista, diz que a realidade de uma mãe-celebridade-famosa é a mesma que a de uma mãe comum... Que de repente, num domingo, sem glamour nenhum, ela está esquentando pizza para os filhos porque a cozinheira faltou... A cozinheira faltou no domingo??? "No fim, as questões de todo mundo são iguais, em maior ou menor proporção", conclui ela. Concordo, mas ainda assim, ter cozinheira no final de semana é uma realidade bem diferente, vestida para arrasar, ou muito bem cozida!
* Nada contra a Angélica! A entrevista na íntegra foi publicada na revista Tpm, de setembro
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Flexibilize!
Quem sai de férias com filhos bem sabe que voltar é lutar contra o que você mesma deixou acontecer! Sendo mais clara: retornar é complicado porque quando estamos fora de casa, sem compromissos marcados e sem hora para acordar, geralmente também ficamos sem rotina. Pelo menos comigo foi assim nestas minhas férias de setembro. Deixei as coisas acontecerem de maneira bem relaxada. Leia-se "sem neuroses de uma mãe cheia de horários e regras" e não "relapsa" ok? Porque relapsa eu não conseguiria ser nem se eu vivesse em férias o ano todo... Mas relaxada, isso eu e outras mães precisávamos ser mais do que uma vez por ano.
Aliás, creio que sou parecida com muita mãe por aí. Que de segunda a sexta estabelece uma disciplina saudável e necessária para a vida de toda a família, mas que aos finais de semana deixa o almoço para mais tarde, a janta para ser devorada no sofá, a cama esperando a hora de dormir! E de férias, essas mesmas mães, assim como eu, se permitem uma folguinha, um desleixo nada relapso, mas bem parecido com o que podemos chamar de naturalidade. Ou seria tranquilidade?
Está bem, está bem. Tem mãe que é sempre relaxada. Tem aquela que pouco se importa mesmo. E tem a que não consegue relaxar nem bem longe de casa. Eu sou a do meio termo, ou que procura esse meio. A que escolhe o cardápio da semana, mas que aos sábados e domingos deixa o menu ser um pouco mais escolhido. A que segue horários, mas que, em dias de chuva ou de noites mal dormidas, pode muito bem ficar até mais tarde na cama com o filho e dar conta de tudo só depois do meio-dia. Sou daquelas que ficam loucas com uma refeição mal feita ou a demora do pequeno em pegar no sono. Mas também tento me preocupar menos com a falta de apetite infantil de vez em quando, tendo a certeza de que faço a minha parte sempre. E, se um dia ou outro, o filhote vai para a cama muito tarde, fico transtornada, mas procuro me policiar para aceitar que um dia ou outro isso vai mesmo acontecer. Sou simplesmente aquela mãe que não costuma se dar muita folga, mas que quando sai de férias, aproveita ao descanso que esse período pode trazer para sua vida...
O problema é que voltar das férias não é fácil quando o assunto é a volta à rotina da casa. Retornar aos horários da mamãe nem sempre é o que o filhinho deseja. E o pior é que o apetite sofreu alterações, os hábitos foram ligeiramente transformados, os interesses mudaram. O tempo dedicado exclusivamente ao filho, volta a ser divido em mil. E a necessidade de cumprir o que é necessário começa a nos deixar neuróticas novamente.
Meu filho, por exemplo, passou a semana passada toda um tanto quanto agressivo, nitidamente transtornado com a falta de dedicação contínua dos pais em relação a tudo que ele quer fazer (afinal, agora temos que trabalhar e não só atender aos desejos dele). As refeições também deixaram a desejar, assim como sua vontade de ficar em frente à TV ganhou da disposição para brincar. E se a hora de dormir foi adiantada devido ao cansaço, etc e etc, a hora de acordar ficou completamente fora do esperado, um dia assim, outro bem diferente.
Por essas e por outras, eu, que sou a rainha da frase: "tá na hora disso, não tá na hora daquilo", me vejo perdida no meu próprio relógio, na minha própria rotina. Louca em meio a horário de férias, de verão, de voltar a trabalhar. E se eu estou perdida, meu filho também não se encontrou ainda. Mesmo assim, com tanta bagunça nesse retorno interminável ao dia-a-dia normal, eu recomendo toda a bagunça que fizemos nos nossos dias longe de obrigações. Porque só assim acho que descansamos corpo e mente...
Porque assim, experimentamos novas maneiras de nos relacionar com algo que chamamos de tempo. E, se fizermos isso bem, podemos trazer o aprendizado na bagagem e, quem sabe, deixar nossa vida diária muito mais gostosa, sem neuras por perder a hora de acordar, por atrasar o almoço, por demorar no passeio da tarde e deixar o trabalho acumular ou porque o filho não quer dormir para brincar com o pai na noite de sexta-feira. Pensar nessa mudança de hábitos é necessário. Afinal, temos que admitir que, por mais que rotina seja importante para as crianças, é comum acabarmos engessadas em um modelo perfeccionista materno que mais se assemelha ao modelo capitalista corporativo, e que, cá entre mães, não é o ideal para uma rotina doméstica!
Ser uma mãe "caxias" só ajuda a cultivar um sentimento de culpa que nunca acaba. Por isso, depois de minhas merecidas férias, eu, uma mãe caxias assumida, passei a pensar com mais carinho em algo que já me beliscava em fases de sobrecarga: a "flexibilidade sem sofrimento", também chamada de "jogo de cintura". Como li em algum lugar (desculpe, mas não lembro a referência mesmo), "disciplina não é rigidez". É exatamente usar a flexibilidade a seu favor!!! Pense nisso você também. Antes, durante ou depois das suas férias!
Aliás, creio que sou parecida com muita mãe por aí. Que de segunda a sexta estabelece uma disciplina saudável e necessária para a vida de toda a família, mas que aos finais de semana deixa o almoço para mais tarde, a janta para ser devorada no sofá, a cama esperando a hora de dormir! E de férias, essas mesmas mães, assim como eu, se permitem uma folguinha, um desleixo nada relapso, mas bem parecido com o que podemos chamar de naturalidade. Ou seria tranquilidade?
Está bem, está bem. Tem mãe que é sempre relaxada. Tem aquela que pouco se importa mesmo. E tem a que não consegue relaxar nem bem longe de casa. Eu sou a do meio termo, ou que procura esse meio. A que escolhe o cardápio da semana, mas que aos sábados e domingos deixa o menu ser um pouco mais escolhido. A que segue horários, mas que, em dias de chuva ou de noites mal dormidas, pode muito bem ficar até mais tarde na cama com o filho e dar conta de tudo só depois do meio-dia. Sou daquelas que ficam loucas com uma refeição mal feita ou a demora do pequeno em pegar no sono. Mas também tento me preocupar menos com a falta de apetite infantil de vez em quando, tendo a certeza de que faço a minha parte sempre. E, se um dia ou outro, o filhote vai para a cama muito tarde, fico transtornada, mas procuro me policiar para aceitar que um dia ou outro isso vai mesmo acontecer. Sou simplesmente aquela mãe que não costuma se dar muita folga, mas que quando sai de férias, aproveita ao descanso que esse período pode trazer para sua vida...
O problema é que voltar das férias não é fácil quando o assunto é a volta à rotina da casa. Retornar aos horários da mamãe nem sempre é o que o filhinho deseja. E o pior é que o apetite sofreu alterações, os hábitos foram ligeiramente transformados, os interesses mudaram. O tempo dedicado exclusivamente ao filho, volta a ser divido em mil. E a necessidade de cumprir o que é necessário começa a nos deixar neuróticas novamente.
Meu filho, por exemplo, passou a semana passada toda um tanto quanto agressivo, nitidamente transtornado com a falta de dedicação contínua dos pais em relação a tudo que ele quer fazer (afinal, agora temos que trabalhar e não só atender aos desejos dele). As refeições também deixaram a desejar, assim como sua vontade de ficar em frente à TV ganhou da disposição para brincar. E se a hora de dormir foi adiantada devido ao cansaço, etc e etc, a hora de acordar ficou completamente fora do esperado, um dia assim, outro bem diferente.
Por essas e por outras, eu, que sou a rainha da frase: "tá na hora disso, não tá na hora daquilo", me vejo perdida no meu próprio relógio, na minha própria rotina. Louca em meio a horário de férias, de verão, de voltar a trabalhar. E se eu estou perdida, meu filho também não se encontrou ainda. Mesmo assim, com tanta bagunça nesse retorno interminável ao dia-a-dia normal, eu recomendo toda a bagunça que fizemos nos nossos dias longe de obrigações. Porque só assim acho que descansamos corpo e mente...
Porque assim, experimentamos novas maneiras de nos relacionar com algo que chamamos de tempo. E, se fizermos isso bem, podemos trazer o aprendizado na bagagem e, quem sabe, deixar nossa vida diária muito mais gostosa, sem neuras por perder a hora de acordar, por atrasar o almoço, por demorar no passeio da tarde e deixar o trabalho acumular ou porque o filho não quer dormir para brincar com o pai na noite de sexta-feira. Pensar nessa mudança de hábitos é necessário. Afinal, temos que admitir que, por mais que rotina seja importante para as crianças, é comum acabarmos engessadas em um modelo perfeccionista materno que mais se assemelha ao modelo capitalista corporativo, e que, cá entre mães, não é o ideal para uma rotina doméstica!
Ser uma mãe "caxias" só ajuda a cultivar um sentimento de culpa que nunca acaba. Por isso, depois de minhas merecidas férias, eu, uma mãe caxias assumida, passei a pensar com mais carinho em algo que já me beliscava em fases de sobrecarga: a "flexibilidade sem sofrimento", também chamada de "jogo de cintura". Como li em algum lugar (desculpe, mas não lembro a referência mesmo), "disciplina não é rigidez". É exatamente usar a flexibilidade a seu favor!!! Pense nisso você também. Antes, durante ou depois das suas férias!
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Fotos e mais fotos
Sempre gostei de fotos. Mas, depois de ter filho, passei a amá-las ainda mais. Como não gostar de uma tecnologia (se assim posso chamar) que registra os melhores e mais marcantes momentos da nossa vida? E como não idolatrar a tal maquininha quando os eventos registrados por ela são protagonizados pela pessoa mais importante do seu mundo? Imagine então pensar que as fotos ficarão para sempre para lembrar essa pessoinha do quanto importante ela é na sua vida...
Eu adoro ver as fotos de quando eu era criança. As minhas de neném, as do meu aniversário de três aninhos, minha primeira festa junina. Sinto por não ter do meu nascimento, da primeira mamada e de todo o imenso restante que hoje nós mamães aplicadas e plugadas registramos com a maior dedicação. Está certo que eu fui a quinta filha e que naquela altura do campeonato minha mãe nem devia ter mais ânimo para fotografar ou montar um álbum. Mas ela bem que se esforçou, e o esforço valeu a pena. Guardo cada um dos meus dois álbuns como relíquias!
Agora é a minha vez de organizar a vida de um pequeno rei em um livro cheio de imagens tiradas dele. É complicado selecionar o que vale ou não ir para o livro de capa azul. Eu, honestamente, imprimo quase todas! E olha que sou jornalista, tenho uma certa experiência em edição... Mas editar momentos tão importantes para mim é o mesmo que pedir para ser imparcial em uma reportagem sobre sua própria vida!
Então me encontro aqui, em meio a arquivos digitais, copiando e colando o que ficou bom, e até o que não ficou tão bom assim, mas que eu não quero que fique arquivado em um HD externo! Sim, porque a tecnologia de máquinas digitais é maravilhosa, ter a possiblidade de guardar até o que não prestou em uma memória artificial é prático demais, mas ter que acessar um computador para ver estas imagens aí já é demais... Eu sou das antigas... gosto de papel, de folhear um álbum lindo e caprichado, de mostrá-lo para quem se interessar, deixá-lo ao alcance das mãos. Por isso, copio tudo em um pen drive que levo diretamente a loja que transforma esse mesmo tudo em imagens coloridas em um papel brilhante.
O bacana disso tudo é que o novo não se opõe ao velho. Temos sim uma baita tecnologia a favor de nossa história pessoal, mas temos também o costume arcaico de querer olhar sem a ajuda de uma tela luminosa. É claro que tem mãe que prefere simplesmente não imprimir nada, outras que tem a maior capacidade de editar a linha do tempo dos filhos e outras que se perdem no tempo e esquecem de organizar as inúmeras fotografias, seja em arquivos digitais, seja em ábuns impressos. Mas, no geral, hoje em dia, vamos armazenando toda uma vida nessa caixinha preta chamada de laptop e na outra caixinha, menor ainda, chamada de HD, quando não em pen drive, cd, dvd. Mas vamos imprimindo também, mesmo sem saber se um dia nossos filhos irão gostar dessa maneira de olhar a vida. Vamos folheando, mandando por email, postando em páginas de relacionamento.
Quer encontro mais perfeito entre o que foi e o que vai ser? Entre o que fotografamos e o que vivemos longe das câmeras? Entre o passado que insitimos em fazer presente e o futuro que imaginamos para nossos pequenos modelos? E um futuro que nem imaginamos, mas que certamente vai existir? Quer maneira mais simples e prática de guardar em nossos corações o que sentimos e vivemos para que um dia, já grandinhos, os corações de nossos fihos possam sentir e viver através de imagens colecionadas com carinho? Quer orgulho maior do que pensar que, muito possivelmente, nossos filhos irão mostrar para seus próprios filhos tudo que deixamos de recordação? Seja em um Ipad ou em um scrapbook, isso um dia vai acontecer. Seja tirada em máquinas digitais profissionais ou em aparelhagens que usam filme (como inacreditavelmente meus tidos ainda fazem), essa lembrança, mais conhecida como foto, é uma das melhores invenções da humanidade. Certamente, uma criação que toma nosso tempo quando precisamos organizá-la seguindo datas e motivos. Sem dúvida nenhuma, um artigo a favor desta linda instituição chamada família...
Eu adoro ver as fotos de quando eu era criança. As minhas de neném, as do meu aniversário de três aninhos, minha primeira festa junina. Sinto por não ter do meu nascimento, da primeira mamada e de todo o imenso restante que hoje nós mamães aplicadas e plugadas registramos com a maior dedicação. Está certo que eu fui a quinta filha e que naquela altura do campeonato minha mãe nem devia ter mais ânimo para fotografar ou montar um álbum. Mas ela bem que se esforçou, e o esforço valeu a pena. Guardo cada um dos meus dois álbuns como relíquias!
Agora é a minha vez de organizar a vida de um pequeno rei em um livro cheio de imagens tiradas dele. É complicado selecionar o que vale ou não ir para o livro de capa azul. Eu, honestamente, imprimo quase todas! E olha que sou jornalista, tenho uma certa experiência em edição... Mas editar momentos tão importantes para mim é o mesmo que pedir para ser imparcial em uma reportagem sobre sua própria vida!
Então me encontro aqui, em meio a arquivos digitais, copiando e colando o que ficou bom, e até o que não ficou tão bom assim, mas que eu não quero que fique arquivado em um HD externo! Sim, porque a tecnologia de máquinas digitais é maravilhosa, ter a possiblidade de guardar até o que não prestou em uma memória artificial é prático demais, mas ter que acessar um computador para ver estas imagens aí já é demais... Eu sou das antigas... gosto de papel, de folhear um álbum lindo e caprichado, de mostrá-lo para quem se interessar, deixá-lo ao alcance das mãos. Por isso, copio tudo em um pen drive que levo diretamente a loja que transforma esse mesmo tudo em imagens coloridas em um papel brilhante.
O bacana disso tudo é que o novo não se opõe ao velho. Temos sim uma baita tecnologia a favor de nossa história pessoal, mas temos também o costume arcaico de querer olhar sem a ajuda de uma tela luminosa. É claro que tem mãe que prefere simplesmente não imprimir nada, outras que tem a maior capacidade de editar a linha do tempo dos filhos e outras que se perdem no tempo e esquecem de organizar as inúmeras fotografias, seja em arquivos digitais, seja em ábuns impressos. Mas, no geral, hoje em dia, vamos armazenando toda uma vida nessa caixinha preta chamada de laptop e na outra caixinha, menor ainda, chamada de HD, quando não em pen drive, cd, dvd. Mas vamos imprimindo também, mesmo sem saber se um dia nossos filhos irão gostar dessa maneira de olhar a vida. Vamos folheando, mandando por email, postando em páginas de relacionamento.
Quer encontro mais perfeito entre o que foi e o que vai ser? Entre o que fotografamos e o que vivemos longe das câmeras? Entre o passado que insitimos em fazer presente e o futuro que imaginamos para nossos pequenos modelos? E um futuro que nem imaginamos, mas que certamente vai existir? Quer maneira mais simples e prática de guardar em nossos corações o que sentimos e vivemos para que um dia, já grandinhos, os corações de nossos fihos possam sentir e viver através de imagens colecionadas com carinho? Quer orgulho maior do que pensar que, muito possivelmente, nossos filhos irão mostrar para seus próprios filhos tudo que deixamos de recordação? Seja em um Ipad ou em um scrapbook, isso um dia vai acontecer. Seja tirada em máquinas digitais profissionais ou em aparelhagens que usam filme (como inacreditavelmente meus tidos ainda fazem), essa lembrança, mais conhecida como foto, é uma das melhores invenções da humanidade. Certamente, uma criação que toma nosso tempo quando precisamos organizá-la seguindo datas e motivos. Sem dúvida nenhuma, um artigo a favor desta linda instituição chamada família...
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sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Abra seu próprio negócio
Pedalar na ergométrica, cozinhar algo diferente, comprar o que está faltando, pagar umas contas, fazer as unhas, dar atenção para o filho, contar uma historinha para ele antes de dormir, namorar o marido, tomar um banho demorado, levar a dieta a sério... Difícil explicar quando a gente não consegue fazer tudo que quer fazer, mesmo sabendo que é totalmente compreensível essa falha. Para dizer claramente, nem é falha. É normal. É ser uma mulher nos dias de hoje, mãe, esposa, dona de casa e... profissional. Entre outras personagens que cabem no nossa calçada da fama, que de glamour não tem nada!
Mas que mania temos de justificar essa falsa "falha", esse traço recorrente da nossa rotina, quase impossível de se excluir. Uma mania besta, mas necessária para nossa autoestima ficar ali no lugar dela. É como dizer para ela: "Fique aí quientinha, não se meta nesse assunto, está tudo certo". Acho que não. Acho que justificando cada passo que damos acabamos fazendo algo parecido com o que a funcionária que sempre chega atrasada faz quando chega mais uma vez atrasada, descabelada, e dá de cara com a chefe arrumadíssima, pontual, poderosa e feliz... "Ai, senhora Autoestima, meu filho está doente e eu estou sem babá...". Chega de desculpas querida funcionária!
Aliás, peça demissão e abra sua própria empresa, focando no seu talento mais verdadeiro. Lá, faça suas regras prevalecerem e não permita que ninguém, nem você mesma acabe com você por causa de uma tarefa mal feita ou inacabada no prazo correto. Contrate a autoestima para gerenciar aquilo que não der conta e pague-a bem para isso, deixando bem claro qual é o lugar dela. Saia mais cedo para ter tempo para você mesma... E não justifique isso para quem quer que seja!!!
Se estiver pensando "puxa, preciso ganhar bem para isso", pense "preciso disso para ganhar bem". Pelo menos, quando sua chefe ou funcionária é sua própria autoestima, seus afazeres são compromissos dentro e fora de casa, e a empresa na qual você trabalha é sua vida, acho que é preciso mesmo comprar essa tal empresa e passar a valorizar a qualidade do que se vive, se faz e se sente frente ao dinheiro que pode vir. Até porque o capital mais importante, nesse caso, é a felicidade, e essa, minhas caras, é a moeda que está sempre em alta. Para fazê-la render, melhor arriscar na bolsa de valores do que mantê-la em poupança que, entra ano e sai ano, continua te deixando com a sensação de que você não acumulou nada! Arriscar-se aqui é tentar ser a dona do próprio negócio e não deixar especuladores cheretarem o que você faz ou não para ele ir adiante. Medo a gente sempre tem. Mas vai dizer que tomar conta de si mesma sem dar satisfação a ninguém (incluindo você) não é o sonho de qualquer mulher... Vale tentar um dia. É impossível não lucrar. Porque o mercado para mulheres bem resolvidas, práticas e felizes é o mais valorizado do mundo. Pelo menos, para nós mulheres!
Mas que mania temos de justificar essa falsa "falha", esse traço recorrente da nossa rotina, quase impossível de se excluir. Uma mania besta, mas necessária para nossa autoestima ficar ali no lugar dela. É como dizer para ela: "Fique aí quientinha, não se meta nesse assunto, está tudo certo". Acho que não. Acho que justificando cada passo que damos acabamos fazendo algo parecido com o que a funcionária que sempre chega atrasada faz quando chega mais uma vez atrasada, descabelada, e dá de cara com a chefe arrumadíssima, pontual, poderosa e feliz... "Ai, senhora Autoestima, meu filho está doente e eu estou sem babá...". Chega de desculpas querida funcionária!
Aliás, peça demissão e abra sua própria empresa, focando no seu talento mais verdadeiro. Lá, faça suas regras prevalecerem e não permita que ninguém, nem você mesma acabe com você por causa de uma tarefa mal feita ou inacabada no prazo correto. Contrate a autoestima para gerenciar aquilo que não der conta e pague-a bem para isso, deixando bem claro qual é o lugar dela. Saia mais cedo para ter tempo para você mesma... E não justifique isso para quem quer que seja!!!
Se estiver pensando "puxa, preciso ganhar bem para isso", pense "preciso disso para ganhar bem". Pelo menos, quando sua chefe ou funcionária é sua própria autoestima, seus afazeres são compromissos dentro e fora de casa, e a empresa na qual você trabalha é sua vida, acho que é preciso mesmo comprar essa tal empresa e passar a valorizar a qualidade do que se vive, se faz e se sente frente ao dinheiro que pode vir. Até porque o capital mais importante, nesse caso, é a felicidade, e essa, minhas caras, é a moeda que está sempre em alta. Para fazê-la render, melhor arriscar na bolsa de valores do que mantê-la em poupança que, entra ano e sai ano, continua te deixando com a sensação de que você não acumulou nada! Arriscar-se aqui é tentar ser a dona do próprio negócio e não deixar especuladores cheretarem o que você faz ou não para ele ir adiante. Medo a gente sempre tem. Mas vai dizer que tomar conta de si mesma sem dar satisfação a ninguém (incluindo você) não é o sonho de qualquer mulher... Vale tentar um dia. É impossível não lucrar. Porque o mercado para mulheres bem resolvidas, práticas e felizes é o mais valorizado do mundo. Pelo menos, para nós mulheres!
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