Faz uns dias estamos em concentração por aqui, em constante treinamento para melhorar o bate bola da família. Faz uns dias umas coisinhas mudaram entre nós, TV, leitinho, sono, fralda, penico, passeios, brincadeiras e outros fatores presentes na rotina mãe-filho-pai-casa. Vamos então aos resultados. Mamãe 2, TV 1. Léo 2, leitinho 1, mamãe 1. Léo 1, Sono 1, Mamãe 1. Fralda 1, mamãe 1, penico 1. Passeios 1, brincadeiras 2, mamãe 3. Papai 2, mamãe 1, Léo 1, birra 3. Melhor explicar né?
É que desde a retirada natural da pepê, sono virou coisa rara tarde e noite, por conta disso leitinho era tomado em excesso na madrugada e televisão ficava ligada muito mais do que deveria. Com minha mudança de comportamento (leia-se atitude) e a ajuda do filhote (leia-se mais ou menos isso mesmo), o sono voltou devido à necessidade natural do pequeno, mas fora de hora devido à toda uma bagunça instalada no organismo, o que fez mamãe ajudar filhinho a ajustar esse relóginho. Placar final: 1 a 1 a 1. Hoje, soneca está na hora certa, por tempo suficiente para o descanso e insignificante para atrapalhar à noite.
A quantidade tomada de leitinho foi reduzida pelo maior interessado que, de repente, resolveu passar dois dias sem tomá-lo nem antes de dormir, nem durante, nem depois. Mamãe aproveitou a deixa, retirou aquela mamadinha de altas horas e de quebra ainda conseguiu trocar o copinho que mais parece mamadeira por outro mais copinho mesmo... 2 pontos para Léo, que deu o pontapé inicial dessa partida, 1 para o leite que permaneceu em campo e 1 para a mamãe que finalizou o ataque! Já quando o assunto é TV, Léo ficou só na defesa, ela está ali no banco esperando a brecha para entrar, mas eu, como técnica, só coloco a jogadora para jogar quando eu quero.
A fralda, que tomou cartão amarelo há três meses durante o dia, só é usada mesmo de noite, mas algo conhecido como "número 2" insiste em querer colocá-la em algumas jogadas. Mamãe está sendo persistente e tentando explicar muito bem explicadinho para essa amiga da madrugada que ela só é bem vinda mesmo de ma-dru-ga-da. O penico anda meio de escanteio, mas se consola com a marcação cerrada do "número 1" por enquanto. Empate técnico. Já os passeios estão na medida certa, colaborando para um dia a dia mais saudável e permitindo que o moleque da casa brinque muito em casa, descobrindo cada canto dela, cada brinquedo esquecido no armário. Gooooollll! Mamãe anda feliz da vida, pedalando na ergométrica e dando conta de todo o resto que a espera todos os dias logo que ela sai do vestiário. Mais um gol para mim! Se bem que papai anda em vantagem, com alguns jogos ganhos devido à fase de "papai para lá, papai para cá", que está deixando mamãe morrendo de ciúmes! E a birra? Bom, essa está entre os líderes do campeonato, dando passe para o artilheiro Léo, olé na mamãe e chapéu no papai. Mas se ela não sair de campo logo, eu cavo uma falta e faço o juiz expulsá-la. Nem que seja só até o próximo jogo!
Acesse o Mãe da Cabeça aos Pés!!!
segunda-feira, 30 de maio de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Cuca mestra
Depois de ter filho, muita coisa mudou em mim. Uma delas é a minha proximidade com a cozinha. Quem me conhece sabe que eu nunca fui chegada a um fogão e quem não se atualizou a meu respeito ainda pode jurar que eu não sei cozinhar nem ovo. Atualizem-se, eu sei. E me tornei amiga próxima da culinária. Só não posso dizer que somos melhores amigas, ou talvez até sejamos, mas daquelas que vivem em pé de guerra para fazer as pazes em seguida. Temos, por assim dizer, uma relação de amor e ódio.
Ontem, eu saí da cozinha com ódio. Hoje, voltamos às boas. E quem me fez erguer o pano de prato branco foi meu pequeno chef. Por ele, resolvi olhar para aquelas cenouras na geladeira e querer transformá-las em bolo. Dessa vez, tive a ajuda (e quando digo ajuda é ajuda mesmo) do mestre cuquinha, que não ficou com sua panelinha sentado no tapete, mas teve a companhia da mamãe nesse mesmo tapete. Eu desci da pia! Deixei meus ressentimentos com esse ambiente da casa em outro cômodo e me dei ao direito de saborear acompanhada cada detalhe do preparo do bolo mais simples que se pode fazer. Ficamos ali, eu e meu ajudante, sentados, preparando algo que eu já havia feito antes, mas que dessa vez ficou o melhor que já comi! Eu raspava e cortava a cenoura, ele colocava os pedacinhos no copo do liquidificador, ele segurava a peneira e eu mexia o açucar com a colher para peneirá-lo. Ele untou a forma para mim, mexeu a mistura toda e saiu da cozinha comendo cenoura! Uma grata surpresa para a mãe que já não sabe mais o que fazer para incentivar o filho a dar garfadas mais saudáveis. Uma aulinha prática para ele sobre alimentos e para mim sobre como nunca é tarde para alimentar a auto estima.
Foi uma delícia e achei delicioso compartilhar essa experiência com muitas mães que já devem ter feito isso e outras, como eu, que por medo da bagunça ainda não provaram esse deleite. Bem, bagunçamos um pouco, mas foi tão pouco perto do prazer que tivemos... Foi tanto que me inspirei para continuar ali e preparar uma bela refeição, aquela que eu tinha mesmo que fazer, mas que deixou de ter o peso do "ter que fazer" naquele instante. Sim, se eu pudesse teria alguém para cozinhar para mim. Ajuda o fato de eu não gostar de quase nada que preparo, mesmo outras pessoas jurando que ficou delicioso. Colabora ter resovido mexer a colher de pau só depois de ser mãe, quando o tempo e a falta dele insistem em entornar o caldo.
Cozinhar nunca foi comigo, mas quis aprender para poder oferecer ao meu filho comidas nutritivas e com tempero de mãe. Hoje, digo que cozinhar por obrigação não é comigo, porque faço sim coisinhas bem gostosas, mas detesto ter encontro marcado com as panelas. E tem horas que erro, eu erro!!! Não sou ótima nisso, tenho que assumir sem vergonha, afinal nunca cheguei a menos de um metro do fogão, não sabia o que era nhame e nem como fazer um bom feijão. Demoro horrores para fazer o que qualquer cozinheira mais experiente faz em segundos, sofri para aprender a fazer papinhas gostosas e lamento muitas vezes ter que pensar em diversificar o cardápio, devido ao pouco repertório gourmet que tenho em mente.
Mas, por isso mesmo, sou a rainha da praticidade, aquela que sempre tem uma sopinha ou canja congelada, além de temperos, feijão e franguinho pronto. Meu ponto forte, se é que tenho um nessa área, é saber e querer conhecer tudo que é comida prática, fácil, rápida, simples e deliciosa, desde molhos, aperitivos até bolos e tortas, o que me rendem elogios e afagos no meu ego culinário. Não sei muita coisa, mas amplio meu livrinho de receitas sempre que algo desse tipo cruza meu caminho e minha memória me deixa decorar o passo a passo (além de sem prática, ainda tenho dificuldade de lembrar como se faz!). Se eu ando praticando muito? Digamos que sempre que a obrigação abre a porta da cozinha para eu entrar ou quando um anjinho abre a minha cabeça para eu me permitir apetitosas experiências gastronômicas. Porque não sou mestre cuca, mas se tem algo que faz de mim uma cozinheira dedicada, além do meu degustador oficial, é a minha cuca. Ela é a mestra até nisso! E eu sigo a mestra.
Ontem, eu saí da cozinha com ódio. Hoje, voltamos às boas. E quem me fez erguer o pano de prato branco foi meu pequeno chef. Por ele, resolvi olhar para aquelas cenouras na geladeira e querer transformá-las em bolo. Dessa vez, tive a ajuda (e quando digo ajuda é ajuda mesmo) do mestre cuquinha, que não ficou com sua panelinha sentado no tapete, mas teve a companhia da mamãe nesse mesmo tapete. Eu desci da pia! Deixei meus ressentimentos com esse ambiente da casa em outro cômodo e me dei ao direito de saborear acompanhada cada detalhe do preparo do bolo mais simples que se pode fazer. Ficamos ali, eu e meu ajudante, sentados, preparando algo que eu já havia feito antes, mas que dessa vez ficou o melhor que já comi! Eu raspava e cortava a cenoura, ele colocava os pedacinhos no copo do liquidificador, ele segurava a peneira e eu mexia o açucar com a colher para peneirá-lo. Ele untou a forma para mim, mexeu a mistura toda e saiu da cozinha comendo cenoura! Uma grata surpresa para a mãe que já não sabe mais o que fazer para incentivar o filho a dar garfadas mais saudáveis. Uma aulinha prática para ele sobre alimentos e para mim sobre como nunca é tarde para alimentar a auto estima.
Foi uma delícia e achei delicioso compartilhar essa experiência com muitas mães que já devem ter feito isso e outras, como eu, que por medo da bagunça ainda não provaram esse deleite. Bem, bagunçamos um pouco, mas foi tão pouco perto do prazer que tivemos... Foi tanto que me inspirei para continuar ali e preparar uma bela refeição, aquela que eu tinha mesmo que fazer, mas que deixou de ter o peso do "ter que fazer" naquele instante. Sim, se eu pudesse teria alguém para cozinhar para mim. Ajuda o fato de eu não gostar de quase nada que preparo, mesmo outras pessoas jurando que ficou delicioso. Colabora ter resovido mexer a colher de pau só depois de ser mãe, quando o tempo e a falta dele insistem em entornar o caldo.
Cozinhar nunca foi comigo, mas quis aprender para poder oferecer ao meu filho comidas nutritivas e com tempero de mãe. Hoje, digo que cozinhar por obrigação não é comigo, porque faço sim coisinhas bem gostosas, mas detesto ter encontro marcado com as panelas. E tem horas que erro, eu erro!!! Não sou ótima nisso, tenho que assumir sem vergonha, afinal nunca cheguei a menos de um metro do fogão, não sabia o que era nhame e nem como fazer um bom feijão. Demoro horrores para fazer o que qualquer cozinheira mais experiente faz em segundos, sofri para aprender a fazer papinhas gostosas e lamento muitas vezes ter que pensar em diversificar o cardápio, devido ao pouco repertório gourmet que tenho em mente.
Mas, por isso mesmo, sou a rainha da praticidade, aquela que sempre tem uma sopinha ou canja congelada, além de temperos, feijão e franguinho pronto. Meu ponto forte, se é que tenho um nessa área, é saber e querer conhecer tudo que é comida prática, fácil, rápida, simples e deliciosa, desde molhos, aperitivos até bolos e tortas, o que me rendem elogios e afagos no meu ego culinário. Não sei muita coisa, mas amplio meu livrinho de receitas sempre que algo desse tipo cruza meu caminho e minha memória me deixa decorar o passo a passo (além de sem prática, ainda tenho dificuldade de lembrar como se faz!). Se eu ando praticando muito? Digamos que sempre que a obrigação abre a porta da cozinha para eu entrar ou quando um anjinho abre a minha cabeça para eu me permitir apetitosas experiências gastronômicas. Porque não sou mestre cuca, mas se tem algo que faz de mim uma cozinheira dedicada, além do meu degustador oficial, é a minha cuca. Ela é a mestra até nisso! E eu sigo a mestra.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Sonho ou pesadelo
Não foi meu filho que me chamou de madrugada por causa de sonhos. Eu quase chamei meu filho de madrugada por causa de sonhos! Ou seria pesadelos? Sonhei a noite toda com a escolinha... Aquela que fui visitar ontem para ter idéia do que se trata essa coisa toda de escola. Você não leu? Então, desce um pouquinho e entenda esse meu inconsciente! Boa leitura!
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Visita à escolinha
Todo mundo sabe que escolhi ficar com meu filho em casa até os três anos. Decidi por isso depois de me tornar mãe e perceber que esse é o papel que quero desempenhar da melhor forma possível. Decidi isso porque, depois de ter o reizinho em meus braços, tive a certeza de que o melhor era eu ficar com ele, cuidar, educar, participar. Percebi que presença é fundamental nesses primeiros anos de vida, mais importante que qualquer outro motivo para deixá-lo sob os cuidados de outro alguém. O trabalho me espera, esses aninhos preciosos passam.
Eis que meu lindinho anda dando alguns sinais de que quer e talvez até precise de outras atividades que não sejam aquelas já propostas pela mamãezinha aqui. Como eu digo, a escolinha dele sou eu, mas ando notando uma certa vontade dele de ir além, de ver mais coisas, outras pessoas, brincar mais, descobrir outros ambientes, etc. Desculpa esfarrapada que muitas mães dão para jogar os filhos nas mãos de professores e babás, eu sei, e me desculpem essas mesmas mães por eu dizer isso assim tão claramente. Mas, no nosso caso trata-se de uma constatação de que nem sempre nossas certezas são eternas e que saber rever pontos de vista é exercitar a sabedoria.
Resovi exercita a minha. E não só a sabedoria, mas a teimosia, a opinião formada, a concepção de presença, a insegurança, a segurança. Eu e Léo fomos visitar uma escolinha. Para sabermos, ou melhor, sentirmos, se é nisso que devemos pensar. Se ao invés do ano que vem, quando ele teria três anos, seria mais adequado ele ingressar no segundo semestre, quando ele terá dois anos e meio. Vou dizer de novo, quase que em voz alta: foi uma visita para eu sentir, ele sentir, nós sentirmos. Para então trazer qualquer sentimento que seja para a razão e poder saber mais sobre esse assunto, se mudo a visão das coisas ou se finco o pé naquela que já tenho. E eu imaginava ter que mexer nisso só em 2012!
Certo. Fomos. Conhecemos uma escolinha linda, que lembra um castelo por dentro e por fora, com espaços adequados para qualquer criança, com direito a fazendinha, horta, estufa, alimentação variada e nutritiva, professoras capacitadas, enfermeira, além de outros atrativos. A salinha que ele iria frequentar se decidíssemos por isso seduz só de olhar da porta. O parquinho logo atrás das janelas de vidro conquistou o futuro candidato a frequentador, que certamente reinaria todo contente e satisfeito por ali. Certo. Fomos. E agora? O que pensar? O que eu senti? O que ele sentiu? O que faremos? Faremos?
Assumo que mudar de idéia a essa altura do campeonato me incomoda, me tira o chão, aquela certeza que eu tinha e que agora não parece mais tão certa. Mas existe outra certeza que me empurra para essa zona de re-pensamento das coisas: o bem estar do meu filho. O que ele precisa, o que ele quer, o que faz bem a ele. Fiz o pacto de me "esquecer" nesta questão, para tomar a melhor decisão visando ele, nada mais que ele. Ando bem cansada, já disse por aí, mas nenhum cansaço me motivaria a matriculá-lo nem na melhor escola do mundo.
Eu só penso nele, se a minha decisão de mantê-lo aqui comigo é ainda a mais correta para a vidinha do pequenino. Não penso em desenvolvimento, nem aprendizado, porque acho que nessa faixa etária ambos são plenamente possíveis e muitas vezes mais eficientes em casa, mas simplesmente para ele se sentir mais e mais feliz. Imagina o cacheadinho brincando a tarde toda com um monte de amiguinhos? Dá vontade de chorar. De orgulho, de saudade. Por isso, vou continuar visitando outros castelinhos. Sem compromisso. Para conhecer o terreno. Para tomar a melhor decisão para meu pequenino, porque o que é melhor para ele, é melhor para mim, e essa certeza nada e nem ninguém me tira!
Eis que meu lindinho anda dando alguns sinais de que quer e talvez até precise de outras atividades que não sejam aquelas já propostas pela mamãezinha aqui. Como eu digo, a escolinha dele sou eu, mas ando notando uma certa vontade dele de ir além, de ver mais coisas, outras pessoas, brincar mais, descobrir outros ambientes, etc. Desculpa esfarrapada que muitas mães dão para jogar os filhos nas mãos de professores e babás, eu sei, e me desculpem essas mesmas mães por eu dizer isso assim tão claramente. Mas, no nosso caso trata-se de uma constatação de que nem sempre nossas certezas são eternas e que saber rever pontos de vista é exercitar a sabedoria.
Resovi exercita a minha. E não só a sabedoria, mas a teimosia, a opinião formada, a concepção de presença, a insegurança, a segurança. Eu e Léo fomos visitar uma escolinha. Para sabermos, ou melhor, sentirmos, se é nisso que devemos pensar. Se ao invés do ano que vem, quando ele teria três anos, seria mais adequado ele ingressar no segundo semestre, quando ele terá dois anos e meio. Vou dizer de novo, quase que em voz alta: foi uma visita para eu sentir, ele sentir, nós sentirmos. Para então trazer qualquer sentimento que seja para a razão e poder saber mais sobre esse assunto, se mudo a visão das coisas ou se finco o pé naquela que já tenho. E eu imaginava ter que mexer nisso só em 2012!
Certo. Fomos. Conhecemos uma escolinha linda, que lembra um castelo por dentro e por fora, com espaços adequados para qualquer criança, com direito a fazendinha, horta, estufa, alimentação variada e nutritiva, professoras capacitadas, enfermeira, além de outros atrativos. A salinha que ele iria frequentar se decidíssemos por isso seduz só de olhar da porta. O parquinho logo atrás das janelas de vidro conquistou o futuro candidato a frequentador, que certamente reinaria todo contente e satisfeito por ali. Certo. Fomos. E agora? O que pensar? O que eu senti? O que ele sentiu? O que faremos? Faremos?
Assumo que mudar de idéia a essa altura do campeonato me incomoda, me tira o chão, aquela certeza que eu tinha e que agora não parece mais tão certa. Mas existe outra certeza que me empurra para essa zona de re-pensamento das coisas: o bem estar do meu filho. O que ele precisa, o que ele quer, o que faz bem a ele. Fiz o pacto de me "esquecer" nesta questão, para tomar a melhor decisão visando ele, nada mais que ele. Ando bem cansada, já disse por aí, mas nenhum cansaço me motivaria a matriculá-lo nem na melhor escola do mundo.
Eu só penso nele, se a minha decisão de mantê-lo aqui comigo é ainda a mais correta para a vidinha do pequenino. Não penso em desenvolvimento, nem aprendizado, porque acho que nessa faixa etária ambos são plenamente possíveis e muitas vezes mais eficientes em casa, mas simplesmente para ele se sentir mais e mais feliz. Imagina o cacheadinho brincando a tarde toda com um monte de amiguinhos? Dá vontade de chorar. De orgulho, de saudade. Por isso, vou continuar visitando outros castelinhos. Sem compromisso. Para conhecer o terreno. Para tomar a melhor decisão para meu pequenino, porque o que é melhor para ele, é melhor para mim, e essa certeza nada e nem ninguém me tira!
terça-feira, 24 de maio de 2011
"Mãe, você tá pronta?"
Ouvi de uma pedagoga que quando uma mãe lhe pergunta se o filho está pronto para frequentar a escolinha, ela logo devolve a pergunta: "Você está pronta?". Uma maneira simples e eficaz de dizer às mamães que muito, mas muito, depende mesmo é da mãe. A profissional me explicou que de nada adianta deixar o filho com a professora e sair chorando ou não chorar mas ficar por minutos intermináveis se despedindo. A criança sente cada pontinha de dúvida de quem está a "deixando" no portão.
Minha cunhada acaba de colocar a filha de três anos na escola e ouviu o mesmo da professora quando insistiu em uma despedida mais calorosa. Segundo a "tia", é preciso ser o mais natural possível, sem muitos beijinhos e tchaus. Ah tá que não vou encher meu filho de beijos quando deixá-lo na escola! Ou será que devo repensar?
Ainda não cheguei nessa fase, mas em todas pelas quais passei, notei facilmente que a minha (in)segurança influencia demais o comportamento do meu filhote. Constato que quando a mãe não sabe se é melhor ou não fazer alguma coisa, melhor mesmo não fazer e esperar o relóginho lá de dentro despertar. Até porque ele certamente só vai tocar quando o bebê estiver tão ou mais preparado que ela. Dinâmica natural da maternidade, suponho.
Exemplos dela, citados em outro post meu sobre a "hora certa", são o desmame, o desfralde, o estabelecimento de horários, o ato de tirar a mamadeira ou a chupeta. Ontem mesmo, uma grande amiga estava na corda bamba se tirava ou não. A filhinha havia perdido a chupeta aqui em casa e eu disse: "Se não acharem é uma ótima oportunidade hein?", tentando encorajá-la, mas sabendo que não adiantaria se ela não estivesse já corajosa. Claro que perder a chupeta da filha a deixou muito nervosa. Claro que achar foi um alívio. Mas ela teve coragem de seguir adiante e dizer para a menina que não tinha achado, que haviam perdido na casa do Léo e que precisavam falar "tchau" para a pepê. Escutou o depertador dela? Eu escutei.
Parece simples e é, desde que as mães estejam prontas para encarar o que devem encarar. Eu, por exemplo, tive de lidar com uma certa crise de abstinência do Léo pela falta da chupeta que bagunçou totalmente os horários de sono. Eu fiquei exausta, mas estava no meu momento de lidar com isso. Estava tranquila e isso conta muito. Tanto que estou esperando o meu "click" para mexer nesse mesmo sono e na retirada da mamada da madrugada (é, eu ainda não tive coragem de tirar!). Aliás, alguém ouviu um barulho? Acho que foi meu alarme materno. É como se ele usasse as palavras do meu filho quando estamos nos arrumando: "Mãe, você tá pronta?", "Eu tô pronto?".
Minha cunhada acaba de colocar a filha de três anos na escola e ouviu o mesmo da professora quando insistiu em uma despedida mais calorosa. Segundo a "tia", é preciso ser o mais natural possível, sem muitos beijinhos e tchaus. Ah tá que não vou encher meu filho de beijos quando deixá-lo na escola! Ou será que devo repensar?
Ainda não cheguei nessa fase, mas em todas pelas quais passei, notei facilmente que a minha (in)segurança influencia demais o comportamento do meu filhote. Constato que quando a mãe não sabe se é melhor ou não fazer alguma coisa, melhor mesmo não fazer e esperar o relóginho lá de dentro despertar. Até porque ele certamente só vai tocar quando o bebê estiver tão ou mais preparado que ela. Dinâmica natural da maternidade, suponho.
Exemplos dela, citados em outro post meu sobre a "hora certa", são o desmame, o desfralde, o estabelecimento de horários, o ato de tirar a mamadeira ou a chupeta. Ontem mesmo, uma grande amiga estava na corda bamba se tirava ou não. A filhinha havia perdido a chupeta aqui em casa e eu disse: "Se não acharem é uma ótima oportunidade hein?", tentando encorajá-la, mas sabendo que não adiantaria se ela não estivesse já corajosa. Claro que perder a chupeta da filha a deixou muito nervosa. Claro que achar foi um alívio. Mas ela teve coragem de seguir adiante e dizer para a menina que não tinha achado, que haviam perdido na casa do Léo e que precisavam falar "tchau" para a pepê. Escutou o depertador dela? Eu escutei.
Parece simples e é, desde que as mães estejam prontas para encarar o que devem encarar. Eu, por exemplo, tive de lidar com uma certa crise de abstinência do Léo pela falta da chupeta que bagunçou totalmente os horários de sono. Eu fiquei exausta, mas estava no meu momento de lidar com isso. Estava tranquila e isso conta muito. Tanto que estou esperando o meu "click" para mexer nesse mesmo sono e na retirada da mamada da madrugada (é, eu ainda não tive coragem de tirar!). Aliás, alguém ouviu um barulho? Acho que foi meu alarme materno. É como se ele usasse as palavras do meu filho quando estamos nos arrumando: "Mãe, você tá pronta?", "Eu tô pronto?".
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Você incentiva seu filho a brincar sozinho?
Jamais pensei que pudesse me preocupar com brincadeiras e de fato não me preocupo com elas e sim com a falta delas. Antes que qualquer um se adiante e pense que meu filho não sabe brincar, adianto eu dizendo que ele sabe brincar muito bem, que adora todos os brinquedos e constantemente vira todas as caixas "organizadoras" no chão do quarto para redescobrir cada item de sua brinquedoteca pessoal. O problema é que quase sempre a mamãe tem que estar por perto. E brincando, na maioria das vezes.
"Mãe, guaida a revista". "Binca com esse carrinho". "Corre atás de mim". Frases comuns no meu dia a dia. Basta eu me entreter com uma leitura, uma louça, uma tábua de passar ou qualquer outra coisa para eu ouví-las. Ok, criança precisa mesmo de companhia, mas precisa também brincar sozinha. Acredito nisso por experiência própria e sei disso porque já li bastante a respeito. Soltar a imaginação, criar brincadeiras com objetos que não são brinquedos, conversar com bonecos e amigos imaginários e tudo o mais que puder acontecer quando se está brincando faz bem aos pequenos, os ajudando a se desenvolver de forma saudável e feliz. Criança aprende brincando, brinca aprendendo.
O Leleco brinca muito, mas sinto a necessidade dele em estar com alguém ao lado. Parece que é mais legal, que quer companhia. Ele sempre foi um menino muito, mas muito esperto, do tipo que aprende o que tem de aprender com um mordedor e o joga longe e, assim, nunca se entreteve muito tempo com uma distração só. "Que venha o próximo!", parece pensar. Morro de orgulho de um garotinho que aprende tão rápido e me surpreende a cada dia, mas satisfazer esse mesmo menininho com qualquer coisa que seja é um desafio vencido com louvor apenas pela televisão, por quem tenha disposição e tempo para sentar no chão ao lado dele ou por ele mesmo quando está disposto a isso. Ou seja, não há problema nenhum com o rapaz, só uma certa tendência a querer estar acompanhado para brincar e, de preferência, mudando de brincadeira sempre que aquela perder a graça!
Algumas professoras infantis já me disseram que atividades com alunos dessa idade são por pouco tempo mesmo e isso conforta qualquer mãe razoavelmente cansada de propor novas brincadeiras a toda hora, mas e a parte do brincar sozinho? É assim também, só de vez em quando?
Mais uma vez, surge em minha mente aquele discurso batido de que cada criança é de um jeito, e é mesmo, mas até que ponto eu devo me conformar com essa característica na personalidade do meu filho (de querer companhia na maior parte das vezes) e em que ponto eu devo começar a me preocupar com isso? Ele não é um menino dependente e por sinal anda adorando agir com independência, mas percebo que precisa aprender a brincar mais sozinho. Mais tempo, mais vezes. Note, não falo em aprender a brincar sozinho, porque se ele faz isso às vezes é porque sabe fazer, mas falo em fazer isso com maior frequência. E concluo que o que impede que isso aconteça é preguiça! Ai como cansa procurar brincadeiras por conta própria! Como é mais fácil gritar para a mamãe vir ajudar!
Vejo muita gente falando sobre isso como característica das novas gerações, plugadas em telas de computador, televisão e celular, preguiçosas para saírem do sofá sequer para conversarem com amigos. Hoje, preferem sites de relacionamentos a parquinhos, ruas e praças. E eu vejo isso mesmo, mas estamos falando de crianças maiores, com outros tantos estímulos para isso, como colegas de escola que tem esse comportamento ou diversas atividades na agenda que massacram qualquer tempo livre para brincar. Eu estou falando de um bebê de pouco mais de dois anos que tem estímulos para ser o oposto disso... Mas sabe o que vejo em comum? A falta de irmãos!
Antigamente, todo mundo tinha pelo menos um irmão, brincava com ele e com amigos dele quando não com primos que moravam perto e vizinhos. Hoje, há mais filhos únicos, amigos eles encontram na escola porque é perigoso abrir a porta e passar a tarde em frente à propria casa e muitas vezes nem há primos.
Eu brinquei tanto sozinha, e eu tinha quatro irmãos! Mas eu gostava de brincar sem ninguém até mais do que com eles, primas ou amigas. Característica minha, sei, e por isso não imagino meu pequeno fazendo o mesmo, apenas se virando mais com as suas coisinhas sem mim. Sempre vou estar por perto, claro, e muitas vezes vou brincar junto, como já faço e gosto de fazer, mas acho que querer a minha companhia é diferente de precisar dela. E que se eu cuidar do "brincar" hoje, não vou precisar me preocupar com um adolescente infurnado no quarto amanhã.
Por essas e outras razões, venho estimulando uma maior independência lúdica. Já reduzi os desenhos animados, comprei outros cds de música para ele escutar enquanto brinca, organizei a nossa vidinha diária de forma que ele tenha tempo de sobra para brincar livremente e tenho tentado deixá-lo reclamando um pouco para, sozinho, perceber que pode arrumar algo para se distrair enquanto eu estiver ocupada. Dessa forma, espero mostrar como é gostoso brincar de forma mais independente. Porque não precisamos ensinar algo que os pimpolhos já nascem sabendo, mas podemos com certeza incentivá-los. Você incentiva?
"Mãe, guaida a revista". "Binca com esse carrinho". "Corre atás de mim". Frases comuns no meu dia a dia. Basta eu me entreter com uma leitura, uma louça, uma tábua de passar ou qualquer outra coisa para eu ouví-las. Ok, criança precisa mesmo de companhia, mas precisa também brincar sozinha. Acredito nisso por experiência própria e sei disso porque já li bastante a respeito. Soltar a imaginação, criar brincadeiras com objetos que não são brinquedos, conversar com bonecos e amigos imaginários e tudo o mais que puder acontecer quando se está brincando faz bem aos pequenos, os ajudando a se desenvolver de forma saudável e feliz. Criança aprende brincando, brinca aprendendo.
O Leleco brinca muito, mas sinto a necessidade dele em estar com alguém ao lado. Parece que é mais legal, que quer companhia. Ele sempre foi um menino muito, mas muito esperto, do tipo que aprende o que tem de aprender com um mordedor e o joga longe e, assim, nunca se entreteve muito tempo com uma distração só. "Que venha o próximo!", parece pensar. Morro de orgulho de um garotinho que aprende tão rápido e me surpreende a cada dia, mas satisfazer esse mesmo menininho com qualquer coisa que seja é um desafio vencido com louvor apenas pela televisão, por quem tenha disposição e tempo para sentar no chão ao lado dele ou por ele mesmo quando está disposto a isso. Ou seja, não há problema nenhum com o rapaz, só uma certa tendência a querer estar acompanhado para brincar e, de preferência, mudando de brincadeira sempre que aquela perder a graça!
Algumas professoras infantis já me disseram que atividades com alunos dessa idade são por pouco tempo mesmo e isso conforta qualquer mãe razoavelmente cansada de propor novas brincadeiras a toda hora, mas e a parte do brincar sozinho? É assim também, só de vez em quando?
Mais uma vez, surge em minha mente aquele discurso batido de que cada criança é de um jeito, e é mesmo, mas até que ponto eu devo me conformar com essa característica na personalidade do meu filho (de querer companhia na maior parte das vezes) e em que ponto eu devo começar a me preocupar com isso? Ele não é um menino dependente e por sinal anda adorando agir com independência, mas percebo que precisa aprender a brincar mais sozinho. Mais tempo, mais vezes. Note, não falo em aprender a brincar sozinho, porque se ele faz isso às vezes é porque sabe fazer, mas falo em fazer isso com maior frequência. E concluo que o que impede que isso aconteça é preguiça! Ai como cansa procurar brincadeiras por conta própria! Como é mais fácil gritar para a mamãe vir ajudar!
Vejo muita gente falando sobre isso como característica das novas gerações, plugadas em telas de computador, televisão e celular, preguiçosas para saírem do sofá sequer para conversarem com amigos. Hoje, preferem sites de relacionamentos a parquinhos, ruas e praças. E eu vejo isso mesmo, mas estamos falando de crianças maiores, com outros tantos estímulos para isso, como colegas de escola que tem esse comportamento ou diversas atividades na agenda que massacram qualquer tempo livre para brincar. Eu estou falando de um bebê de pouco mais de dois anos que tem estímulos para ser o oposto disso... Mas sabe o que vejo em comum? A falta de irmãos!
Antigamente, todo mundo tinha pelo menos um irmão, brincava com ele e com amigos dele quando não com primos que moravam perto e vizinhos. Hoje, há mais filhos únicos, amigos eles encontram na escola porque é perigoso abrir a porta e passar a tarde em frente à propria casa e muitas vezes nem há primos.
Eu brinquei tanto sozinha, e eu tinha quatro irmãos! Mas eu gostava de brincar sem ninguém até mais do que com eles, primas ou amigas. Característica minha, sei, e por isso não imagino meu pequeno fazendo o mesmo, apenas se virando mais com as suas coisinhas sem mim. Sempre vou estar por perto, claro, e muitas vezes vou brincar junto, como já faço e gosto de fazer, mas acho que querer a minha companhia é diferente de precisar dela. E que se eu cuidar do "brincar" hoje, não vou precisar me preocupar com um adolescente infurnado no quarto amanhã.
Por essas e outras razões, venho estimulando uma maior independência lúdica. Já reduzi os desenhos animados, comprei outros cds de música para ele escutar enquanto brinca, organizei a nossa vidinha diária de forma que ele tenha tempo de sobra para brincar livremente e tenho tentado deixá-lo reclamando um pouco para, sozinho, perceber que pode arrumar algo para se distrair enquanto eu estiver ocupada. Dessa forma, espero mostrar como é gostoso brincar de forma mais independente. Porque não precisamos ensinar algo que os pimpolhos já nascem sabendo, mas podemos com certeza incentivá-los. Você incentiva?
sábado, 21 de maio de 2011
Delegar, eis a questão
Cansaço puro, sensação de esgotamento, estresse no sentido mais literal que a palavra possa ter, vontade de chorar a cada vez que abre a boca para reclamar. Isso é maternidade. E engana-se quem pensa que este sentimento é coisa dos primeiros meses. Obviamente quando existe um recém-nascido recém chegado tudo toma proporções gigantescas e um incômodo por causa de calor ou frio e a falta de prática em decifrar os sinais por causa desse calor ou desse frio gera choro de bebê e choro da mamãe, mas no começo o que não falta é força. Deus dá, acreditando ou não Nele. Porque há um Deus que nenhuma mulher é capaz de duvidar, a divindade que existe dentro de cada ser feminino... Horas de sono no vermelho por causa de cólicas ou aleitamento e a mãezona está lá, em pé, com cara amassada, mas alerta, disposta a tudo mesmo sem se sentir disposta. Mas e quando o tempo passa?
Tudo é variável. Depende de cada mãe e cada rotina, mas tenho certeza de que o cansaço existe sempre, o que muda é a forma de lidar com ele. E quer saber mais? O segredo está na cabeça, muito mais que no corpo. O físico aguenta quando a mente aguenta. Do contrário, nada se sustenta! E assim, me vejo eu insustentável. Uma fase de "nãos", tão comum em torno dos dois anos, anda acabando comigo. Uma recusa a tomar banho ou a incapacidade de brincar por mais de dez minutos sem me chamar anda me destruindo psicológicamente, mas claro que sei que se eu não estivesse já destruída, nada disso iria me abalar. Já ouviu falar em estafa? Eu já, mas me recuso em achar que estou estafada. Estressada, talvez. Casada, com certeza. E perto do limite, o meu limite.
Está bem, ando reclamando bastante e quem me lê ou me escuta deve mesmo estar me achando uma chata. E não estou? Estou. Sou a bruxa do dia a dia do meu filho. Por mais sorrisos que eu distribua, basta uma coisinha ir na direção contrária para eu adquirir aquela feição sombria da madrasta da Cinderela. Ai, Cinderela, me ensina a mudar? Não, não quero cavalos brancos, carruagem e nem príncipe, mas que uma boa fada madrinha podia aparecer por aqui podia. A mágica que eu desejo? Só iria pedir para me ensinar a delegar. Eita tarefinha complicada! Preciso aprender. Estatísticas de mim mesma apontam para a urgente necessidade em saber delegar funções, não achar que por eu ser a mãe sou o centro do universo ou a única pessoa capaz de fazer tudo direito... Oragnizar a rotina tem me ajudado, mas saber deixar de fazer algo só de vez em quando, quando alguém pode e deve fazer por mim, seria tão mal assim? Seria eu uma péssima mãe? Se fosse, o mundo estaria infestado de mães horrorosas, refleti esses dias. Acho mais provável que esteja infestado de mães amorosas, exageradamente amorosas, a ponto de quererem cuidar um pouquinho (só um pouqinho) de si para cuidarem ainda melhor dos filhos. Egoísmo ou tentativa de reduzir o egocentrismo materno? Vou pensar nessa também.
Enfim, o sentimento tão comum nas mães, a superpotência, parece que em algum momento começa a prejudicar mais do que a ajudar. Parece, não sei ainda. E por falar em ajudar, parece mesmo é que eu preciso aprender a pedir ajuda, de quem quer que seja, de qualquer pessoa que possa de alguma maneira ajudar. Ontem, uma tia minha, que também foi mãe em tempo integral, me consolou dizendo que é assim mesmo, que daqui a alguns meses tudo muda de novo e dando outros tantos conselhos. Uma reportagem com uma mãe bem sucedida em diversos aspectos ainda insistiu em me cutucar, me instigando a repensar. Minha mãe me ajudou também, fazendo meu filho dormir e me permitindo uma noite de sono reparadora, capaz de colocar qualquer ideia no lugar. Agora só falta mesmo eu encontrar a fada madrinha para uma conversinha mais séria. E ela que não me venha com historinha de acabar com o feitiço à meia-noite!
Tudo é variável. Depende de cada mãe e cada rotina, mas tenho certeza de que o cansaço existe sempre, o que muda é a forma de lidar com ele. E quer saber mais? O segredo está na cabeça, muito mais que no corpo. O físico aguenta quando a mente aguenta. Do contrário, nada se sustenta! E assim, me vejo eu insustentável. Uma fase de "nãos", tão comum em torno dos dois anos, anda acabando comigo. Uma recusa a tomar banho ou a incapacidade de brincar por mais de dez minutos sem me chamar anda me destruindo psicológicamente, mas claro que sei que se eu não estivesse já destruída, nada disso iria me abalar. Já ouviu falar em estafa? Eu já, mas me recuso em achar que estou estafada. Estressada, talvez. Casada, com certeza. E perto do limite, o meu limite.
Está bem, ando reclamando bastante e quem me lê ou me escuta deve mesmo estar me achando uma chata. E não estou? Estou. Sou a bruxa do dia a dia do meu filho. Por mais sorrisos que eu distribua, basta uma coisinha ir na direção contrária para eu adquirir aquela feição sombria da madrasta da Cinderela. Ai, Cinderela, me ensina a mudar? Não, não quero cavalos brancos, carruagem e nem príncipe, mas que uma boa fada madrinha podia aparecer por aqui podia. A mágica que eu desejo? Só iria pedir para me ensinar a delegar. Eita tarefinha complicada! Preciso aprender. Estatísticas de mim mesma apontam para a urgente necessidade em saber delegar funções, não achar que por eu ser a mãe sou o centro do universo ou a única pessoa capaz de fazer tudo direito... Oragnizar a rotina tem me ajudado, mas saber deixar de fazer algo só de vez em quando, quando alguém pode e deve fazer por mim, seria tão mal assim? Seria eu uma péssima mãe? Se fosse, o mundo estaria infestado de mães horrorosas, refleti esses dias. Acho mais provável que esteja infestado de mães amorosas, exageradamente amorosas, a ponto de quererem cuidar um pouquinho (só um pouqinho) de si para cuidarem ainda melhor dos filhos. Egoísmo ou tentativa de reduzir o egocentrismo materno? Vou pensar nessa também.
Enfim, o sentimento tão comum nas mães, a superpotência, parece que em algum momento começa a prejudicar mais do que a ajudar. Parece, não sei ainda. E por falar em ajudar, parece mesmo é que eu preciso aprender a pedir ajuda, de quem quer que seja, de qualquer pessoa que possa de alguma maneira ajudar. Ontem, uma tia minha, que também foi mãe em tempo integral, me consolou dizendo que é assim mesmo, que daqui a alguns meses tudo muda de novo e dando outros tantos conselhos. Uma reportagem com uma mãe bem sucedida em diversos aspectos ainda insistiu em me cutucar, me instigando a repensar. Minha mãe me ajudou também, fazendo meu filho dormir e me permitindo uma noite de sono reparadora, capaz de colocar qualquer ideia no lugar. Agora só falta mesmo eu encontrar a fada madrinha para uma conversinha mais séria. E ela que não me venha com historinha de acabar com o feitiço à meia-noite!
terça-feira, 17 de maio de 2011
Manchete de hoje
Há uma semana comecei a instalar uma nova rotina na casa, nem tão nova, porque nós já a conhecíamos da época em que tínhamos rotina. Passado um período de bagunça total, com direito à televisão em excesso, comida em frente à tela, passeios constantes que me tiram do que eu preciso fazer e birras para tudo, voltamos a uma fase mais calma, na qual tudo funciona melhor. Até a ergométrica eu trouxe de volta para meus finais de tarde exaustos!
Sou apenas um exemplo de como as coisas podem acontecer do jeito que queremos ou como permitimos. Mais uma mãe se esforçando para educar, impor limites, estabelecer regras e aprender, ela mesma, a respeitá-las. Difícil. Mas vale a pena, porque existe paz. Menos choradeira para fazer as coisas, afinal já é sabido o ritmo dessas mesmas coisas e lutar contra ele é em vão. Nessas horas, concordo com os pediatras quando dizem que pequeninos se sentem melhor quando sabem o que vai acontecer em seguida, quando sabem o que tem pela frente no seu dia a dia. Não que eu ache que horários e regras não possam ser quebrados, porque não só podem como devem! E para isso, existe fim de semana! Até Léo já entendeu que domingo é dia de esbórnia... Em plena hora da janta, pede todas as porcarias que ele conhece! Sorte que são poucas, e que sempre dá para convencê-lo a comer direitinho antes delas.
Não sei até que ponto se preocupar com a rotina é bom, mas se existe esse ponto, parece que o encontramos e estamos conseguindo não ultrapassar essa linha tênue que separa o normal do exagero, afinal, dizem por aí, existe limite para tudo. Ah, não sei. Sou só mais uma mãe encontrando caminhos, alternativos ou não, para ter um dia a dia gostoso e saudável com o filho, melhor para o filho, melhor para ela. Se tivesse que dar uma manchete no jornal das mamães hoje, seria: "Mãe consegue trazer de volta a rotina e se sente bem melhor com ela". Ou: "Testemunho de mãe, respeitar limites faz bem à saúde". Ou quem sabe: "Está enlouquecendo? Experimente respeitar as regras que você mesma impõe e poder se cobrar menos quando desrespeitá-las". Ou ainda: "Respeite sua rotina para poder quebrá-la de vez em quando, junto com seu filho, só de brincadeira!".
Sou apenas um exemplo de como as coisas podem acontecer do jeito que queremos ou como permitimos. Mais uma mãe se esforçando para educar, impor limites, estabelecer regras e aprender, ela mesma, a respeitá-las. Difícil. Mas vale a pena, porque existe paz. Menos choradeira para fazer as coisas, afinal já é sabido o ritmo dessas mesmas coisas e lutar contra ele é em vão. Nessas horas, concordo com os pediatras quando dizem que pequeninos se sentem melhor quando sabem o que vai acontecer em seguida, quando sabem o que tem pela frente no seu dia a dia. Não que eu ache que horários e regras não possam ser quebrados, porque não só podem como devem! E para isso, existe fim de semana! Até Léo já entendeu que domingo é dia de esbórnia... Em plena hora da janta, pede todas as porcarias que ele conhece! Sorte que são poucas, e que sempre dá para convencê-lo a comer direitinho antes delas.
Não sei até que ponto se preocupar com a rotina é bom, mas se existe esse ponto, parece que o encontramos e estamos conseguindo não ultrapassar essa linha tênue que separa o normal do exagero, afinal, dizem por aí, existe limite para tudo. Ah, não sei. Sou só mais uma mãe encontrando caminhos, alternativos ou não, para ter um dia a dia gostoso e saudável com o filho, melhor para o filho, melhor para ela. Se tivesse que dar uma manchete no jornal das mamães hoje, seria: "Mãe consegue trazer de volta a rotina e se sente bem melhor com ela". Ou: "Testemunho de mãe, respeitar limites faz bem à saúde". Ou quem sabe: "Está enlouquecendo? Experimente respeitar as regras que você mesma impõe e poder se cobrar menos quando desrespeitá-las". Ou ainda: "Respeite sua rotina para poder quebrá-la de vez em quando, junto com seu filho, só de brincadeira!".
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Acreditar e ensinar a acreditar
O que uma cantora pop do momento que veste roupas totalmente loucas, pinta o cabelo de amarelo e não tem problema nenhum em aparecer quase nua no palco com músicas eletrizantes, uma voz arrebatadora e um corpo avassalador tem a ensinar a uma mãe? Além de incomodar muito o ego dessa tal mãe exatamente por causa desse corpinho e ensinar que nunca é tarde para cuidar de si mesma, ela pode sim lembrar que tem um lado na maternidade que deixamos para pensar só lá na frente, embora ele exista desde o momento em que maternidade passa a fazer parte de nosso vocabulário. É quando nos tornarmos fãs número 1 de um aspirante a superstar.
Não digo superstar no sentido que ele tem aí no mundico de celebridades, mas no que diz respeito aos sonhos da vida, aqueles que sonhamos para nós, corremos atrás, não temos apoio, desistimos ou conseguimos de fato alcançá-los. Qualquer sonho, mesmo que não envolva milhares de fãs e dólares ao seu redor, é sonho e te faz uma estrela do seu próprio mundo. E esse recadinho fica explícito em uma das músicas dessa doidinha que deixa Madona para trás e em todo o seu show gravado por uma emissora a cabo. Com as palavras dela, disse para o público que todos ali deveriam deixar do lado de fora daquele gigantesco estádio de Nova York tudo e todos que diziam a eles que eles não eram bons, que não eram magros, talentosos e coisas assim. E, depois de contar um pouquinho de sua história suada e comum em busca do que queria, ela simplesmente terminou dizendo que tem pelo menos uma pessoa que acredita em todas aquelas cabecinhas perdidas na multidão da platéia... ela!
Piegas? Marketing? Agradecimento pelo sucesso? Prefiro pensar que ela, por mais estranha que possa parecer (e parece mesmo), é uma pessoa que teve sonhos e foi rodeada por gente que não acreditou nela, que desdenhou de suas vontades, formas e vocação. Uma mulher que hoje é um ícone pop! Estranha, volto a dizer, mas que está lá, no lugar que ela sonhava para ela e, por mais louco e despudorado que seja seu show, com o papai dela logo ali nos bastidores para parabenizá-la assim que acaba a última música. "Thanks dad", ela diz.
Está bem, querem saber onde quero chegar? Já cheguei! Além de passar o recado da "guru" adiante, é a parte do pai dando apoio, suporte e ajudando de qualquer forma a filha a chegar onde ela quer chegar. Imagine ela criancinha, loirinha com carinha de anjo, almoçando à mesa com a família, dizendo "Pai, mãe, quero ser melhor que a Madona!". Agora imagine a resposta... O que você diria? Não precisaria dizer nada, não precisa dizer nada, basta pensar o que já pensou. Vejam, essa situação é coisa da minha cabeça, mas possível de acontecer em qualquer mesa, com qualquer família e com grandes chances de resultar na mesma resposta ou pensamento.
Além de invejar aquele corpinho magro e sarado, assisti a esse show porque essa cantora é um tanto quanto excêntrica e eu queria conhecê-la melhor. Suas músicas são animadíssimas, mas sua imagem me faz pensar onde é que ela está com a cabeça para fazer aquilo com ela mesma! Acho que entendi e aproveitei para colocar meu lado mãe para pensar a respeito da lição de auto-ajuda que ela quer passar com suas mensagens e músicas. Um dos refrões, não à toa da melodia que fecha a apresentação, diz: "I was born this way". É, todos nascemos assim, desse jeito aí, cada um do seu, cada um com o seu sonho, mas quantas pessoas se amam e se orgulham de si mesmas? Quantas seguem de fato o que querem para si? Quantas respeitam seus próprios anseios? Quantos nãos são precisos para fazer alguém desistir do que quer ou mudar a trajetória? Muitas vezes nenhum não é preciso, basta uma frase desencorajadora, uma tiração de sarro, ou apenas a indiferença... E quanta gente não deixa de cursar a faculdade que deseja para seguir o desejo dos pais? Nem é preciso querer ser cantor ou cantora, ator ou atriz. A selva do mercado de trabalho, a vida competitiva como ela é, os pré-conceitos construídos há séculos levam as pessoas a buscarem o caminho mais fácil, aquele com menos chance de erros, mas que erro é maior do que esquecer do que você quer para você?
Pode parecer imbecil da minha parte fazer toda essa reflexão a partir de um mega espetáculo produzido para mexer com a mente das pessoas, mas Lady Mama não conseguiu pensar em outra coisa para escrever que não fosse isso. Se eu sou a superstar da minha própria vida? Pensei nisso também, mas não vem ao caso agora. Quis mesmo falar desse apoio incondicional que devemos dar aos filhos e que eu farei de tudo para dar ao meu. Não fazendo mal a ninguém e nem a si próprio, ele pode querer e ser o que quiser. Engenheiro, médico, dançarino, jornalista, piloto, administrador, lutador, empresário, professor. E pode sonhar além da vida profissional. Serei sua fã número 1. Porque já tem gente demais para desacreditar. Porque nós, mães e pais, não deveríamos só acreditar nos filhos, mas ensiná-los a acreditarem em si mesmos.
Não digo superstar no sentido que ele tem aí no mundico de celebridades, mas no que diz respeito aos sonhos da vida, aqueles que sonhamos para nós, corremos atrás, não temos apoio, desistimos ou conseguimos de fato alcançá-los. Qualquer sonho, mesmo que não envolva milhares de fãs e dólares ao seu redor, é sonho e te faz uma estrela do seu próprio mundo. E esse recadinho fica explícito em uma das músicas dessa doidinha que deixa Madona para trás e em todo o seu show gravado por uma emissora a cabo. Com as palavras dela, disse para o público que todos ali deveriam deixar do lado de fora daquele gigantesco estádio de Nova York tudo e todos que diziam a eles que eles não eram bons, que não eram magros, talentosos e coisas assim. E, depois de contar um pouquinho de sua história suada e comum em busca do que queria, ela simplesmente terminou dizendo que tem pelo menos uma pessoa que acredita em todas aquelas cabecinhas perdidas na multidão da platéia... ela!
Piegas? Marketing? Agradecimento pelo sucesso? Prefiro pensar que ela, por mais estranha que possa parecer (e parece mesmo), é uma pessoa que teve sonhos e foi rodeada por gente que não acreditou nela, que desdenhou de suas vontades, formas e vocação. Uma mulher que hoje é um ícone pop! Estranha, volto a dizer, mas que está lá, no lugar que ela sonhava para ela e, por mais louco e despudorado que seja seu show, com o papai dela logo ali nos bastidores para parabenizá-la assim que acaba a última música. "Thanks dad", ela diz.
Está bem, querem saber onde quero chegar? Já cheguei! Além de passar o recado da "guru" adiante, é a parte do pai dando apoio, suporte e ajudando de qualquer forma a filha a chegar onde ela quer chegar. Imagine ela criancinha, loirinha com carinha de anjo, almoçando à mesa com a família, dizendo "Pai, mãe, quero ser melhor que a Madona!". Agora imagine a resposta... O que você diria? Não precisaria dizer nada, não precisa dizer nada, basta pensar o que já pensou. Vejam, essa situação é coisa da minha cabeça, mas possível de acontecer em qualquer mesa, com qualquer família e com grandes chances de resultar na mesma resposta ou pensamento.
Além de invejar aquele corpinho magro e sarado, assisti a esse show porque essa cantora é um tanto quanto excêntrica e eu queria conhecê-la melhor. Suas músicas são animadíssimas, mas sua imagem me faz pensar onde é que ela está com a cabeça para fazer aquilo com ela mesma! Acho que entendi e aproveitei para colocar meu lado mãe para pensar a respeito da lição de auto-ajuda que ela quer passar com suas mensagens e músicas. Um dos refrões, não à toa da melodia que fecha a apresentação, diz: "I was born this way". É, todos nascemos assim, desse jeito aí, cada um do seu, cada um com o seu sonho, mas quantas pessoas se amam e se orgulham de si mesmas? Quantas seguem de fato o que querem para si? Quantas respeitam seus próprios anseios? Quantos nãos são precisos para fazer alguém desistir do que quer ou mudar a trajetória? Muitas vezes nenhum não é preciso, basta uma frase desencorajadora, uma tiração de sarro, ou apenas a indiferença... E quanta gente não deixa de cursar a faculdade que deseja para seguir o desejo dos pais? Nem é preciso querer ser cantor ou cantora, ator ou atriz. A selva do mercado de trabalho, a vida competitiva como ela é, os pré-conceitos construídos há séculos levam as pessoas a buscarem o caminho mais fácil, aquele com menos chance de erros, mas que erro é maior do que esquecer do que você quer para você?
Pode parecer imbecil da minha parte fazer toda essa reflexão a partir de um mega espetáculo produzido para mexer com a mente das pessoas, mas Lady Mama não conseguiu pensar em outra coisa para escrever que não fosse isso. Se eu sou a superstar da minha própria vida? Pensei nisso também, mas não vem ao caso agora. Quis mesmo falar desse apoio incondicional que devemos dar aos filhos e que eu farei de tudo para dar ao meu. Não fazendo mal a ninguém e nem a si próprio, ele pode querer e ser o que quiser. Engenheiro, médico, dançarino, jornalista, piloto, administrador, lutador, empresário, professor. E pode sonhar além da vida profissional. Serei sua fã número 1. Porque já tem gente demais para desacreditar. Porque nós, mães e pais, não deveríamos só acreditar nos filhos, mas ensiná-los a acreditarem em si mesmos.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Louca é a mãe!
Pode me chamar de louca, porque mulher que tem filho é mesmo. Temos uma loucura inexplicável pelo filho e ela se manisfesta das mais diversas formas. Uma delas é quando a mãe, cansada de lutar todos os dias para o filhote dormir, reza para ele aprender a embarcar sozinho com os carneirinhos. Quando ele finalmente resolve "expulsar" a mamãezinha do quarto e dormir sem nenhuma luta, a dona carente fica na porta à espreita achando que a qualquer momento vai ouvir uns passinhos em sua direção e, quando não ouve e se convence de que o neném nanou, se sente deixada de lado!
Mais louco ainda é que horas depois, após ter se conformado com o "abandono" e entrado também num sono profundo, ela escuta um chamado no meio da noite e vai lá toda carinhosa, é claro. Só que assim que vem o terceiro, o quarto e o quinto chamado, tudo que ela mais quer é ser deixada de lado! "Ai Deus, faz ele dormir sozinho...", reza antes que o próprio sono a abandone. E depois de um ir e vir na escuridão, quando sua cama volta a ficar quentinha e o silêncio se instala no quarto ao lado, vai lá só para conferir se está tudo bem. Loucura, loucura, loucura.
Mais louco ainda é que horas depois, após ter se conformado com o "abandono" e entrado também num sono profundo, ela escuta um chamado no meio da noite e vai lá toda carinhosa, é claro. Só que assim que vem o terceiro, o quarto e o quinto chamado, tudo que ela mais quer é ser deixada de lado! "Ai Deus, faz ele dormir sozinho...", reza antes que o próprio sono a abandone. E depois de um ir e vir na escuridão, quando sua cama volta a ficar quentinha e o silêncio se instala no quarto ao lado, vai lá só para conferir se está tudo bem. Loucura, loucura, loucura.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Rotina, necessidade do filho e da mãe
Desde a gravidez escuto falar nessa tal rotina. Eu sinceramente me dou bem com ela porque não sou aquela pessoa que gosta de imprevistos, embora me vire sempre. Ansiosa, como já me defini várias vezes, me sinto confortável em ter tudo planejado, mas também um pouco mais ansiosa, porque não me agrada quando não consigo cumprir aquilo tudo que propus para mim mesma, como se tivesse uma polícia da rotina em volta de mim.
Antes que pensem que sou obsessiva, neurótica ou no mínimo metódica, garanto que meus métodos funcionam e que a neurose me ronda apenas quando minhas obsessões não cessam! Brincadeirinha. Eu não me definiria com nenhuma dessas palavras, embora tenha um pouco de cada uma em mim. E quem não tem? Para isso são bons períodos de desordem total, para lidarmos com a neurótica que existe em cada uma de nós e aprendermos a ceder.
Mas fato é que há alguns dias, o dia a dia anda bem bagunçado com o filhote e comigo mesma, um espelho da minha bagunça interior. Pois não dizem que quando começamos a arrumar gavetas e armários é porque precisamos "arrumar" algo dentro da gente? Decidi arrumar tudo, inclusive o que estava fora do ideal na rotina do pequeno.
Horários eu não perco, porque para mim almoço e janta variam apenas meia hora e olhe lá, mas estava sendo um tanto quanto permissiva no que diz respeito à disciplina, àquilo que eu não quero para o Léo, mas que de tão cansada e estressada estava abrindo mão. Agora, a sargento voltou. Com equilíbrio, para que tudo fique melhor, mais organizado e calmo, mas espontâneo e com possibilidade de ajustes sempre que precisar.
Porque rotina é mesmo palavra comum nos "manuais" da maternidade, aquela imensidão de livros e reportagens que nos "ensinam" como agir com o bebê. E eu concordo que é preciso tê-la por perto. Até para poder quebrá-la de vez em quando. Só não concordo com aquela coisa de fazer o neném esperar para mamar para respeitar a rotina, porque para mim é ele quem dita a maior parte da rotina, o neném! Então isso eu nunca fiz, e recomendo. Ele mesmo foi encontrando seus horários, observado pela mamãe que muito se importa com o que é bom para ele e não só com o que se encaixa na minha "agenda". A rotina, ao meu ver, é feita em conjunto, com disciplina sim, mas com muita intuição, sensibilidade e opções.
Antes que pensem que sou obsessiva, neurótica ou no mínimo metódica, garanto que meus métodos funcionam e que a neurose me ronda apenas quando minhas obsessões não cessam! Brincadeirinha. Eu não me definiria com nenhuma dessas palavras, embora tenha um pouco de cada uma em mim. E quem não tem? Para isso são bons períodos de desordem total, para lidarmos com a neurótica que existe em cada uma de nós e aprendermos a ceder.
Mas fato é que há alguns dias, o dia a dia anda bem bagunçado com o filhote e comigo mesma, um espelho da minha bagunça interior. Pois não dizem que quando começamos a arrumar gavetas e armários é porque precisamos "arrumar" algo dentro da gente? Decidi arrumar tudo, inclusive o que estava fora do ideal na rotina do pequeno.
Horários eu não perco, porque para mim almoço e janta variam apenas meia hora e olhe lá, mas estava sendo um tanto quanto permissiva no que diz respeito à disciplina, àquilo que eu não quero para o Léo, mas que de tão cansada e estressada estava abrindo mão. Agora, a sargento voltou. Com equilíbrio, para que tudo fique melhor, mais organizado e calmo, mas espontâneo e com possibilidade de ajustes sempre que precisar.
Porque rotina é mesmo palavra comum nos "manuais" da maternidade, aquela imensidão de livros e reportagens que nos "ensinam" como agir com o bebê. E eu concordo que é preciso tê-la por perto. Até para poder quebrá-la de vez em quando. Só não concordo com aquela coisa de fazer o neném esperar para mamar para respeitar a rotina, porque para mim é ele quem dita a maior parte da rotina, o neném! Então isso eu nunca fiz, e recomendo. Ele mesmo foi encontrando seus horários, observado pela mamãe que muito se importa com o que é bom para ele e não só com o que se encaixa na minha "agenda". A rotina, ao meu ver, é feita em conjunto, com disciplina sim, mas com muita intuição, sensibilidade e opções.
Sempre tem alguns acertos e é neles que estou trabalhando. A soneca da tarde, por exemplo, está uma coisa! Dois meses depois de tirar chupeta e sem a dormidinha exatamente por causa disso, o sono vespertino resolveu voltar, mas cada dia aparece em um horário. Vamos nos acertando. Os passeios diários também estão, ou melhor, estavam muito mais presentes que as brincadeiras no quarto, no quintal... e isso me tira de casa muito tempo, me deixa muitas horas fora, sem poder cumprir o que tenho que fazer dentro de casa. Já estamos arrumando isso também, passeando uma vez por dia, para brincar mesmo, e outra só se a mamãe precisar ir ao supermercado e coisas assim. Ah, e tem a TV! Ela estava tão, mais tão presente na rotina do Léo que o impedia de descobrir e redescobrir seus brinquedos, todos ali esperando por ele. Agora, televisão voltou a ter horários.
| Antes de um ano, época em que a TV começava a entrar na rotina |
Ufa! Como me sinto melhor assim. Você mãe (neurótica, normal, disciplinada, relaxada) não se sentiria também? Eu me sinto por ver meu filho tendo um dia mais saudável, aprendendo a se entreter sem precisar sair de casa ou ligar um desenho animado. Me tranquiliza ver que estamos no começo (segundo dia para ser mais extata) e ele já parece ter entendido a mudança. Até a birra (assunto de ontem) diminuiu em 24 horas. Reclamar sempre vai, mas por incrível que pareça ele já percebeu que não vai adiantar muito, que estou decidida. E quando estou, pode saber, até Deus se convence do que quero. Ótimo. Para ele ou para mim? Acho que para os dois. Assim, colocamos em ordem a desordem externa. Vejo que é melhor para ele. E para mim, que posso ter mais tranquilidade, inclusive para arrumar umas coisinhas aqui dentro.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Fica bem que eu fico bem
Já passamos por dias de muito "não". Passou. Já passamos por dias de calmaria. Passou. Agora chegou a vez das reclamações, de ir contra tudo que mamãe fala, pede e precisa, não apenas discordando do que eu digo, mas mudando de idéia assim que eu mudo a minha, voltando atrás, mudando de novo de opinião e de novo e de novo até eu não saber mais onde tudo começou. Para quê cooperar? Pois é isso que parece passar na cabecinha do mais novo reclamão da casa.
Mais uma vez, o humor e estado de espírito da mãe conta muito na atitude do filho e como eu ando um tanto quanto pensativa e sem paciência, lá vem uma enxurrada de posturas inadequadas que vão de encontro com nada mais nada menos que minha paciência e necessidade de ficar quietinha. Nos últimos dois dias, o reizinho mal abriu os olhos e já começou a constestar. Exemplo: "Cadê meu leitinho?". Aí eu dou a mamadeira e escuto. "Não quero tomar leitinho agora". Aí eu falo que está bom e ele diz. "Eu quero tomar leitinho". Se eu eu deixar, a "discussão" continua com a vontade dele tomar ou não o leite na cama dele, na sala ou na minha cama! E tem vezes que eu não deixo e mesmo assim a história continua. Ontem, nem eu podia tomar o meu leitinho! Agarrou na minha perna e não soltava. Birra. Birra. Birra.
Eu queria entender. De verdade. Não queria ter que me conformar com o fato de ser mais uma fase ou com o que já escutei, que de agora em diante é assi mesmo. Porque machuca. De um jeito ou de outro, estou sempre às voltas com um pequenino que anda insatisfeito com tudo. Acabamos de sair de uma semana e tanto de gripe e aftas, noites sem dormir, a minha cabeça está cansada, mas isso não tem o menor sentido, porque tenho que esquecer tudo, todos os meus estresses pessoais para dar conta do estresse de uma pessoinha que aprendeu a dar patadinhas como ninguém! Fico dolorida, porque mãe quer ver filho sorrindo o tempo todo, contente, satisfeito, correndo por aí sem chorar por tudo, sem reclamar de tudo. Só quero que ele fique bem.
Pergunta que não quer calar: Por quê? E mais umas outras: Faz parte dos "terrible two"? É reflexo dos meus dias cinzas? É só para irritar a mamãe? Onde estou errando? Vai ser assim de agora em diante? Vai passar? Quando? Hoje??? Eu tento manter a calma, mas tem horas que a vontade é sentar e chorar. No fundo, eu devo saber o que é. E eu queria que não fosse. Tem uma música que diz "Hoje eu só quero que o dia termine bem". Pois eu só quero que, quando terminar o dia, eu esteja bem.
Mais uma vez, o humor e estado de espírito da mãe conta muito na atitude do filho e como eu ando um tanto quanto pensativa e sem paciência, lá vem uma enxurrada de posturas inadequadas que vão de encontro com nada mais nada menos que minha paciência e necessidade de ficar quietinha. Nos últimos dois dias, o reizinho mal abriu os olhos e já começou a constestar. Exemplo: "Cadê meu leitinho?". Aí eu dou a mamadeira e escuto. "Não quero tomar leitinho agora". Aí eu falo que está bom e ele diz. "Eu quero tomar leitinho". Se eu eu deixar, a "discussão" continua com a vontade dele tomar ou não o leite na cama dele, na sala ou na minha cama! E tem vezes que eu não deixo e mesmo assim a história continua. Ontem, nem eu podia tomar o meu leitinho! Agarrou na minha perna e não soltava. Birra. Birra. Birra.
Eu queria entender. De verdade. Não queria ter que me conformar com o fato de ser mais uma fase ou com o que já escutei, que de agora em diante é assi mesmo. Porque machuca. De um jeito ou de outro, estou sempre às voltas com um pequenino que anda insatisfeito com tudo. Acabamos de sair de uma semana e tanto de gripe e aftas, noites sem dormir, a minha cabeça está cansada, mas isso não tem o menor sentido, porque tenho que esquecer tudo, todos os meus estresses pessoais para dar conta do estresse de uma pessoinha que aprendeu a dar patadinhas como ninguém! Fico dolorida, porque mãe quer ver filho sorrindo o tempo todo, contente, satisfeito, correndo por aí sem chorar por tudo, sem reclamar de tudo. Só quero que ele fique bem.
Pergunta que não quer calar: Por quê? E mais umas outras: Faz parte dos "terrible two"? É reflexo dos meus dias cinzas? É só para irritar a mamãe? Onde estou errando? Vai ser assim de agora em diante? Vai passar? Quando? Hoje??? Eu tento manter a calma, mas tem horas que a vontade é sentar e chorar. No fundo, eu devo saber o que é. E eu queria que não fosse. Tem uma música que diz "Hoje eu só quero que o dia termine bem". Pois eu só quero que, quando terminar o dia, eu esteja bem.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Não precisa padecer, mas não diga que é tudo paraíso!
Ontem, li duas reportagens que me deixaram inquieta. Uma discutia aquele famoso jargão de que "mãe é padecer no paraíso", dando exemplos de mamães que lidam muito bem essa maternidade moderna, que não padecem em nenhum momento e sim ficam com a parte do paraíso o tempo todo. A outra matéria mostrava três tipos de mãe: a que reduziu o ritmo profissional para cuidar da cria, a que não mudou nada de início mas depois resoveu trabalhar de casa e em casa, e outra que continuou na pauleira o tempo todo e não se arrepende em nenhum momento.
Na primeira reportagem, todas as mães ali retratadas falavam de como é importante para a mulher equilibrar os pratinhos da maternidade atual, cuidando dos filhos, marido, casa, de si e ainda trabalhando fora. Quase todas passaram a imagem de que não só é possível, como é muito fácil fazer isso! Apenas uma afirmou ser complicada essa tarefa, ainda que ela consiga cumprí-la. Na outra matéria, o tom foi o mesmo, de que abdicar de carreira ou momentos em salão de cabeleireiro é um absurdo nos dias de hoje, nada saudável para mães e nem para filhos. Tudo, tudo, em ambos os textos, dava a entender que é tão colorida essa maternidade de hoje em dia... E eu me perguntando se era aquilo mesmo que eu estava lendo!
Ok. Não acho que seja impossível nós carregarmos o mundo nas costas e ainda sorrirmos para ele. Mulher, ainda mais quando tem filhos, possui mesmo essa força e capacidade de fazer tudo ao mesmo tempo, prestando atenção em cada detalhe e fazendo muito bem feito. Mas espere aí, não diga que não há dificuldades, que não somos constantemente acompanhadas pelo sentimento de culpa ou pela frustração de não cumprirmos essa ou aquela missão de forma exemplar. Só eu que enfrento problemas em fazer tudo? Só eu que penso duas vezes antes de reservar qualquer minuto para mim? O problema é comigo??? A neurótica que se cobra o tempo todo sou eu?
Pode até ser que meu jeito de lidar com as coisas dificulte um pouquinho mais para o meu lado, mas conheço outras mães que também não tem medo nenhum de mostrar suas fraquezas e que pulam obstáculos diariamente para dar conta do que precisam. Umas trabalham fora e se contorcem para levar na escola, na natação e estar presente à noite. Outras, como eu, escolheram ficar em casa por um bom tempo e, mesmo assim, também torcem e retorcem para não deixar nada para trás. Agora, não me venha com essa história de que é tudo fácil e sem estresse porque não é. Não me diga que ir ao salão de beleza toda semana, à academia, ao trabalho e ao barzinho, tudo junto, não é complicado com uma criança de dois ou três anos em casa. Não fale que fica em paz o tempo todo fazendo tudo isso, vendo seu pequeno só à noite ou ficando fora do país por quase 1 mês de "lua de mel" enquanto seu filho de 1 ano e pouco permanece na casa dos avós. Há mulheres que conseguem mesmo tirar de letra a nova vida, que não enxergam problema em quase nada, que sofrem menos com a culpa ou que são forçadas pelas circunstâncias a fazer isso, mas não diga que elas não enfrentam nenhuma dificuldade, que não pensam e repensam suas escolhas e que não se sentem desconfortáveis com algumas delas!
Creio que é possível nos organizarmos melhor, priorizarmos as coisas certas e nos cobrarmos menos para vivenciar uma maternidade deliciosa, mas, por favor, não pregue que ser mãe, ainda mais na loucura atual, é viver num mundo cor de rosa e azul, porque não é! Tem uma mãe blogueira que usa bastante essa idéia, de que existe um lado mais escurinho dessa experiência magnífica, e existe mesmo! Experimentamos dificuldades sim e não é problema nenhum dizer isso, ou é? Porque, assim como em tudo na vida, não é porque há um lado menos positivo, que deixamos de experimentar o lado mais que positivo no ato de ser mãe! A maternidade é maravilhosa, não canso de dizer, mas ser mãe hoje em dia é também viver em um mundo de cobranças externas e internas e equilibrar só esses dois fatores na balança já não é tarefa fácil. E, reportagens assim, com esse tom de "se você não consegue é porque não quer", só nos faz nos cobrar ainda mais! Eu mesma estou aqui, ainda pensando se eu é que sou incompetente, se aquelas são supermães ou se não é nenhuma coisa nem outra... Acho que dá sim para não padecer (aliás não gosto dessa palavra), mas tenho certeza que nem tudo é paraíso! E, se essas mulheres não falaram mais sobre isso, deve ser porque ninguém perguntou! Ou porque não quiseram falar. Ou porque eu não vivo no mesmo mundo que o delas. Ou porque, se vivo, ainda tenho muito que aprender.
Na primeira reportagem, todas as mães ali retratadas falavam de como é importante para a mulher equilibrar os pratinhos da maternidade atual, cuidando dos filhos, marido, casa, de si e ainda trabalhando fora. Quase todas passaram a imagem de que não só é possível, como é muito fácil fazer isso! Apenas uma afirmou ser complicada essa tarefa, ainda que ela consiga cumprí-la. Na outra matéria, o tom foi o mesmo, de que abdicar de carreira ou momentos em salão de cabeleireiro é um absurdo nos dias de hoje, nada saudável para mães e nem para filhos. Tudo, tudo, em ambos os textos, dava a entender que é tão colorida essa maternidade de hoje em dia... E eu me perguntando se era aquilo mesmo que eu estava lendo!
Ok. Não acho que seja impossível nós carregarmos o mundo nas costas e ainda sorrirmos para ele. Mulher, ainda mais quando tem filhos, possui mesmo essa força e capacidade de fazer tudo ao mesmo tempo, prestando atenção em cada detalhe e fazendo muito bem feito. Mas espere aí, não diga que não há dificuldades, que não somos constantemente acompanhadas pelo sentimento de culpa ou pela frustração de não cumprirmos essa ou aquela missão de forma exemplar. Só eu que enfrento problemas em fazer tudo? Só eu que penso duas vezes antes de reservar qualquer minuto para mim? O problema é comigo??? A neurótica que se cobra o tempo todo sou eu?
Pode até ser que meu jeito de lidar com as coisas dificulte um pouquinho mais para o meu lado, mas conheço outras mães que também não tem medo nenhum de mostrar suas fraquezas e que pulam obstáculos diariamente para dar conta do que precisam. Umas trabalham fora e se contorcem para levar na escola, na natação e estar presente à noite. Outras, como eu, escolheram ficar em casa por um bom tempo e, mesmo assim, também torcem e retorcem para não deixar nada para trás. Agora, não me venha com essa história de que é tudo fácil e sem estresse porque não é. Não me diga que ir ao salão de beleza toda semana, à academia, ao trabalho e ao barzinho, tudo junto, não é complicado com uma criança de dois ou três anos em casa. Não fale que fica em paz o tempo todo fazendo tudo isso, vendo seu pequeno só à noite ou ficando fora do país por quase 1 mês de "lua de mel" enquanto seu filho de 1 ano e pouco permanece na casa dos avós. Há mulheres que conseguem mesmo tirar de letra a nova vida, que não enxergam problema em quase nada, que sofrem menos com a culpa ou que são forçadas pelas circunstâncias a fazer isso, mas não diga que elas não enfrentam nenhuma dificuldade, que não pensam e repensam suas escolhas e que não se sentem desconfortáveis com algumas delas!
Creio que é possível nos organizarmos melhor, priorizarmos as coisas certas e nos cobrarmos menos para vivenciar uma maternidade deliciosa, mas, por favor, não pregue que ser mãe, ainda mais na loucura atual, é viver num mundo cor de rosa e azul, porque não é! Tem uma mãe blogueira que usa bastante essa idéia, de que existe um lado mais escurinho dessa experiência magnífica, e existe mesmo! Experimentamos dificuldades sim e não é problema nenhum dizer isso, ou é? Porque, assim como em tudo na vida, não é porque há um lado menos positivo, que deixamos de experimentar o lado mais que positivo no ato de ser mãe! A maternidade é maravilhosa, não canso de dizer, mas ser mãe hoje em dia é também viver em um mundo de cobranças externas e internas e equilibrar só esses dois fatores na balança já não é tarefa fácil. E, reportagens assim, com esse tom de "se você não consegue é porque não quer", só nos faz nos cobrar ainda mais! Eu mesma estou aqui, ainda pensando se eu é que sou incompetente, se aquelas são supermães ou se não é nenhuma coisa nem outra... Acho que dá sim para não padecer (aliás não gosto dessa palavra), mas tenho certeza que nem tudo é paraíso! E, se essas mulheres não falaram mais sobre isso, deve ser porque ninguém perguntou! Ou porque não quiseram falar. Ou porque eu não vivo no mesmo mundo que o delas. Ou porque, se vivo, ainda tenho muito que aprender.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Feliz filho!
Terceiro dia das mães que comemoro junto à criatura mais doce que, graças a ela, faço parte deste "seleto grupo". A felicidade é imensa em me ver como mãe. Em me sentir mãe, em pensar como mãe, em agir como mãe, em ser mãe. Palavrinha mágica que transforma a vida de uma mulher. A vida, desculpe o clichê, se divide em antes e depois.
Antes, eu era uma menina-mulher, que adorava ganhar presentes em datas comemorativas. Pensava em construir uma família, mas nunca imaginava que ela estava tão próxima de mim. Amava a idéia de ter filhos, no plural mesmo, mas nem em sonho conseguiria saber como é ter filhos, de verdade. Queria trabalhar muito, correr atrás dos meus sonhos, ter roupas que me deixassem bonita, estar sempre de unhas feitas, corpinho em forma, brincos grandes para me enfeitar. Dormia muito (quando podia), assistia a muitos filmes românticos, fazia (um pouco) de exercício, curtia os encontros de família e, por mais que eu sempre tenha sido muito crítica comigo mesma, achava que sabia tudo o que estava fazendo.
Depois, hum, depois... Não consigo descrever esse depois. Não encontro palavras para falar sobre como sou agora. Há dois anos e dois meses mãe, sou uma mulher diferente. Melhor, ouso dizer. Um dia, filho, você vai estudar metamorfose e, talvez, consiga imaginar o que estou falando. Talvez entenda quando sua mulher tiver filhos. Ou quando sua filha tiver filhos. Mas, olha, sinceramente não preciso que ninguém entenda, nem você, amor. Porque essa é a transformação mais maravilhosa e única que eu poderia passar e, "só" de ter me tornado mãe, já me sinto plena. Ganhei o melhor e maior presente que poderia (não é à toa que essa frase e outras semelhantes que usarei a seguir também são clichês). Ganhei um "agradinho" que nenhum cartão de crédito no mundo pode bancar. Algo que não tem valor e, por essa razão, não há nada que faça eu me sentir mais valorizada do que isso... Não me importo em ganhar algo valioso no dia das mães (por mais que eu ame ver você todo contente com um pacotinho nos braços para me dar...), porque o meu maior presente é poder ter dia das mães! Invenção ou não do mundo capitalista, é um diazinho especial que acaricia nosso ego materno e que, principalmente, nos lembra de como é indescritível essa tal maternidade!
É claro que acho importante valorizar e presentear quem a gente ama e ensinar a você, meu filho, o quanto isso é gostoso, mas mais importante é ensinar que presente não precisa ser comprado para ser presente e que valor é a gente que dá... O seu sorriso, o seu olhar, a sua mãozinha segurando a minha, os apelidos carinhosos que me chama, a sua respiração, a sua saúde, a sua companhia: você, filho, é o meu presente! É o que eu, mãe, valorizo!
Então, por mais frustrados que fiquem os donos de lojas, não me importa presente, só comemorar. Festejar o dia das mães, mas também todos os outros dias, porque não há um sequer que eu deixo ou queria deixar de ser mãe! E nenhunzinho que eu não experimente esse amor, incondicional e transformador. Obrigada filho. Muito obrigada. Por eu não me importar mais com o que não tem sentido, por eu ter me tornado mulher sem deixar de ser menina. Obrigada por eu ter a minha família, por saber o que é ter filho, trabalhar muito mesmo que não seja profissionalmente, correr atrás dos meus sonhos impulsionada pelo que eu sonho para você, não precisar de roupa nenhuma para parecer bonita ao seus olhos, por eu nem sempre estar de unhas pintadas mas sempre ter alguém para bagunçar os meus esmaltes, por eu gastar calorias brincando de pega-pega, por ter constatado que brincos pequenos podem não só deixar de te machucar como me deixar linda. Obrigada por eu ter aprendido a dormir menos, a valorizar os cochilos ao seu lado, a assistir a desenhos que me fazem chorar, por eu me arrepender de não ter cuidado mais do meu corpo antes, por não precisar de encontros para curtir a família e por, apesar de agora sim ser a melhor amiga da da auto-crítica, perceber que nem sempre preciso saber tudo o que estou fazendo.
Outras mães sabem do que estou falando. Outros filhos também ensinaram a elas como a felicidade é logo ali. Desejo um feliz dia das mães a todas, mas sei que nem é preciso desejar, porque, por sermos mães, mesmo cansadas, estressadas, atarefadas, perdidas, culpadas, somos felizes todos os dias! E que melhor que desejar um dia das mães feliz, é desejar que os filhos de todas elas sejam felizes, pois isso alegra a alma, o coração e o dia de qualquer mãe. E para aquelas que ainda não são mães e nem se imaginam sendo, também tenho um desejo... Que um dia encontrem essa felicidade que só um filho pode dar (perdoem, mas é verdade). Então, a todas as mães e futuras mamães: feliz filho!
Antes, eu era uma menina-mulher, que adorava ganhar presentes em datas comemorativas. Pensava em construir uma família, mas nunca imaginava que ela estava tão próxima de mim. Amava a idéia de ter filhos, no plural mesmo, mas nem em sonho conseguiria saber como é ter filhos, de verdade. Queria trabalhar muito, correr atrás dos meus sonhos, ter roupas que me deixassem bonita, estar sempre de unhas feitas, corpinho em forma, brincos grandes para me enfeitar. Dormia muito (quando podia), assistia a muitos filmes românticos, fazia (um pouco) de exercício, curtia os encontros de família e, por mais que eu sempre tenha sido muito crítica comigo mesma, achava que sabia tudo o que estava fazendo.
| O presente mais valioso... |
É claro que acho importante valorizar e presentear quem a gente ama e ensinar a você, meu filho, o quanto isso é gostoso, mas mais importante é ensinar que presente não precisa ser comprado para ser presente e que valor é a gente que dá... O seu sorriso, o seu olhar, a sua mãozinha segurando a minha, os apelidos carinhosos que me chama, a sua respiração, a sua saúde, a sua companhia: você, filho, é o meu presente! É o que eu, mãe, valorizo!
Então, por mais frustrados que fiquem os donos de lojas, não me importa presente, só comemorar. Festejar o dia das mães, mas também todos os outros dias, porque não há um sequer que eu deixo ou queria deixar de ser mãe! E nenhunzinho que eu não experimente esse amor, incondicional e transformador. Obrigada filho. Muito obrigada. Por eu não me importar mais com o que não tem sentido, por eu ter me tornado mulher sem deixar de ser menina. Obrigada por eu ter a minha família, por saber o que é ter filho, trabalhar muito mesmo que não seja profissionalmente, correr atrás dos meus sonhos impulsionada pelo que eu sonho para você, não precisar de roupa nenhuma para parecer bonita ao seus olhos, por eu nem sempre estar de unhas pintadas mas sempre ter alguém para bagunçar os meus esmaltes, por eu gastar calorias brincando de pega-pega, por ter constatado que brincos pequenos podem não só deixar de te machucar como me deixar linda. Obrigada por eu ter aprendido a dormir menos, a valorizar os cochilos ao seu lado, a assistir a desenhos que me fazem chorar, por eu me arrepender de não ter cuidado mais do meu corpo antes, por não precisar de encontros para curtir a família e por, apesar de agora sim ser a melhor amiga da da auto-crítica, perceber que nem sempre preciso saber tudo o que estou fazendo.
Outras mães sabem do que estou falando. Outros filhos também ensinaram a elas como a felicidade é logo ali. Desejo um feliz dia das mães a todas, mas sei que nem é preciso desejar, porque, por sermos mães, mesmo cansadas, estressadas, atarefadas, perdidas, culpadas, somos felizes todos os dias! E que melhor que desejar um dia das mães feliz, é desejar que os filhos de todas elas sejam felizes, pois isso alegra a alma, o coração e o dia de qualquer mãe. E para aquelas que ainda não são mães e nem se imaginam sendo, também tenho um desejo... Que um dia encontrem essa felicidade que só um filho pode dar (perdoem, mas é verdade). Então, a todas as mães e futuras mamães: feliz filho!
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Blogosfera materna: tem alguma mãe aí?
Já escrevi sobre o blogar materno, mas relembro para quem não quiser clicar aqui e ler que acredito que cada mãe tem seus motivos para criar um blog, passando pela necessidade de conversar com alguém que esteja vivendo a mesma situação, pela vontade de ajudar, compartilhar, conscientizar e se informar, ou pelo desejo de relatar os passos do bebê para familiares, amigos distantes e até desconhecidos. Assumam, há uma superexposição, da mesma forma que não há. A decisão é da mãe blogueira, direito adquirido de imediato!
Um dos principais motivos porque eu decidi fazer parte dessa rede é querer escrever sobre a vida de mãe, as vivências, a minha visão das coisas depois que tive filho, para que leiam, é claro. Mas, por mais experiências que eu descreva (afinal me inspiro nelas), o intuito não é registrar nada. Não quero escrever para guardar na gaveta, nem na memória, nem no espaço virtual e sim porque gosto de colocar em palavras aquilo que penso, vejo e vivo com a maternidade, passando informações estimulando reflexões, despertando emoções. Além de mãe, sou jornalista e, por isso mesmo, escrevo para alguém ler, afinal seria um crime contra mim mesma eu pensar em não ser lida, embora às vezes eu tenha certeza de que isso aconteça! Foi por isso que escolhi a Internet, afinal é o meio mais rápido de alguém entrar em contato com aquilo que você produz. Como jornalista também pensei em outros assuntos para digitar loucamente, mas, como mãe apaixonada, nenhum outro tema me despertou tanta vontade de blogar. Até então, pouco me interessavam blogs, tenho que admitir. E, quando decidi criar o meu, nem imaginava que outras tantas mães já faziam o mesmo e outras tantas estavam prestes a começar, de formas distintas, mas sobre um mesmo assunto. Pensava que iria encontrar leitoras, mas descobri mulheres dispostas também a escrever, interagir, criticar, elogiar, compartilhar. Universo materno inesperado para mim até o momento em que conheci o blog de uma amiga e vi aquela lista de ambientes virtuais maternos imensa ali ao lado...
O Vida da Mami só tem meio ano de vida, eu ainda nem sei se esse é o nome que quero para ele e ainda me faço outras perguntas. Uma delas é se tem alguma mãe aí. Tem? É claro que sei que tem, que recebo alguns poucos comentários, sugestões e visitas singelas. É que quando se escreve e não guarda na gaveta ou manda pelo correio, parece que você envia aquilo tudo para um imenso vazio, publica para ninguém e ao mesmo tempo para todo o mundo, agrada e desagrada muitas vezes sem saber, trabalha sem ganhar e ao mesmo tempo ganhando tanto, deixa a roupa e louça para depois, para quê mesmo? Tem sempre uma, pelo menos uma mãe aí... E tem sempre uma, pelo menos uma mãe aqui, criando, pensando, digitando, se esforçando para não deixar esse espaço vazio, para participar de uma blogagem coletiva, enfim, para dar conta de mais uma tarefinha dentro da rotina puxadíssima da mãe moderna!
Essa "nova" missão é bem materna, temos que convir, porque, além de cuidarmos do blog como um filhotinho, nos dedicamos a ele porque somos... mães. Porque queremos falar sobre isso. Porque queremos ler sobre isso. E não seria essa uma maneira de ir contra aos milhares de manuais que nos ditam regras, como se disséssemos algo do tipo: "Ei, esperem aí, estou aqui, não me diga o que funciona porque eu sou mãe e tenho muito a dizer sobre isso..."? Ou será que só queremos viver a maternidade de todas as maneiras, reais ou virtuais, com todas as ocupações que ela nos permitir, aprendendo com livros antigos, reportagens atuais e, porque não, com as novas mídias? Respondam vocês, donas das mãos que cuidam dessa nova tarefa (ops!), esfera materna. Se tiver alguma mãe aí...
quarta-feira, 4 de maio de 2011
O penico não pinica mais
Há exatos dois meses, senhor L experimentou fazer xixi pela primeira vez no penico. O utensílio entrou no banheiro quando o pequeno tinha um ano e oito meses, mas eu nem pretendia que ele usasse o tal antes dos dois anos, a idade considerada ideal para o desfralde. Íamos só treinando, estimulando ele a sentar e ver um livrinho. Levávamos todos os brinquedos até lá se precisasse! Mas nenhum sinal de querer usar o local para a coisa certa...
Dois dias antes de Leco completar dois anos, eu estava enchendo a banheira para o banho e, enquanto permanecia de costas, o garotão fez seu primeiro xixi no seu troninho de livre e espontânea vontade... e em pé! Eu, que li e reli tanto texto sobre como tirar a fralda, nem imaginava que menino podia fazer em pé desde cedo! Sempre o colocava sentado, mas não é que ele se descobriu confortável como a natureza masculina manda? Ajudou ver o papai algumas vezes no banheiro...
Ele passou a se recusar a sentar no penico dali em diante como se o penico pinicasse, o que dificultou a segunda etapa (aquela que se faz sentada), mas tirei a fralda mesmo assim. Chega de limpar o chão com álcool, chega de trocar fralda, chega!!! A cuequinha aparece molhada às vezes quando a distração é maior que a iniciativa de chamar à mãe e aparece sujinha também, mas levo numa boa, como algo que já já vai passar. E está funcionando. Tive sim que lavar muita roupa, mas fui falando que ele deveria ir ao banheiro (para reduzir meu campo de atuação com o pano) e quando ele já estava indo sozinho até lá, há quinze dias, ele resolveu sentar no penico e fazer o que estava com vontade. Mal terminou e me chamou todo feliz: "Óia mãe o que eu fiz". Repeti a cena de pulos e palmas que protagonizei na estréia do xixi e desde então a histórinha se repetiu mais três vezes.
É ou não é uma esperança para mães que estão passando por essa fase ou que ainda irão passar? E, vocês que já passaram, é ou não é um alívio ler tudo isso e lembrar que já foi? Porque me digam, quem vai ou quem já foi: esta não é a fase que queremos que passe mais rápido??? Por aqui, o penico não pinica mais, ele já contou ao pediatra que não "tem mais fralda" e eu achei o máximo comprar uma cueca boxer (aquela das perninhas). Passeios na cidade, no supermercado e até viagens de uma hora fazemos sem fralda, sem nenhum incidente! Agora falta tirar à noite, mas essa etapa quero esperar. Esperar o frio passar, ele tomar menos leite de madrugada e a fralda começar a amanhecer seca... Aí, termino a saga do desfralde!
Dois dias antes de Leco completar dois anos, eu estava enchendo a banheira para o banho e, enquanto permanecia de costas, o garotão fez seu primeiro xixi no seu troninho de livre e espontânea vontade... e em pé! Eu, que li e reli tanto texto sobre como tirar a fralda, nem imaginava que menino podia fazer em pé desde cedo! Sempre o colocava sentado, mas não é que ele se descobriu confortável como a natureza masculina manda? Ajudou ver o papai algumas vezes no banheiro...
Ele passou a se recusar a sentar no penico dali em diante como se o penico pinicasse, o que dificultou a segunda etapa (aquela que se faz sentada), mas tirei a fralda mesmo assim. Chega de limpar o chão com álcool, chega de trocar fralda, chega!!! A cuequinha aparece molhada às vezes quando a distração é maior que a iniciativa de chamar à mãe e aparece sujinha também, mas levo numa boa, como algo que já já vai passar. E está funcionando. Tive sim que lavar muita roupa, mas fui falando que ele deveria ir ao banheiro (para reduzir meu campo de atuação com o pano) e quando ele já estava indo sozinho até lá, há quinze dias, ele resolveu sentar no penico e fazer o que estava com vontade. Mal terminou e me chamou todo feliz: "Óia mãe o que eu fiz". Repeti a cena de pulos e palmas que protagonizei na estréia do xixi e desde então a histórinha se repetiu mais três vezes.
É ou não é uma esperança para mães que estão passando por essa fase ou que ainda irão passar? E, vocês que já passaram, é ou não é um alívio ler tudo isso e lembrar que já foi? Porque me digam, quem vai ou quem já foi: esta não é a fase que queremos que passe mais rápido??? Por aqui, o penico não pinica mais, ele já contou ao pediatra que não "tem mais fralda" e eu achei o máximo comprar uma cueca boxer (aquela das perninhas). Passeios na cidade, no supermercado e até viagens de uma hora fazemos sem fralda, sem nenhum incidente! Agora falta tirar à noite, mas essa etapa quero esperar. Esperar o frio passar, ele tomar menos leite de madrugada e a fralda começar a amanhecer seca... Aí, termino a saga do desfralde!
terça-feira, 3 de maio de 2011
Gripe
Não é a primeira e tenho certeza que não será a última vez que ficamos doentes por aqui. O verbo "ficar" está no plural porque quando mamãe pega gripe, filhinho também pega e vice-versa. Dificilmente isso não acontece! Mas, que mãe não passa por isso, ou melhor, não pega isso? Essa gripe, resfriado, rinite, sinusite e outras "ites" que surgem assim que chega o frio? Agasalha o filho mamãe, mas não esquece de você...
O dodói já estava me rondando e bastou um domingo ao ar livre, com vento e chuva para ele tomar conta do corpo, do humor e até do meu filho. É claro que o rapazinho estava mais do que agasalhado no dia D, mas quem disse que isso basta? Correr adoidado com a amiguinha, ficar suadinho, tomar vento na cara e correr na grama molhada até ensopar o tênis acho que não é uma combinação perfeita!
Então, faz inalação, pinga sorinho no nariz, mamãe toma remédio, filhinho descongestionante e paciência! Passa, ah se passa! Mas o que não passa é a energia do pequeno que quer passear e brincar com a mãe destruída. Pelo menos um de nós não caiu de cama de fato, mas um de nós certamente queria cair na cama e agora!
O dodói já estava me rondando e bastou um domingo ao ar livre, com vento e chuva para ele tomar conta do corpo, do humor e até do meu filho. É claro que o rapazinho estava mais do que agasalhado no dia D, mas quem disse que isso basta? Correr adoidado com a amiguinha, ficar suadinho, tomar vento na cara e correr na grama molhada até ensopar o tênis acho que não é uma combinação perfeita!
Então, faz inalação, pinga sorinho no nariz, mamãe toma remédio, filhinho descongestionante e paciência! Passa, ah se passa! Mas o que não passa é a energia do pequeno que quer passear e brincar com a mãe destruída. Pelo menos um de nós não caiu de cama de fato, mas um de nós certamente queria cair na cama e agora!
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Quando começam as perguntas
Imagine a cena: você, mamãe, no caixa do supermercado junto à sua filha de cinco anos que resolve pedir um chiclete diferente apontando para uma embalagem de preservativos. "Olha mãe, esse eu não conheço, é sabor morango". Mãe atônita sem saber o que fazer, diz que não é chiclete, o que só piora a situação, já que a pergunta óbvia é: "O que é então?".
A moça do caixa quase não segura o óculos na cara de tanto chorar de rir e um senhor que está atrás até sai de perto. A mamãe, tentando agir com naturalidade, diz que é coisa de adulto enquanto a filha insiste em saber o que é, se direcionando à atendente: "Já sei, quando minha mãe faz essa cara é porque a gente conversa lá em casa, mas quando chega lá ela me enrola e não me fala! Fala mãe, o que é isso?". A mãezona, então, resolve lembrar que filhos chegam quando o papai do céu manda para a gente, mas que quando ainda não é hora, "papai usa isso". "E papai do céu sabe mãe?", pergunta a curiosa. "Sim, ele sabe que não é para mandar o bebê", responde a mãe crente que encerraria o assunto. A garotinha esperta pega a embalagem, tenta lê o que diz atrás, joga o pacotinho na esteira do caixa e pergunta brava: "Ah, então me diz como meu pai cabe aqui. Como que ele entra aí?". Aí, não teve jeito a não ser mudar totalmente de assunto... "Hum, acho que estou com dúvida sobre a capital da Alemanha", diz a mulher mais vermelha que o pimentão da sacola, sugerindo uma brincadeira capaz de entreter a filha por horas.
Dessa vez deu certo, mas e se as perguntas não parassem? Eu disse à mãe que me contou essa história que eu pegaria o pacotinho e diria: "Ok, vamos levar para a casa que lá eu explico melhor". Restaria saber como eu explicaria para uma menininha de cinco anos! Eu não sou nem um pouco careta e acredito que com naturalidade tudo fica simples, mas dessa eu iria suar para me sair bem.
Crianças fazem cada perguntinha que só rindo e muito! Mais um exemplo foi uma menina de dois anos e meio que perguntou à mãe porque faz xixi diferente do pai... A mãe respondeu com as palavras que encontrou e eis que a menina repete assim que vê um menino no penico. "Menino tem pipi para fora e menina para dentro!". E não é? E aquela menina da história do supermercado fez pior, ou melhor, depende do ponto de vista. A mãe estava na farmácia com ela e com uma amiguinha pedindo ao farmacêutico um pacote de absorvente, urgência de útima hora. A amiguinha perguntou o que era, entendeu que era sorvete e começou a gritar que queria também. A filha se adiantou à mãe e disse logo: "Não é sorvete, é absorvente. Você nunca viu não? Não sai sangue da xexeca da sua mãe?". Desculpem, mas eu tive que usar as mesmas palavras...
Meu filho ainda não fez nenhuma pergunta muito difícil. A única mais íntima, digamos assim, foi referente ao absorvente. A minha resposta foi simples: "É a fralda da mamãe". Depois pensei: "Se eu disse que ele está grande e não precisa mais de fralda, por que eu preciso?". Ainda bem que ele não fez essa conexão ou, se fez, ainda não verbalizou.
Mas outro dia, brincando no parquinho, não precisou de pergunta nenhuma para eu ficar sem graça. Havia um garoto de quatro anos por lá, só que ele tinha cabelos bem compridos, no meio das costas. Meu filho, espontaneamente chamava o menino assim: "Menina, vem cá. Amiga, amiga, vem aqui". Para o Leco, cabelo grande é de mulher, oras! E ninguém ensinou isso a ele, é o que ele vê. Se eu que já vi um repertório razoavelmente grande de estilos, cheguei a ter dúvidas, imagine se meu pequeno de dois anos iria saber. Eu perguntei três vezes para o cabeludinho qual era seu nome só para não errar e a reposta sempre era "Gabriel", mesmo eu jurando que estava escutando "Gabriel...a". O menino ficou chateado porque foi chamado de menina, mas eu expliquei que meu filho era pequeno ainda, que tinha dois anos e que por isso tinha confundido. Não, não foi bulling! Ao mesmo tempo, explicava ao Léo: "Filho, é menino, é amigo". Quem disse que ele entendeu? Quem disse que essa foi a única situação constrangedora que irei passar? Tenho certeza que muitas outras ainda estão por vir. E espero me divertir com todas elas... Não confundindo menino com menina já está ótimo!
A moça do caixa quase não segura o óculos na cara de tanto chorar de rir e um senhor que está atrás até sai de perto. A mamãe, tentando agir com naturalidade, diz que é coisa de adulto enquanto a filha insiste em saber o que é, se direcionando à atendente: "Já sei, quando minha mãe faz essa cara é porque a gente conversa lá em casa, mas quando chega lá ela me enrola e não me fala! Fala mãe, o que é isso?". A mãezona, então, resolve lembrar que filhos chegam quando o papai do céu manda para a gente, mas que quando ainda não é hora, "papai usa isso". "E papai do céu sabe mãe?", pergunta a curiosa. "Sim, ele sabe que não é para mandar o bebê", responde a mãe crente que encerraria o assunto. A garotinha esperta pega a embalagem, tenta lê o que diz atrás, joga o pacotinho na esteira do caixa e pergunta brava: "Ah, então me diz como meu pai cabe aqui. Como que ele entra aí?". Aí, não teve jeito a não ser mudar totalmente de assunto... "Hum, acho que estou com dúvida sobre a capital da Alemanha", diz a mulher mais vermelha que o pimentão da sacola, sugerindo uma brincadeira capaz de entreter a filha por horas.
Dessa vez deu certo, mas e se as perguntas não parassem? Eu disse à mãe que me contou essa história que eu pegaria o pacotinho e diria: "Ok, vamos levar para a casa que lá eu explico melhor". Restaria saber como eu explicaria para uma menininha de cinco anos! Eu não sou nem um pouco careta e acredito que com naturalidade tudo fica simples, mas dessa eu iria suar para me sair bem.
Crianças fazem cada perguntinha que só rindo e muito! Mais um exemplo foi uma menina de dois anos e meio que perguntou à mãe porque faz xixi diferente do pai... A mãe respondeu com as palavras que encontrou e eis que a menina repete assim que vê um menino no penico. "Menino tem pipi para fora e menina para dentro!". E não é? E aquela menina da história do supermercado fez pior, ou melhor, depende do ponto de vista. A mãe estava na farmácia com ela e com uma amiguinha pedindo ao farmacêutico um pacote de absorvente, urgência de útima hora. A amiguinha perguntou o que era, entendeu que era sorvete e começou a gritar que queria também. A filha se adiantou à mãe e disse logo: "Não é sorvete, é absorvente. Você nunca viu não? Não sai sangue da xexeca da sua mãe?". Desculpem, mas eu tive que usar as mesmas palavras...
Meu filho ainda não fez nenhuma pergunta muito difícil. A única mais íntima, digamos assim, foi referente ao absorvente. A minha resposta foi simples: "É a fralda da mamãe". Depois pensei: "Se eu disse que ele está grande e não precisa mais de fralda, por que eu preciso?". Ainda bem que ele não fez essa conexão ou, se fez, ainda não verbalizou.
Mas outro dia, brincando no parquinho, não precisou de pergunta nenhuma para eu ficar sem graça. Havia um garoto de quatro anos por lá, só que ele tinha cabelos bem compridos, no meio das costas. Meu filho, espontaneamente chamava o menino assim: "Menina, vem cá. Amiga, amiga, vem aqui". Para o Leco, cabelo grande é de mulher, oras! E ninguém ensinou isso a ele, é o que ele vê. Se eu que já vi um repertório razoavelmente grande de estilos, cheguei a ter dúvidas, imagine se meu pequeno de dois anos iria saber. Eu perguntei três vezes para o cabeludinho qual era seu nome só para não errar e a reposta sempre era "Gabriel", mesmo eu jurando que estava escutando "Gabriel...a". O menino ficou chateado porque foi chamado de menina, mas eu expliquei que meu filho era pequeno ainda, que tinha dois anos e que por isso tinha confundido. Não, não foi bulling! Ao mesmo tempo, explicava ao Léo: "Filho, é menino, é amigo". Quem disse que ele entendeu? Quem disse que essa foi a única situação constrangedora que irei passar? Tenho certeza que muitas outras ainda estão por vir. E espero me divertir com todas elas... Não confundindo menino com menina já está ótimo!
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