Ele (a) dorme bem? Perguntinha chave na conversa entre mães. Variações típicas ou frases que vem em seguida são: Dorme a noite toda? Acorda muito ainda? Ele (a) ainda mama de madrugada? E acorda cedo? Dorme à tarde? Mas você cansa ele (a)? Leva para brincar? Ele (a) vai para a escolinha? Ahá! É nessa última pergunta que mora a esperança... Porque é lá, nesse "santo" lugar que as mães depositam boa parte da responsabilidade pelo sono da criança. Se seu filho não dorme bem, mães afirmam que um dia vai dormir! No dia em que for para a escolinha!
Acho injusto fazer meu filhote esperar por essa data. Quem coloca na escola com meses ainda vá lá, mas e quem espera dois, três anos, para matricular o rebento? Arrebenta com a rotina e saúde de todos da casa? Eu faço parte do grupo que espera para levar o pequeno ao "parquinho escolar" e que faz de tudo e mais um pouco para "cansar" a fera no parquinho domiciliar ou aquele que fica logo ali, ao atravessar a rua. Mas não digo que é fácil. Não é.
Dias atrás revelei aqui que meu molequinho anda um pimentinha. Mo-le-que. Pi-men-ta. Em casa, nada é suficientemente divertido para entretê-lo se não for uma daquelas brincadeiras em que mãe tem que esquecer de tudo que tem para fazer e rolar como menino no chão. Fora de casa, pode andar quilômetros baby que não cansa! Pode até querer tirar um cochilo, mas energia volta a toda depois que acorda. E se não cochila, não pense que às oito dorme, porque a noite é uma criança, e nem um pouco interessada em ir para a cama!
Isso me faz pensar nessa tal escola. Será que ela vai resolver o meu, digamos, problema? Será que resolve o problema de alguém? Muitas mães já me disseram que sim, umas falaram que nem tanto. Isso só me faz ter mais certeza de que é bacana esperar um cansaço saudável do pequeno quando ele começa a frequentar a escola, mas que mais bacana é cuidar do processo cansar-descansar em casa, antes de qualquer rotina escolar chegar. Porque nos casos em que fiquei sabendo que a escola cooperou, a criança já dormia, acordava e cochilava em horários próximos dos ideais dos pais. Nos casos em que mães me tiraram a esperança e simplesmente disseram que nada, nada mudou no sono do novo aluninho, a razão foi dita por elas mesmas, quase que sem perceber. "Ele sempre dormiu tarde"ou "Ele nunca dormiu cedo".
Graças a Deus, a mim, ao papai ou ao Léo mesmo, ele já dormiu cedo por muito tempo. Por quase dois anos, a rotina era estar no berço ou na cama às nove da noite e dormir em no máximo, meia hora. Fins de semana e dias atípicos não contam certo? Me esforçava, assumo, pois nunca foi fácil fazê-lo dormir mesmo seguindo todas as recomendações de "sucesso", mas mantivemos esse acordo com os carneirinhos com todo esse esforço até pouco tempo atrás. E se de uns meses para cá, a coisa mudou, não fui eu a culpada! O organismo do Léo parece que mudou o ritmo de repente, ou aos poucos, não sei dizer. E eu perdi o ritmo aos poucos, ou de repente, não sei dizer.
Por essa razão, penso de fato em como será à noite quando filhote frequentar a escola. Note que eu escrevi "à noite" e não "a noite". Porque durante a noite não há problemas, Leco não acorda mais e se acorda não passa de uma vez, e olha que tirei a mamada da madrugada há poucos dias. Agora, "à noite" ou "de noite" é a questão. Porque quando chega a noite, quando chega o horário que eu acho certo para ele dormir, aquele em que ele quase sempre dormiu e que é o mais saudável para ele e todos aos redor, surge o problema. Tarde é cedo demais para o rapaz em questão Sempre foi, apesar de eu ter conseguido enganar esse relógio doidinho do mocinho por algum tempo.
E é por essa característica dele, de "manipular" o próprio organismo conforme interesses e fases, e por todo o resto que eu disse antes que penso que não devo depender de nada e nem de ninguém para que meu filho entenda o real significado de cedo e tarde, e respeite o limite entre eles. E eu preciso fazer isso logo, ajudá-lo nesses ajustes biológicos e psicológicos sem esperar nada de escola ou do tempo, sem delegar algo que só cabe a mim, ao pai e ao nosso filho. Preciso entender o que esse pequeno organismo quer, precisa e como fazer para suprir suas necessidades sem esquecer das minhas. Preciso voltar a observar, a direcionar o que estiver fora de direção, a me adaptar a novas trajetórias. Preciso saber e me acertar com o tempo certo do meu filho . Preciso saber a hora de se rígida e a hora de ser maleável. Preciso. Cedo ou tarde, mas antes que seja tarde demais!
Bia, é só um teste pra ver se consigo comentar no seu blog agora
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