Se tem algo que muda muito de criança para criança é a hora em que ela faz as coisas, isto é, engatinha, anda, fala, dorme a noite toda, come sozinha, nada, corre, canta, etc. Umas andam com 11 meses, outras com 1 ano e meio. Umas falam com 10 meses, outras depois dos dois anos. Varia e muito. Umas se desenvolvem mais rápido no que diz respeito à coordenação motora, outras no que se refere à fala. E, não dá para negar, algumas são mais estimuladas que as outras, ou para andar, ou para falar, ou para tudo... E dá para dizer que existe hora certa?
Nós aqui de casa estamos procurando a "hora certa" de tirar a fralda. Alguns vários especialistas dizem que o bebê só está preparado para tal tarefa a partir dos dois anos, devido a seu amadurecimento, o que significa que ele estará mais apto a avisar quando quer fazer xixi e cocô e até a aprender a segurar. Ok, eu acredito nisso e não tenho tanta pressa, mas o clima tem. Estamos em final de janeiro, pleno verão e meu pequeno com 1 ano e 10 meses. Como esperar? Me dá pânico só de imaginar que onde moro esfria mais que rápido e que talvez não dê tempo de desfraldar antes do frio chegar. Imagina tentar tirar a fralda no inverno? Muitas mães, que também são especialistas no assunto, são unânimes: o calor é a hora certa para molhar e sujar a cuequinha, a calcinha, o chão e tudo o mais. Por isso, comecei a tentar. Devagar, assumo.
Há uns três meses, comprei o penico, mas com a finalidade apenas de apresentá-lo ao futuro usuário. "Olha que legal sentar aqui... vamos ler uma histórinha?". Dei sorte de encontrar uma bolinha de cocô lá dentro um dia. Mas foi sorte mesmo, porque o troninho virou porltrona de leitura, e olha que é desconfortável! Aquele assento redutor de privada não deu certo, pelo menos por enquanto. Até aí, não vejo grandes problemas. O problema mesmo é a minha coragem, ou melhor, a falta dela. Quem disse que deixo o pequeno sem fralda o dia todo? Tem dia que nem lembro. O pediatra disse para eu tirar uma meia horinha por dia e seguir por aí. Tem dias que ele fica de cuequinha a tarde toda, tem dias que a peça íntima não sai da gaveta! Coragem... coragem. Aliás, mais que isso. Será que é a minha hora certa?
Falo isso porque com o desmame foi a minha hora certa que fez com que tudo ocorresse de forma mais que tranquila e natural. O bezerrinho mamava muito, dormia no peito e eu ficava apreensiva com o chororô que podia surgir sem o meu seio ali. Ficava ansiosa também só de imaginar o "corte" dessa ligação maravilhosa entre mãe e filho... Ou seja, era eu que precisava me preparar, porque ele já estava pronto. Tão pronto que a partir do dia que decidi parar (quando ele tinha 1 ano e dois meses) ele nunca mais pediu o peito. E vou contar que ele mal podia me ver sair do banho que já pedia. Dali por diante, não olhou mais para o seio como fonte de alimento. E não teve drama, nem para mim, nem para ele. E os comentários como "por que tirar?" ou "ele ainda mama?" não fizeram diferença. Eu dizia na época que quem ia decidir era eu e ele. E decidimos, juntos, sentindo a hora certa para nós dois.
No caso da fralda, acho que é parecido. Está certo que há uma idade em que eles tendem a aceitar a mudança da melhor forma e até a facilitá-la, mas quem disse que 2 anos é a hora certa para todos? Quem tem dois filhos percebe que o "certo" varia de um para outro, estou mentindo? Então, como em tantos outros assuntos, acho que este também depende do caso, da família, do bebê, da iniciativa e coragem da mãe... Eu estou me preparando. Para limpar quatro xixis em meia hora, como fiz dias atrás. Para colocá-lo no penico mil vezes ou tirar a cuequinha para ele molhar a plantinha e ver tudo sequinho para, em seguida, ver meu sofá ou a cama molhadinhos. Para tentar, mas querendo tentar de verdade. Se ele está pronto? Bem, isso eu só vou saber quando eu deixar ele mostrar e não apenas em meia horinha.
Acesse o Mãe da Cabeça aos Pés!!!
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Que venha os dois, os três e todo o resto!
Dias atrás andei reclamando das negativas do reizinho da casa, que resolveu mandar e falar não para tudo aquilo que eu quero o sim! Leitura vai, leitura vem, encontrei texto sobre os "terribles two", ou "terríveis dois anos". Há um consenso de que um pouco antes ou um pouco depois dessa idade a criança fica quase impossível, faz birra, grita, bate, fica "terrível"...
Alívio para mim que achava que estava errando em algo. Estava porque ficava muito nervosa com o "não" para tudo e mais um pouco. Mas é fase, como eu já havia detectado e como confirmei lendo, para variar. Alívio maior tive quando percebi que se eu ficar mais calma a coisa toda é menos toda e, principalmente, por ver que o meu neném não está assim "terrível" como descreveram por aí. Ele até andou querendo bater e batendo na mamãezinha aqui, mas conversinhas ajudaram o rapaz a voltar ao normal rapidamente, a ser o menino obediente e educado de sempre. Carinhos, beijos e abraços de volta! Será que ele ainda não chegou nos "terribles two"? Afinal, por mais que esse período possa surgir um pouco antes, ainda falta mais de um mês para os dois aninhos! Vamos ver, e torcer.
Coincidência ou não, logo depois que li a respeito, assisti a um filme que tocou no mesmo assunto. Filme de mulher, água com açúcar, comédia. Uma das personagens não aguentava mais a filha que só chorava e fazia manha "todo o dia, o dia todo". Coitadinha, da mãe, é claro. Precisava desabafar e tirar uns dias de folga. Que mãe que não precisa? Outra personagem, casada há dois anos, se encontrava em crise com o maridão... Para ela, os "terrible two" era com ele, como ela mesma constatou. Será que isso também existe? Se existir estou perdida: dois anos a serem completados do filho e dois anos recém completados de casada!!!
O fato é que a vida é feita de fases, momentos, ciclos. E que, querendo ou não, passamos por alguns não muito agradáveis em algum momento. Hormônios nossos, crescimento dos filhos, falta de romantismo do companheiro, tudo nos leva a viver períodos de pura felicidade e outros de dura realidade. O que é um casamento se não um casal-em-movimento? Duas pessoas amadurecendo juntas e, quando se tem filhos, aprendendo a serem pai e mãe juntas. Não sei se é com dois anos ou não, mas a união entre um homem e uma mulher debaixo do mesmo teto, comendo, acordando, dormindo e fazendo quase tudo juntos, também tem um ou mais momentos terríveis. Horas em que faz falta a paixão, como já ouvi uma amiga dizer, em que lembrar é mais apaixonante do que viver ou que é preciso uma comédia romântica para preencher a falta de comédia e de romance...
Mas, cá entre nós, o importante é que os "terribles two" passe. Que chegue os três, os quatro e todo o resto. Afinal, os dois anos completos, do filho ou do homem como seu marido, podem ser terríveis, mas o que importa é que os dois anos vividos com eles não foram terríveis e que os próximos possam ser magníficos. Que tal a idéia de termos "terrifics three, four, five, six" ou "ótimos três, quatro, cinco, seis anos"?
Alívio para mim que achava que estava errando em algo. Estava porque ficava muito nervosa com o "não" para tudo e mais um pouco. Mas é fase, como eu já havia detectado e como confirmei lendo, para variar. Alívio maior tive quando percebi que se eu ficar mais calma a coisa toda é menos toda e, principalmente, por ver que o meu neném não está assim "terrível" como descreveram por aí. Ele até andou querendo bater e batendo na mamãezinha aqui, mas conversinhas ajudaram o rapaz a voltar ao normal rapidamente, a ser o menino obediente e educado de sempre. Carinhos, beijos e abraços de volta! Será que ele ainda não chegou nos "terribles two"? Afinal, por mais que esse período possa surgir um pouco antes, ainda falta mais de um mês para os dois aninhos! Vamos ver, e torcer.
Coincidência ou não, logo depois que li a respeito, assisti a um filme que tocou no mesmo assunto. Filme de mulher, água com açúcar, comédia. Uma das personagens não aguentava mais a filha que só chorava e fazia manha "todo o dia, o dia todo". Coitadinha, da mãe, é claro. Precisava desabafar e tirar uns dias de folga. Que mãe que não precisa? Outra personagem, casada há dois anos, se encontrava em crise com o maridão... Para ela, os "terrible two" era com ele, como ela mesma constatou. Será que isso também existe? Se existir estou perdida: dois anos a serem completados do filho e dois anos recém completados de casada!!!
O fato é que a vida é feita de fases, momentos, ciclos. E que, querendo ou não, passamos por alguns não muito agradáveis em algum momento. Hormônios nossos, crescimento dos filhos, falta de romantismo do companheiro, tudo nos leva a viver períodos de pura felicidade e outros de dura realidade. O que é um casamento se não um casal-em-movimento? Duas pessoas amadurecendo juntas e, quando se tem filhos, aprendendo a serem pai e mãe juntas. Não sei se é com dois anos ou não, mas a união entre um homem e uma mulher debaixo do mesmo teto, comendo, acordando, dormindo e fazendo quase tudo juntos, também tem um ou mais momentos terríveis. Horas em que faz falta a paixão, como já ouvi uma amiga dizer, em que lembrar é mais apaixonante do que viver ou que é preciso uma comédia romântica para preencher a falta de comédia e de romance...
Mas, cá entre nós, o importante é que os "terribles two" passe. Que chegue os três, os quatro e todo o resto. Afinal, os dois anos completos, do filho ou do homem como seu marido, podem ser terríveis, mas o que importa é que os dois anos vividos com eles não foram terríveis e que os próximos possam ser magníficos. Que tal a idéia de termos "terrifics three, four, five, six" ou "ótimos três, quatro, cinco, seis anos"?
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Mamãe te ama tudo!
Voltando a falar de fases. Um dos meus irmãos adora tirar sarro da minha cara dizendo que eu estou na fase do "mamãe sabe tudo". Porque divido com minha cunhada dores e amores sobre os filhotes e as situações que enfrentamos por eles e com eles. Porque ignoro palpites incoerentes e intrometidos. Porque digo e repito, de formas diferentes, que mãe sabe o que faz. E não sabe?
Sabemos o que fazemos. Nós sabemos que tentamos fazer o melhor sempre e, mesmo quando erramos, sabemos que estamos erradas... E olha que saber que está errada não é fácil! Uma colega assumiu publicamemte em seu blog saber que está cometendo um erro ao chantagear a filha para conseguir o que quer. Que outro ser humano assume seu tropeço com tanta naturalidade? É claro que tem o famoso sentimento de culpa que nos faz achar que estamos erradas mesmo quando não estamos, mas até ele nos ajuda a saber encontrar a solução para nossos dilemas maternos.
Preste atenção, meu irmão e quem mais não compreender o que chamo de "síndrome da super mãe". Se tornar mãe é descobrir uma outra mulher que existe dentro de cada uma de nós. Poderosa. Que tem o poder de gerar, produzir o alimento do filho dentro do próprio corpo, cuidar, defender e amar como nenhum outro ser existente no mundo, nem mesmo o pai (ainda que ele tenha a mesma relevância na vida do filho). Um animal com instinto aguçado, com capacidade de reconhecer a dor, a voz e o cheiro da cria a quilômetros. Uma pessoa capaz de esquecer de tudo, de todos, inclusive de si mesma, para dar conta da prole. Costumo defender essas mulheres, porque me tornando uma delas, percebi como ficamos diferentes depois da maternidade, como se ganhassemos uma varinha de condão para transformar a vida...
Mas, assumo, mamãe não sabe tudo. Não sabe se tudo que ela faz está de bom tamanho. Não sabe se o filho sabe que tudo que ela faz é para o bem dele. Não sabe se a educação dada vai resultar num futuro em que seu filho esteja com tudo! Como saber? Só dá para sentir, intuir, querer e fazer de tudo para que tudo aconteça.
Ando lendo bastante em fontes diversas para me nortear em algumas práticas, que são bem diferentes das teorias. Porque não sei tudo, quero saber! Vou ler muito mais ainda, mas já adianto que se Içami Tiba escreveu "Quem ama, educa!", eu concordo e complemento: "Quem ama, se preocupa!". Se preocupa em falar o "não" no tom certo, em não deixar porcarias entrarem no cardápio, em brincar, em escolher a melhor babá, a melhor escola e até a melhor faculdade! Se preocupa em educar, em criar, em se preocupar. E dessas preocupações, muitas vezes excessivas, surge uma fase pela qual muitas mulheres devem passar, que é a do "mamãe quer ser melhor em tudo". Quer tomar as melhores decisões, preparar as melhores comidas, inventar as melhores brincadeiras e saber a melhor maneira de lidar com o que nem sempre é o melhor que o filho dá. Sei que passa, que uma hora veremos que, embora sejamos super, não somos heroínas, apenas mães, e que melhor mesmo é assumir isso. No entanto, tem uma fase que surge desde o momento em que sabemos que seremos mães e que não passa... É a do "mamãe te ama tudo!"Ama você filhinho, com tudo que ela pode e até com o que não pode. Ah, mamãe pode tudo!
Sabemos o que fazemos. Nós sabemos que tentamos fazer o melhor sempre e, mesmo quando erramos, sabemos que estamos erradas... E olha que saber que está errada não é fácil! Uma colega assumiu publicamemte em seu blog saber que está cometendo um erro ao chantagear a filha para conseguir o que quer. Que outro ser humano assume seu tropeço com tanta naturalidade? É claro que tem o famoso sentimento de culpa que nos faz achar que estamos erradas mesmo quando não estamos, mas até ele nos ajuda a saber encontrar a solução para nossos dilemas maternos.
Preste atenção, meu irmão e quem mais não compreender o que chamo de "síndrome da super mãe". Se tornar mãe é descobrir uma outra mulher que existe dentro de cada uma de nós. Poderosa. Que tem o poder de gerar, produzir o alimento do filho dentro do próprio corpo, cuidar, defender e amar como nenhum outro ser existente no mundo, nem mesmo o pai (ainda que ele tenha a mesma relevância na vida do filho). Um animal com instinto aguçado, com capacidade de reconhecer a dor, a voz e o cheiro da cria a quilômetros. Uma pessoa capaz de esquecer de tudo, de todos, inclusive de si mesma, para dar conta da prole. Costumo defender essas mulheres, porque me tornando uma delas, percebi como ficamos diferentes depois da maternidade, como se ganhassemos uma varinha de condão para transformar a vida...
Mas, assumo, mamãe não sabe tudo. Não sabe se tudo que ela faz está de bom tamanho. Não sabe se o filho sabe que tudo que ela faz é para o bem dele. Não sabe se a educação dada vai resultar num futuro em que seu filho esteja com tudo! Como saber? Só dá para sentir, intuir, querer e fazer de tudo para que tudo aconteça.
Ando lendo bastante em fontes diversas para me nortear em algumas práticas, que são bem diferentes das teorias. Porque não sei tudo, quero saber! Vou ler muito mais ainda, mas já adianto que se Içami Tiba escreveu "Quem ama, educa!", eu concordo e complemento: "Quem ama, se preocupa!". Se preocupa em falar o "não" no tom certo, em não deixar porcarias entrarem no cardápio, em brincar, em escolher a melhor babá, a melhor escola e até a melhor faculdade! Se preocupa em educar, em criar, em se preocupar. E dessas preocupações, muitas vezes excessivas, surge uma fase pela qual muitas mulheres devem passar, que é a do "mamãe quer ser melhor em tudo". Quer tomar as melhores decisões, preparar as melhores comidas, inventar as melhores brincadeiras e saber a melhor maneira de lidar com o que nem sempre é o melhor que o filho dá. Sei que passa, que uma hora veremos que, embora sejamos super, não somos heroínas, apenas mães, e que melhor mesmo é assumir isso. No entanto, tem uma fase que surge desde o momento em que sabemos que seremos mães e que não passa... É a do "mamãe te ama tudo!"Ama você filhinho, com tudo que ela pode e até com o que não pode. Ah, mamãe pode tudo!
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Fases
"Na na não!". Essa tem sido a expressão predileta do senhor L. O garotinho fala com uma autoridade que você nem imagina e faz um bico que, se não fosse de birra, seria conquistador. A frase sai toda a hora, para tudo aquilo que ele acha que merece a negativa, quase sempre para algo que a mamãe precisa ou quer que ela faça... Meu marido também escuta, mas quem fica com ele o dia todo (eu) é a pessoa para quem ele mais gosta de falar.
No início dessa temporada de 'não', eu repreendia brava. Cheguei a ficar bem enfurecida, diga-se de passagem, mas, conversando com papai do "mandãozinho", vi que aquele não era o caminho. O gatinho quer mostrar que é leão. Ele quer contestar regras, broncas, fazer tudo aquilo que ele quer e não o que eu deixo. E diziam que isso só acontecia na adolêscencia...
Mudança de estratégia. Acalmei e aceitei. Continuo preferindo quando ele é aquele doce de menino que sempre foi, que entende nossas explicações sem reclamações. E é óbvio que digo para ele o quanto está exagerando no "não" e que já o coloquei até no tapetinho para pensar. Mas tento ficar calma, falar calmamente e não demonstrar que estou nervosa com a situação, pois parece que o que ele quer mesmo é ver a mãezinha louquinha! Se ele vê que não me tira do sério, ele não sai do sério. Me ajuda lembrar que o Leleco viu outras crianças com comportamentos negativos e que isso pode tê-lo influenciado. Melhora ainda mais quando penso que é uma fase. Tem que ser. Porque educação a gente dá e ele tem. Então é um período apenas e ponto.
Eu também estou numa fase. Querendo fazer tudo e nada ao mesmo tempo. Sentindo falta de algumas coisas e não querendo abrir mão de outras. Um pouco sem paciência. E, agora parando para refletir, ele pode estar sentindo esse meu momento e até respondendo ao mesmo da maneira que encontra para responder. Mas, filhinho, se a mamãe está chata, pensa comigo: é fase! Vai passar. Juntos, passamos por qualquer coisa e fazemos qualquer coisa passar. Não é verdade?
No início dessa temporada de 'não', eu repreendia brava. Cheguei a ficar bem enfurecida, diga-se de passagem, mas, conversando com papai do "mandãozinho", vi que aquele não era o caminho. O gatinho quer mostrar que é leão. Ele quer contestar regras, broncas, fazer tudo aquilo que ele quer e não o que eu deixo. E diziam que isso só acontecia na adolêscencia...
Mudança de estratégia. Acalmei e aceitei. Continuo preferindo quando ele é aquele doce de menino que sempre foi, que entende nossas explicações sem reclamações. E é óbvio que digo para ele o quanto está exagerando no "não" e que já o coloquei até no tapetinho para pensar. Mas tento ficar calma, falar calmamente e não demonstrar que estou nervosa com a situação, pois parece que o que ele quer mesmo é ver a mãezinha louquinha! Se ele vê que não me tira do sério, ele não sai do sério. Me ajuda lembrar que o Leleco viu outras crianças com comportamentos negativos e que isso pode tê-lo influenciado. Melhora ainda mais quando penso que é uma fase. Tem que ser. Porque educação a gente dá e ele tem. Então é um período apenas e ponto.
Eu também estou numa fase. Querendo fazer tudo e nada ao mesmo tempo. Sentindo falta de algumas coisas e não querendo abrir mão de outras. Um pouco sem paciência. E, agora parando para refletir, ele pode estar sentindo esse meu momento e até respondendo ao mesmo da maneira que encontra para responder. Mas, filhinho, se a mamãe está chata, pensa comigo: é fase! Vai passar. Juntos, passamos por qualquer coisa e fazemos qualquer coisa passar. Não é verdade?
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Obrigada!!!
Acho que já deu para perceber que eu gosto mesmo é de escrever... Que uso meu bloguinho como se fosse páginas de um livro (que ainda quero escrever...). Então nem abro espaço para outra coisa que não seja texto. Mas esse mereceu ok?
Primeiro selo que recebo com o maior carinho... Quem me passou foi a Marina, do Retrato Falante, e eu fiquei muito feliz com o reconhecimento do meu trabalho por aqui... afinal a regra é repassar o selo para os blogues que você ache "super", como indicou o Super Pai, criador do selinho. Sou novata e já fui escolhida!
Para mim, super é poder escrever sobre o meu super filho e ainda receber carinho de volta!
Então aqui vai o meu carinho para:
Educar com carinho
Filhos espoletas
Sopa de Pai
Mamy de Primeira
Mãe da lulu

O selo é para vcs!
beijos
Primeiro selo que recebo com o maior carinho... Quem me passou foi a Marina, do Retrato Falante, e eu fiquei muito feliz com o reconhecimento do meu trabalho por aqui... afinal a regra é repassar o selo para os blogues que você ache "super", como indicou o Super Pai, criador do selinho. Sou novata e já fui escolhida!
Para mim, super é poder escrever sobre o meu super filho e ainda receber carinho de volta!
Então aqui vai o meu carinho para:
Educar com carinho
Filhos espoletas
Sopa de Pai
Mamy de Primeira
Mãe da lulu

O selo é para vcs!
beijos
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Pediaterapia
Pediatra? Sempre. Terapeuta? Quase sempre. O médico que atende meu filho desde o quarto dia de vida, além de ótimo pediatra, é quase um psicólogo. Ele não é psicólogo formado não, mas me escuta e me aconselha sobre tantas coisas que a pediatria praticada se torna, para mim, uma pediaterapia! E tem pessoa melhor para uma "sessãozinha" neste momento em que me encontro em pleno exercício da maternidade? Acho que ele é a melhor pessoa para escutar minhas dúvidas, angústias e neuroses (todas relacionadas a meu filho atualmente), e "tratá-las" da melhor forma... com ciência, experiência e tato! Saio do consultório renovada, como saía dos encontros com a psicóloga verdadeira anos atrás.
Lembro da primeira consulta com o "pediaterapeuta". Cheguei quase apavorada com meu filho berrando de fome por não conseguir mamar, e amarelinho de icterícia. Eu estava com o rosto paralisado para não deixar nenhuma lágrima escorrer na frente do então estranho profissional. Preocupada e com medo de não conseguir amamentar, de não ter leite (o que escutei de enfermeiras e pediatras na maternidade!). Ele me recebeu com a maior naturalidade, me deixando mais do que segura para chorar, para demonstrar todo o meu sentimento e a aflição da primeira viagem. E logo me indicou o banco de leite, santo banco de leite. Antes, diagnosticou o que ninguém havia notado mesmo eu perguntando o tempo todo sobre o "roxinho" no ombro do meu bebê: uma clavícula quebrada no parto. Normal. Mas nenhum pediatra do hospital havia falado...
Deu tudo certo. Amamentei muito. A clavícula sarou. A icterícia também. E o pediatra continuou sendo o eleito. Mesmo eu tendo visitado outros por causa da cólica. Mesmo seu consultório ficando a uma hora de onde moramos. Na emergência temos outra médica, mas é para ele que ligamos mesmo assim. A palavra final é do "cara".
Penso que todo pediatra deveria ser um pouco terapeuta. Mas não é. Além dos inúmeros plantões de emergência que visitei em um postinho de convênio (com médicos que deveriam ser bons), nas férias do nosso escolhido, tive consulta com um "substituto" e só comprovei que nem todo médico de criança tem tato para lidar com a criança e muito menos para lidar com a mãe. Mãe é uma mulher que vive se culpando por tudo, que quer ver o filho forte, saudável, comendo bem e até mais do que deveria, falando e andando na hora certa ou antes dela, que quer fazer tudo direitinho... Paciência doutor. Paciência. Porque nós, mamis, precisamos de mais do que respostas curtas e grossas. Mais do que medidas e pesos considerados ideais. Mais do que a receita de um remédio. Precisamos de respostas longas, muitas vezes. Explicações que trazem ciência e experiência médica e respeito pela ciência e experiência materna. Necessitamos de uma aula sobre febre alta, mas também da compreensão sobre o alto grau da nossa preocupação quando a temperatura do filhote esquenta... Uma "terapiazinha" para nos ajudar a lidar com tanto sentimento de culpa, com exageros, com as "coisas" de mãe! Precisamos não apenas ouvir, mas ser ouvidas! E poder fazer a pergunta mais absurda sem ter medo da resposta...
E claro que é mais que preciso atender o celular a qualquer hora. Desculpe Dr., mas é a profissão que escolheu! Imagine que uma amiga me contou que a pediatra da filha dela, além e não atender o telefone, não retorna nenhuma ligação... Mude de profissão doutora! Porque medicina é para poucos. Obstetrícia, outra área importantíssima, para bem poucos. E pediatria, para pouquíssimos. Agradeço por aqueles que escolheram e exercem de maneira exemplar a profissão. Falando, escutando, observando, respeitando. Sem serem donos da razão. Apenas sendo, entendendo e merecendo continuar cuidando do maior tesouro das nossas vidas.
Lembro da primeira consulta com o "pediaterapeuta". Cheguei quase apavorada com meu filho berrando de fome por não conseguir mamar, e amarelinho de icterícia. Eu estava com o rosto paralisado para não deixar nenhuma lágrima escorrer na frente do então estranho profissional. Preocupada e com medo de não conseguir amamentar, de não ter leite (o que escutei de enfermeiras e pediatras na maternidade!). Ele me recebeu com a maior naturalidade, me deixando mais do que segura para chorar, para demonstrar todo o meu sentimento e a aflição da primeira viagem. E logo me indicou o banco de leite, santo banco de leite. Antes, diagnosticou o que ninguém havia notado mesmo eu perguntando o tempo todo sobre o "roxinho" no ombro do meu bebê: uma clavícula quebrada no parto. Normal. Mas nenhum pediatra do hospital havia falado...
Deu tudo certo. Amamentei muito. A clavícula sarou. A icterícia também. E o pediatra continuou sendo o eleito. Mesmo eu tendo visitado outros por causa da cólica. Mesmo seu consultório ficando a uma hora de onde moramos. Na emergência temos outra médica, mas é para ele que ligamos mesmo assim. A palavra final é do "cara".
Penso que todo pediatra deveria ser um pouco terapeuta. Mas não é. Além dos inúmeros plantões de emergência que visitei em um postinho de convênio (com médicos que deveriam ser bons), nas férias do nosso escolhido, tive consulta com um "substituto" e só comprovei que nem todo médico de criança tem tato para lidar com a criança e muito menos para lidar com a mãe. Mãe é uma mulher que vive se culpando por tudo, que quer ver o filho forte, saudável, comendo bem e até mais do que deveria, falando e andando na hora certa ou antes dela, que quer fazer tudo direitinho... Paciência doutor. Paciência. Porque nós, mamis, precisamos de mais do que respostas curtas e grossas. Mais do que medidas e pesos considerados ideais. Mais do que a receita de um remédio. Precisamos de respostas longas, muitas vezes. Explicações que trazem ciência e experiência médica e respeito pela ciência e experiência materna. Necessitamos de uma aula sobre febre alta, mas também da compreensão sobre o alto grau da nossa preocupação quando a temperatura do filhote esquenta... Uma "terapiazinha" para nos ajudar a lidar com tanto sentimento de culpa, com exageros, com as "coisas" de mãe! Precisamos não apenas ouvir, mas ser ouvidas! E poder fazer a pergunta mais absurda sem ter medo da resposta...
E claro que é mais que preciso atender o celular a qualquer hora. Desculpe Dr., mas é a profissão que escolheu! Imagine que uma amiga me contou que a pediatra da filha dela, além e não atender o telefone, não retorna nenhuma ligação... Mude de profissão doutora! Porque medicina é para poucos. Obstetrícia, outra área importantíssima, para bem poucos. E pediatria, para pouquíssimos. Agradeço por aqueles que escolheram e exercem de maneira exemplar a profissão. Falando, escutando, observando, respeitando. Sem serem donos da razão. Apenas sendo, entendendo e merecendo continuar cuidando do maior tesouro das nossas vidas.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Vida nova
Ano novo, vida nova. Filho novo, vida nova. Mães e pais que não assumirem que a vida muda com filhos, novinhos ou não, simplesmente só não querem assumir. Porque muda. Muda mesmo. Em diversos aspectos. Eu, particularmente, vejo que mudou para melhor, muito melhor. Só que essas mudanças positivas exigem adaptações nem sempre fáceis e prazerosas e, segundo os mais velhos, isso é para sempre... "As preocupações só aumentam", já ouvi de muitos.
Acordar no meio da noite? Limpar um bumbunzinho mil vezes por dia devido a uma virose? Estar morta de cansaço e não poder fechar os olhos nem um segundo? Não fazer mais nenhuma refeição sem pressa? Se martirizar pela febre, pela papinha desprezada, por machucadinhos que fogem do seu controle? Bem, estes são exemplos de exigências dessa nova vida...
Mas, o que dizer de aprender a acordar a qualquer hora da madrugada sem reclamar e ver um sorrisinho maroto te esperando no escuro que te faz sorrir também? E ver o bumbum saradinho da assadura depois de tanto cuidado? Deitar no sofá e, enquanto o tico de gente assiste a um desenhinho, cochilar abraçando e sendo abraçada? Melhor ainda é ter uma pessoinha para compartilhar cada refeição, até mesmo aquela que não deveria... E, claro, não tem como não dizer que cada sentimento de culpa ou preocupação se transformam em sentimento de "ufa!" e alívio assim que vemos que o filhinho está muito bem, obrigada.
A vida é nova sim e é gostoso aproveitar as novidades. A vida de mulher muda. Não somos mais prioridades, a vaidade tem hora marcada e quase sempre temos que remarcá-la. A vida de casal muda. Pode-se trancar a porta, mas nunca esquecer o que está do outro lado prestes a acordar! Os outros mudam. Nem sempre estão dispostos a ajudar ou a esperar para conversar, afinal as frases são interrompidas por chamados imediatos. Mas, que tal tomar banho junto com o pequeno e enquanto ele brinca com peixinhos e saboneteiras, aproveitar para cuidar de si cantando musiquinha infantil? E curtir os momentos de casal sem que eles precisem ser exclusivos do casal? Ontem mesmo fui a um show sem sair da sala de casa. Para entrar era só teclar no controle remoto, sem enfrentar fila, empurra empurra e o nosso filho ainda pôde dançar com a gente. Quanto aos outros... eu prefiro os que não ligam se eu parar a conversa na metade para socorrer meu filho na escada. Aqueles que podem nem ter filho, mas que sabem que ele, o filho, é mais importante que qualquer assunto.
Como já disse, a vida sofre inúmeras transformações. Só acho que não devemos fazer delas obstáculos. Elas não nos impedem de curtir, de descansar, de sair, de ter vida social. Filho não é doença. É saúde! É a descoberta de que nós somos capazes de fazer muito mais do que fazíamos antes deles! Eu digo: "Não sabia o que era cansaço de verdade antes de ter filho". E completo: "Não sabia que eu podia fazer tanta coisa boa, mesmo exausta...".
Muitos pais preferem ficar com o lado trabalhoso e esquecem do prazeroso. Por exemplo, preferem se excluir, parar de passear e viver apenas em função do filho. Está certo que ficar em casa, onde todo o circo está montado, é mais fácil, mas tem ocasiões em que o picadeiro perde a graça. Em que o show é melhor ao vivo. Em que a rotina de horários da criança precisa perder hora! O que não pode é sair por aí com um pequeno que não respeita a rotina dos outros. Que invade a casa alheia sem a menor educação e noção do que "pode". Neste caso, o afastamento de vida aí fora vai se dar não porque os pais querem, mas porque outros pais não querem. Não querem ver o filho apanhando do coleguinha mal educado ou ter que monitorar cada brincadeira para não ver brinquedos arrancados sem dó do filho que empresta só de pedir. Aí, me desculpe, mas volta para a casa! E só volte aqui ou acolá quando renovar a atitude e puder ouvir de todos "feliz vida nova!".
Acordar no meio da noite? Limpar um bumbunzinho mil vezes por dia devido a uma virose? Estar morta de cansaço e não poder fechar os olhos nem um segundo? Não fazer mais nenhuma refeição sem pressa? Se martirizar pela febre, pela papinha desprezada, por machucadinhos que fogem do seu controle? Bem, estes são exemplos de exigências dessa nova vida...
Mas, o que dizer de aprender a acordar a qualquer hora da madrugada sem reclamar e ver um sorrisinho maroto te esperando no escuro que te faz sorrir também? E ver o bumbum saradinho da assadura depois de tanto cuidado? Deitar no sofá e, enquanto o tico de gente assiste a um desenhinho, cochilar abraçando e sendo abraçada? Melhor ainda é ter uma pessoinha para compartilhar cada refeição, até mesmo aquela que não deveria... E, claro, não tem como não dizer que cada sentimento de culpa ou preocupação se transformam em sentimento de "ufa!" e alívio assim que vemos que o filhinho está muito bem, obrigada.
A vida é nova sim e é gostoso aproveitar as novidades. A vida de mulher muda. Não somos mais prioridades, a vaidade tem hora marcada e quase sempre temos que remarcá-la. A vida de casal muda. Pode-se trancar a porta, mas nunca esquecer o que está do outro lado prestes a acordar! Os outros mudam. Nem sempre estão dispostos a ajudar ou a esperar para conversar, afinal as frases são interrompidas por chamados imediatos. Mas, que tal tomar banho junto com o pequeno e enquanto ele brinca com peixinhos e saboneteiras, aproveitar para cuidar de si cantando musiquinha infantil? E curtir os momentos de casal sem que eles precisem ser exclusivos do casal? Ontem mesmo fui a um show sem sair da sala de casa. Para entrar era só teclar no controle remoto, sem enfrentar fila, empurra empurra e o nosso filho ainda pôde dançar com a gente. Quanto aos outros... eu prefiro os que não ligam se eu parar a conversa na metade para socorrer meu filho na escada. Aqueles que podem nem ter filho, mas que sabem que ele, o filho, é mais importante que qualquer assunto.
Como já disse, a vida sofre inúmeras transformações. Só acho que não devemos fazer delas obstáculos. Elas não nos impedem de curtir, de descansar, de sair, de ter vida social. Filho não é doença. É saúde! É a descoberta de que nós somos capazes de fazer muito mais do que fazíamos antes deles! Eu digo: "Não sabia o que era cansaço de verdade antes de ter filho". E completo: "Não sabia que eu podia fazer tanta coisa boa, mesmo exausta...".
Muitos pais preferem ficar com o lado trabalhoso e esquecem do prazeroso. Por exemplo, preferem se excluir, parar de passear e viver apenas em função do filho. Está certo que ficar em casa, onde todo o circo está montado, é mais fácil, mas tem ocasiões em que o picadeiro perde a graça. Em que o show é melhor ao vivo. Em que a rotina de horários da criança precisa perder hora! O que não pode é sair por aí com um pequeno que não respeita a rotina dos outros. Que invade a casa alheia sem a menor educação e noção do que "pode". Neste caso, o afastamento de vida aí fora vai se dar não porque os pais querem, mas porque outros pais não querem. Não querem ver o filho apanhando do coleguinha mal educado ou ter que monitorar cada brincadeira para não ver brinquedos arrancados sem dó do filho que empresta só de pedir. Aí, me desculpe, mas volta para a casa! E só volte aqui ou acolá quando renovar a atitude e puder ouvir de todos "feliz vida nova!".
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