Estava acostumada a fazer tudo que se referisse ao Léo. Marido sempre ajudou muito, mas tinha horas que só eu podia fazer mesmo. Hora de dormir é um exemplo. Maior parte das noites era eu quem estava lá, convocada pelo maior interessado que curtia uns minutinhos com o pai e logo chamava "mãããee"'. Da mesma forma, passeios, brincadeiras e afins sempre tinha que ter a minha companhia. Carinho maior não há! É uma delícia, embora às vezes você queira mesmo passar a vez. Agora, no entanto, eu não tenho vez!
Tudo não precisa e de vez em quando nem pode ser comigo. Se o pai está em casa, é com ele que o pequeno quer ir ao banheiro, escovar os dentes, tomar banho e até dormir. Certa noite perguntei porque eu não podia ir com ele para a cama e escutei: "Poque a mamãe não cabe!". "E o papai cabe?", perguntei. "Papai cabe", disse ele. Achei lindo a forma que ele encontrou para não me magoar, mas que eu queria voltar a caber eu queria!
Isso me fez pensar que é a fase do "papai para lá, papai para cá", normal de toda a criança. Mas, na casa da minha mãe, quando minha sobrinha de 12 anos estava na cama com o Léo para dormimos os três juntos e eu cheguei, escutei: "Não mãe, você não cabe!". Pera aí, eu achei que a coisa toda era com o pai e vi que a coisa toda é comigo!!! É a fase de "com a mamãe não". Pode ser com todo mundo, menos com a mamãe, a não ser que ele queira. Porque é a vez dele escolher de quem é a vez! Hoje mesmo eu estou passando mal e por causa disso filhotinho passou uma hora no trabalho do pai, brincando com uma moça que trabalha lá e é extremamente carinhosa e atenciosa com ele, já que havia coisas urgentes para o pai resolver. Quando eu me senti melhor e fui buscá-lo, adivinhem se ele fez cara de saudades e pulou no meu colo ou se ele simplesmente me viu, disse "mãe" e fez cara de "ah você está aí?". Ponto para quem escolheu a segunda alternativa, afinal quem disse que aquela era a minha vez?
Agora, pausa para a mãe pensante pensar, questionar e responder aos próprios questionamentos. É fase mesmo? É sinal de independência? É porque está enjoado da mãe? É sintoma do nosso grude diário desde as primeiras horas de vida dele? É saudável? Não é saudável? É graça? É sério? Fiz algo errado? Fiz tudo certo? Grude e saudade acabaram ou voltam assim que puderem? Vou ter que me acostumar? Não vou? Não é nada? É tudo isso ao mesmo tempo? Ah, dessa vez, eu passo a vez!
Acesse o Mãe da Cabeça aos Pés!!!
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quarta-feira, 8 de junho de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Você incentiva seu filho a brincar sozinho?
Jamais pensei que pudesse me preocupar com brincadeiras e de fato não me preocupo com elas e sim com a falta delas. Antes que qualquer um se adiante e pense que meu filho não sabe brincar, adianto eu dizendo que ele sabe brincar muito bem, que adora todos os brinquedos e constantemente vira todas as caixas "organizadoras" no chão do quarto para redescobrir cada item de sua brinquedoteca pessoal. O problema é que quase sempre a mamãe tem que estar por perto. E brincando, na maioria das vezes.
"Mãe, guaida a revista". "Binca com esse carrinho". "Corre atás de mim". Frases comuns no meu dia a dia. Basta eu me entreter com uma leitura, uma louça, uma tábua de passar ou qualquer outra coisa para eu ouví-las. Ok, criança precisa mesmo de companhia, mas precisa também brincar sozinha. Acredito nisso por experiência própria e sei disso porque já li bastante a respeito. Soltar a imaginação, criar brincadeiras com objetos que não são brinquedos, conversar com bonecos e amigos imaginários e tudo o mais que puder acontecer quando se está brincando faz bem aos pequenos, os ajudando a se desenvolver de forma saudável e feliz. Criança aprende brincando, brinca aprendendo.
O Leleco brinca muito, mas sinto a necessidade dele em estar com alguém ao lado. Parece que é mais legal, que quer companhia. Ele sempre foi um menino muito, mas muito esperto, do tipo que aprende o que tem de aprender com um mordedor e o joga longe e, assim, nunca se entreteve muito tempo com uma distração só. "Que venha o próximo!", parece pensar. Morro de orgulho de um garotinho que aprende tão rápido e me surpreende a cada dia, mas satisfazer esse mesmo menininho com qualquer coisa que seja é um desafio vencido com louvor apenas pela televisão, por quem tenha disposição e tempo para sentar no chão ao lado dele ou por ele mesmo quando está disposto a isso. Ou seja, não há problema nenhum com o rapaz, só uma certa tendência a querer estar acompanhado para brincar e, de preferência, mudando de brincadeira sempre que aquela perder a graça!
Algumas professoras infantis já me disseram que atividades com alunos dessa idade são por pouco tempo mesmo e isso conforta qualquer mãe razoavelmente cansada de propor novas brincadeiras a toda hora, mas e a parte do brincar sozinho? É assim também, só de vez em quando?
Mais uma vez, surge em minha mente aquele discurso batido de que cada criança é de um jeito, e é mesmo, mas até que ponto eu devo me conformar com essa característica na personalidade do meu filho (de querer companhia na maior parte das vezes) e em que ponto eu devo começar a me preocupar com isso? Ele não é um menino dependente e por sinal anda adorando agir com independência, mas percebo que precisa aprender a brincar mais sozinho. Mais tempo, mais vezes. Note, não falo em aprender a brincar sozinho, porque se ele faz isso às vezes é porque sabe fazer, mas falo em fazer isso com maior frequência. E concluo que o que impede que isso aconteça é preguiça! Ai como cansa procurar brincadeiras por conta própria! Como é mais fácil gritar para a mamãe vir ajudar!
Vejo muita gente falando sobre isso como característica das novas gerações, plugadas em telas de computador, televisão e celular, preguiçosas para saírem do sofá sequer para conversarem com amigos. Hoje, preferem sites de relacionamentos a parquinhos, ruas e praças. E eu vejo isso mesmo, mas estamos falando de crianças maiores, com outros tantos estímulos para isso, como colegas de escola que tem esse comportamento ou diversas atividades na agenda que massacram qualquer tempo livre para brincar. Eu estou falando de um bebê de pouco mais de dois anos que tem estímulos para ser o oposto disso... Mas sabe o que vejo em comum? A falta de irmãos!
Antigamente, todo mundo tinha pelo menos um irmão, brincava com ele e com amigos dele quando não com primos que moravam perto e vizinhos. Hoje, há mais filhos únicos, amigos eles encontram na escola porque é perigoso abrir a porta e passar a tarde em frente à propria casa e muitas vezes nem há primos.
Eu brinquei tanto sozinha, e eu tinha quatro irmãos! Mas eu gostava de brincar sem ninguém até mais do que com eles, primas ou amigas. Característica minha, sei, e por isso não imagino meu pequeno fazendo o mesmo, apenas se virando mais com as suas coisinhas sem mim. Sempre vou estar por perto, claro, e muitas vezes vou brincar junto, como já faço e gosto de fazer, mas acho que querer a minha companhia é diferente de precisar dela. E que se eu cuidar do "brincar" hoje, não vou precisar me preocupar com um adolescente infurnado no quarto amanhã.
Por essas e outras razões, venho estimulando uma maior independência lúdica. Já reduzi os desenhos animados, comprei outros cds de música para ele escutar enquanto brinca, organizei a nossa vidinha diária de forma que ele tenha tempo de sobra para brincar livremente e tenho tentado deixá-lo reclamando um pouco para, sozinho, perceber que pode arrumar algo para se distrair enquanto eu estiver ocupada. Dessa forma, espero mostrar como é gostoso brincar de forma mais independente. Porque não precisamos ensinar algo que os pimpolhos já nascem sabendo, mas podemos com certeza incentivá-los. Você incentiva?
"Mãe, guaida a revista". "Binca com esse carrinho". "Corre atás de mim". Frases comuns no meu dia a dia. Basta eu me entreter com uma leitura, uma louça, uma tábua de passar ou qualquer outra coisa para eu ouví-las. Ok, criança precisa mesmo de companhia, mas precisa também brincar sozinha. Acredito nisso por experiência própria e sei disso porque já li bastante a respeito. Soltar a imaginação, criar brincadeiras com objetos que não são brinquedos, conversar com bonecos e amigos imaginários e tudo o mais que puder acontecer quando se está brincando faz bem aos pequenos, os ajudando a se desenvolver de forma saudável e feliz. Criança aprende brincando, brinca aprendendo.
O Leleco brinca muito, mas sinto a necessidade dele em estar com alguém ao lado. Parece que é mais legal, que quer companhia. Ele sempre foi um menino muito, mas muito esperto, do tipo que aprende o que tem de aprender com um mordedor e o joga longe e, assim, nunca se entreteve muito tempo com uma distração só. "Que venha o próximo!", parece pensar. Morro de orgulho de um garotinho que aprende tão rápido e me surpreende a cada dia, mas satisfazer esse mesmo menininho com qualquer coisa que seja é um desafio vencido com louvor apenas pela televisão, por quem tenha disposição e tempo para sentar no chão ao lado dele ou por ele mesmo quando está disposto a isso. Ou seja, não há problema nenhum com o rapaz, só uma certa tendência a querer estar acompanhado para brincar e, de preferência, mudando de brincadeira sempre que aquela perder a graça!
Algumas professoras infantis já me disseram que atividades com alunos dessa idade são por pouco tempo mesmo e isso conforta qualquer mãe razoavelmente cansada de propor novas brincadeiras a toda hora, mas e a parte do brincar sozinho? É assim também, só de vez em quando?
Mais uma vez, surge em minha mente aquele discurso batido de que cada criança é de um jeito, e é mesmo, mas até que ponto eu devo me conformar com essa característica na personalidade do meu filho (de querer companhia na maior parte das vezes) e em que ponto eu devo começar a me preocupar com isso? Ele não é um menino dependente e por sinal anda adorando agir com independência, mas percebo que precisa aprender a brincar mais sozinho. Mais tempo, mais vezes. Note, não falo em aprender a brincar sozinho, porque se ele faz isso às vezes é porque sabe fazer, mas falo em fazer isso com maior frequência. E concluo que o que impede que isso aconteça é preguiça! Ai como cansa procurar brincadeiras por conta própria! Como é mais fácil gritar para a mamãe vir ajudar!
Vejo muita gente falando sobre isso como característica das novas gerações, plugadas em telas de computador, televisão e celular, preguiçosas para saírem do sofá sequer para conversarem com amigos. Hoje, preferem sites de relacionamentos a parquinhos, ruas e praças. E eu vejo isso mesmo, mas estamos falando de crianças maiores, com outros tantos estímulos para isso, como colegas de escola que tem esse comportamento ou diversas atividades na agenda que massacram qualquer tempo livre para brincar. Eu estou falando de um bebê de pouco mais de dois anos que tem estímulos para ser o oposto disso... Mas sabe o que vejo em comum? A falta de irmãos!
Antigamente, todo mundo tinha pelo menos um irmão, brincava com ele e com amigos dele quando não com primos que moravam perto e vizinhos. Hoje, há mais filhos únicos, amigos eles encontram na escola porque é perigoso abrir a porta e passar a tarde em frente à propria casa e muitas vezes nem há primos.
Eu brinquei tanto sozinha, e eu tinha quatro irmãos! Mas eu gostava de brincar sem ninguém até mais do que com eles, primas ou amigas. Característica minha, sei, e por isso não imagino meu pequeno fazendo o mesmo, apenas se virando mais com as suas coisinhas sem mim. Sempre vou estar por perto, claro, e muitas vezes vou brincar junto, como já faço e gosto de fazer, mas acho que querer a minha companhia é diferente de precisar dela. E que se eu cuidar do "brincar" hoje, não vou precisar me preocupar com um adolescente infurnado no quarto amanhã.
Por essas e outras razões, venho estimulando uma maior independência lúdica. Já reduzi os desenhos animados, comprei outros cds de música para ele escutar enquanto brinca, organizei a nossa vidinha diária de forma que ele tenha tempo de sobra para brincar livremente e tenho tentado deixá-lo reclamando um pouco para, sozinho, perceber que pode arrumar algo para se distrair enquanto eu estiver ocupada. Dessa forma, espero mostrar como é gostoso brincar de forma mais independente. Porque não precisamos ensinar algo que os pimpolhos já nascem sabendo, mas podemos com certeza incentivá-los. Você incentiva?
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