Já havia decidido que escola para o Léo só com três anos. Mas, decidi também reavaliar. Menino inquieto, insatisfeito, mais parecendo estar enjoado de ficar só com a mãe. Me dispus a vistitar as três escolas candidatas a abrigá-lo nesse início da vida escolar. Optar por uma delas foi fácil. Difícil foi pensar e repensar sobre quando ele iria pisar lá.
OK, estou sendo dramática demais. Não foi assim tão complicado. Desde sempre eu soube que seria mais fácil para mim matriculá-lo no ano que vem. Com a melhora no comportamento e satisfação do pequeno e também da mamãe dele, junto à coincidente proximidade das férias do papai, a decisão só poderia ser uma! Ele vai para a escola no ano que vem mesmo! Ele está bem por aqui (embora eu ache que uns amiguinhos iriam fazer um bem danado), e eu estou bem. Tem uma pessoa que me ajuda agora para eu poder fazer meu frila em casa, mesmo que só uns dias da semana. Tem a luz do fim do túnel, mais conhecida como férias, época em que nós três poderemos descansar e curtir um mês só nosso, longe de tudo e todos, sem obrigações, sem estresse, com muita diversão e coisas diferentes para ver.
Mas não é só isso. As férias estão bem no meio do caminho, depois do primeiro mês de aulas. E aí? Eu faria todo aquele processo de adaptação e depois tiraria o Leco da nova rotina? Apertaria a tecla pause dele? Voltaria e começaria tudo do zero ou torceria para ele esquecer que esteve ausente por 30 dias e aproveitar o retorno? Acho que não. Acho ainda que começar a bancar uma mensalidade, com direito a matrícula e material escolar, para ficar um mês fora, voltar e ter apenas mais dois meses de aula para depois continuar pagando em dezembro e janeiro também é besteira.
Sendo assim, está decido. E nem venham me dizer que é porque eu estou sofrendo... Não, está tudo bem, juro. Estou me aprimorando nessa história de desgarrar, de delegar, de dar asas àquele que quer e precisa voar. Mas, que meu sexto sentido me diz que é melhor esperar mesmo, isso ele diz. Coisa de mãe. De mãe que vai sentir muita falta de uma voz me chamando a tarde toda. Ano que vem eu conto!
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