Ontem li um post que veio a calhar com meu atual momento. Lembram que eu, desde que Léo nasceu, me afastei da profissão? Afastamento opcional e maravilhoso, interrompido apenas para eu escrever um caderno especial de educação, sempre no segundo semestre. Nesse período de cerca de três meses, começando no final de julho, eu experimento a rotina de um home office, que eu carinhosamente chamo de mom office, já que trabalhar em casa é uma coisa e trabalhar em casa com filho é outra bem diferente, o que posso garantir por ter vivido as duas opções.
É muito bom ser mom officer, todas as mães deveriam poder tentar. É uma forma de estar perto e se manter no mercado ao mesmo tempo. Um equilíbrio difícil de equacionar, é verdade, mas saudável e proveitoso quando a mãe, dona desse escritório louco, consegue dar conta de tudo que deseja e precisa. Como contou minha colega blogueira , jornalista como eu e que falou sobre sua experiência de trabalhar de casa, acontece sim de você falar ao telefone (no nosso caso entrevistar) e ter um fundo de voz de bebê gritando, chorando ou pedindo algo. É comum também ter que parar tudo para atender a uma necessidade do pequeno ou ficar até meia-noite no computador para terminar o que teve de ser interrompido... Para mim, complica ainda mais por eu nunca ter tido ninguém para me ajudar durante meu período profissional anual. Por ser apenas uns meses, eu sempre achei que desse conta do recado e, por mais enlouquecida que eu fique, eu dou.
Mas, neste ano, penso em fazer diferente. Comecei a produzir esta semana e já percebi que quanto maior a criança, mais difícil é conciliar trabalho e atenção dada a ela sem ajuda alheia. Além do mais, passados mais de dois anos como mãe em tempo integral e frila de um trabalho só por vontade própria, quero continuar presente na rotina do pequeno, mas na medida do possível ampliar o lado profissional nesse meu escritórinho de mãe. Ter alguém para me amparar é fundamental para eu correr atrás e ando buscando esse alguém, tarefinha tão complexa quanto ficar por isso mesmo.
Fato é que, como muitas de vocês, já recusei propostas de trabalho fixo, uma delas a que pedi a Deus, mas antes de ter filho e priorizar a maternidade. Essa chance eu quis aproveitar de casa e tentei de todas as formas convencer meu ex possível chefe de que daria conta de fazer. Não tive êxito, pois a função exigia mesmo presença. Não me arrependo, pois sempre respeitei a chefinha aqui dentro que me dizia que estar com meu filhote vinha em primeiro plano.
Por mais que o número de pessoas atuando em home office aumente cerca de 10% ao ano (como acabo de ler na revista Claudia Bebê de julho, ainda sem link para a reportagem) e seja uma tendência mundial entre mães que tem até nome (work at home moms), percebo que ainda existe certa resistência em relação à opção. Mesmo assim, tenho vontade de fazer a ideia dar certo. Só que, para ser sincera, nunca me empenhei nisso, já que não era minha prioridade e sim um plano para o futuro.
Ainda não sendo a prioridade, agora é um desejo latente. Plano para um futuro quase imediato, só não para o presente porque temos férias em família logo logo. Então, depois do merecido descanso, serei mais uma a adotar de vez o projeto. Quero fazer funcionar. Por mais difícil que seja encontrar oportunidades (pelo menos para uma jornalista no interior), sei que é só começar (o que já fiz), criar uma maior rede de contatos (já tenho uma pequena), ser competente e, claro, seguir o conselho de quem faz isso há tempos e ter uma ajudante. A prática eu já tenho e, convenhamos, das mais difíceis, afinal consegui trabalhar em casa duas vezes e estou indo para a terceira, com filho no pé, literalmente. O resultado sempre valeu a pena e acho que continuará valendo. Depois eu conto.
Nenhum comentário:
Postar um comentário