No meio do meu trabalho de frila, resolvi parar e dizer que não, não é fácil trabalhar em mom office. Ficar no computador e manter a atenção nele, com o tempo correndo contra você e seu filho correndo para você, é uma das tarefas mais complicadas que já vivi. Mais que a correria da produção de um telejornal. Mais que terminar uma matéria à meia noite para ser publicada no jornal do dia seguinte. Mais que falar ao vivo na rádio sem rir com o operador de áudio fazendo palhaçadas na sua frente.
Mesmo tendo alguém para olhar seu filho (sim, eu consegui e conto depois), trabalhar em casa é um desafio. Gostoso poder ouvir a voz do meu filho brincando no quintal enquanto eu digito. Difícil saber que daqui a pouquinho a ajudante vai embora e ele vai mesmo querer ficar comigo. E eu já quero ficar com ele!!! Tanto que hoje, o texto é curto. Publicado rapidamente antes do meu expediente em frente à tela terminar. Alguém disse que é fácil? Se disse, mentiu!
Acesse o Mãe da Cabeça aos Pés!!!
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segunda-feira, 18 de julho de 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
Mom officer ativar!
Ontem li um post que veio a calhar com meu atual momento. Lembram que eu, desde que Léo nasceu, me afastei da profissão? Afastamento opcional e maravilhoso, interrompido apenas para eu escrever um caderno especial de educação, sempre no segundo semestre. Nesse período de cerca de três meses, começando no final de julho, eu experimento a rotina de um home office, que eu carinhosamente chamo de mom office, já que trabalhar em casa é uma coisa e trabalhar em casa com filho é outra bem diferente, o que posso garantir por ter vivido as duas opções.
É muito bom ser mom officer, todas as mães deveriam poder tentar. É uma forma de estar perto e se manter no mercado ao mesmo tempo. Um equilíbrio difícil de equacionar, é verdade, mas saudável e proveitoso quando a mãe, dona desse escritório louco, consegue dar conta de tudo que deseja e precisa. Como contou minha colega blogueira , jornalista como eu e que falou sobre sua experiência de trabalhar de casa, acontece sim de você falar ao telefone (no nosso caso entrevistar) e ter um fundo de voz de bebê gritando, chorando ou pedindo algo. É comum também ter que parar tudo para atender a uma necessidade do pequeno ou ficar até meia-noite no computador para terminar o que teve de ser interrompido... Para mim, complica ainda mais por eu nunca ter tido ninguém para me ajudar durante meu período profissional anual. Por ser apenas uns meses, eu sempre achei que desse conta do recado e, por mais enlouquecida que eu fique, eu dou.
Mas, neste ano, penso em fazer diferente. Comecei a produzir esta semana e já percebi que quanto maior a criança, mais difícil é conciliar trabalho e atenção dada a ela sem ajuda alheia. Além do mais, passados mais de dois anos como mãe em tempo integral e frila de um trabalho só por vontade própria, quero continuar presente na rotina do pequeno, mas na medida do possível ampliar o lado profissional nesse meu escritórinho de mãe. Ter alguém para me amparar é fundamental para eu correr atrás e ando buscando esse alguém, tarefinha tão complexa quanto ficar por isso mesmo.
Fato é que, como muitas de vocês, já recusei propostas de trabalho fixo, uma delas a que pedi a Deus, mas antes de ter filho e priorizar a maternidade. Essa chance eu quis aproveitar de casa e tentei de todas as formas convencer meu ex possível chefe de que daria conta de fazer. Não tive êxito, pois a função exigia mesmo presença. Não me arrependo, pois sempre respeitei a chefinha aqui dentro que me dizia que estar com meu filhote vinha em primeiro plano.
Por mais que o número de pessoas atuando em home office aumente cerca de 10% ao ano (como acabo de ler na revista Claudia Bebê de julho, ainda sem link para a reportagem) e seja uma tendência mundial entre mães que tem até nome (work at home moms), percebo que ainda existe certa resistência em relação à opção. Mesmo assim, tenho vontade de fazer a ideia dar certo. Só que, para ser sincera, nunca me empenhei nisso, já que não era minha prioridade e sim um plano para o futuro.
Ainda não sendo a prioridade, agora é um desejo latente. Plano para um futuro quase imediato, só não para o presente porque temos férias em família logo logo. Então, depois do merecido descanso, serei mais uma a adotar de vez o projeto. Quero fazer funcionar. Por mais difícil que seja encontrar oportunidades (pelo menos para uma jornalista no interior), sei que é só começar (o que já fiz), criar uma maior rede de contatos (já tenho uma pequena), ser competente e, claro, seguir o conselho de quem faz isso há tempos e ter uma ajudante. A prática eu já tenho e, convenhamos, das mais difíceis, afinal consegui trabalhar em casa duas vezes e estou indo para a terceira, com filho no pé, literalmente. O resultado sempre valeu a pena e acho que continuará valendo. Depois eu conto.
É muito bom ser mom officer, todas as mães deveriam poder tentar. É uma forma de estar perto e se manter no mercado ao mesmo tempo. Um equilíbrio difícil de equacionar, é verdade, mas saudável e proveitoso quando a mãe, dona desse escritório louco, consegue dar conta de tudo que deseja e precisa. Como contou minha colega blogueira , jornalista como eu e que falou sobre sua experiência de trabalhar de casa, acontece sim de você falar ao telefone (no nosso caso entrevistar) e ter um fundo de voz de bebê gritando, chorando ou pedindo algo. É comum também ter que parar tudo para atender a uma necessidade do pequeno ou ficar até meia-noite no computador para terminar o que teve de ser interrompido... Para mim, complica ainda mais por eu nunca ter tido ninguém para me ajudar durante meu período profissional anual. Por ser apenas uns meses, eu sempre achei que desse conta do recado e, por mais enlouquecida que eu fique, eu dou.
Mas, neste ano, penso em fazer diferente. Comecei a produzir esta semana e já percebi que quanto maior a criança, mais difícil é conciliar trabalho e atenção dada a ela sem ajuda alheia. Além do mais, passados mais de dois anos como mãe em tempo integral e frila de um trabalho só por vontade própria, quero continuar presente na rotina do pequeno, mas na medida do possível ampliar o lado profissional nesse meu escritórinho de mãe. Ter alguém para me amparar é fundamental para eu correr atrás e ando buscando esse alguém, tarefinha tão complexa quanto ficar por isso mesmo.
Fato é que, como muitas de vocês, já recusei propostas de trabalho fixo, uma delas a que pedi a Deus, mas antes de ter filho e priorizar a maternidade. Essa chance eu quis aproveitar de casa e tentei de todas as formas convencer meu ex possível chefe de que daria conta de fazer. Não tive êxito, pois a função exigia mesmo presença. Não me arrependo, pois sempre respeitei a chefinha aqui dentro que me dizia que estar com meu filhote vinha em primeiro plano.
Por mais que o número de pessoas atuando em home office aumente cerca de 10% ao ano (como acabo de ler na revista Claudia Bebê de julho, ainda sem link para a reportagem) e seja uma tendência mundial entre mães que tem até nome (work at home moms), percebo que ainda existe certa resistência em relação à opção. Mesmo assim, tenho vontade de fazer a ideia dar certo. Só que, para ser sincera, nunca me empenhei nisso, já que não era minha prioridade e sim um plano para o futuro.
Ainda não sendo a prioridade, agora é um desejo latente. Plano para um futuro quase imediato, só não para o presente porque temos férias em família logo logo. Então, depois do merecido descanso, serei mais uma a adotar de vez o projeto. Quero fazer funcionar. Por mais difícil que seja encontrar oportunidades (pelo menos para uma jornalista no interior), sei que é só começar (o que já fiz), criar uma maior rede de contatos (já tenho uma pequena), ser competente e, claro, seguir o conselho de quem faz isso há tempos e ter uma ajudante. A prática eu já tenho e, convenhamos, das mais difíceis, afinal consegui trabalhar em casa duas vezes e estou indo para a terceira, com filho no pé, literalmente. O resultado sempre valeu a pena e acho que continuará valendo. Depois eu conto.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Mom Office
Há dois anos e alguns dias me dedico quase que exclusivamente à maternidade. Fiz essa opção porque não me vi em outro papel se não esse desde que saí da sala de parto. Quando meu bebê tinha quatro meses cheguei a voltar ao jornalismo, mas pelo computador de casa e por apenas três meses. Quando ele tinha 1 ano e 4 meses trabalhei desse mesmo jeito, por mais três meses. Fiz por vontade, para ganhar um dinheirinho extra e para me "manter" no mercado. Dava para conciliar a mãe com a proffissional e mesmo que isso tenha me levado à exaustão, eu ficava satisfeita, pois meu pequeno estava ali ao meu lado o tempo todo. Passou e eu voltei a ser a mãe em tempo integral.
Sou privilegiada, digo e repito. E não me arrependo de usufruir de tal privilégio, que é o de estar em casa sem me preocupar com emprego. Meu bebê, hoje com dois anos, me mostra que cada minuto com ele valeu a pena. Vale muito a pena. Eu vi e vejo tudo acontecer, acompanhei cada etapa de pertinho e sei como está meu filho sem ninguém precisar me contar, sem falar em tudo que posso ensiná-lo diariamente. Eu o conheço melhor que a mim mesma! Sou feliz. Ele é feliz.
É uma pena que nem todas as mães possam praticar a maternidade com essa intensidade... Umas tem que voltar ao batente antes mesmo de a licença acabar. Sinto muito por elas e pelos seus filhos. Mas cada uma tem sua vida, sua crença, seus sentimentos e, principalmente, suas necessidades. Para ajudar, o governo em nada ajuda para que a realidade seja diferente. Nenhum benefício para mamães a não ser míseros quatro ou seis meses longe do trabalho.
Paciência para quem faz parte dessa verdade, seja trabalhando com o coração partido em deixar o filhote, seja curtindo o filho e sentindo cobranças de quem não entende essa vontade mais forte que ego, dinheiro e sucesso profissional.
Diante desse mundo onde não há meio termo, acredito que seja fácil entender o que às vezes acontece com mães que optam por ficar em casa. É que depois de tanto tempo cuidando de tarefas domésticas e de criança, faz falta um ar. O oxigênio respirado no mercado de trabalho. Pode parecer contraditório, mas, por mais satisfeita que a mamãe esteja, pensar em outra coisa que não seja só o filho e a casa dá saudade. Não a ponto de querer trocar de lugar com a mãe que trabalha fora (não mesmo!), mas o suficiente para refletir se não é possível trazer trabalho de fora para dentro. Ter uma tarefa profissional massageia a alma, muda a rotina, nos coloca como parte de um mundo que nos esquece quando estamos fora dele. No meu caso, por exemplo, não há desejo em sair de casa ainda, mas de estar aqui e abrir uma janelinha para o lado de fora, como já fiz antes. É inspirador.
Não é por acaso que vejo tantas mães mudando de ramo logo que o tempo de afastamento de seu antigo emprego termina e se dedicando a algo que possam fazer em casa para ganhar dinheiro. Umas fazem isso com o filhinho ainda bem neném, outras depois que acham que o pequeno está mais independente, mesmo que ele ainda fique só sob seus cuidados. Conheço histórias de mulheres que começaram grandes negócios assim... Pode ser a "síndrome da super mulher", mas dá certo para muitas. Dá trabalho, mas dá. E eu, que já tive a chance de experimentar esse "duo", acho maravilhosa a possibilidade. Se home office é tendência mundial para homens e mulheres solteiros ou casados, para mamães modernas, mom office pode ser uma idéia mais que genial. Seria, se não faltassem oportunidades para colocá-la em prática.
Não digo que o trabalho feito de casa resolveria todos os problemas e dilemas maternos, talvez só os aumentaria. Também não acho que seja a solução em todos os casos, afinal há profissões em que presença é fundamental. Mas, o reconhecimento do trabalho à distância nos daria mais opções, da mesma forma que já dão algumas empresas que criam espaços para os bebês ficarem pertinho das mamães enquanto elas "produzem". Mas, como escrevi, são só algumas empresas que fazem isso e o mom office ainda é quase um ideal. Por isso, só nos resta mesmo optar por qual janela fechar. E esperar até conseguirmos abrir uma porta.
Sou privilegiada, digo e repito. E não me arrependo de usufruir de tal privilégio, que é o de estar em casa sem me preocupar com emprego. Meu bebê, hoje com dois anos, me mostra que cada minuto com ele valeu a pena. Vale muito a pena. Eu vi e vejo tudo acontecer, acompanhei cada etapa de pertinho e sei como está meu filho sem ninguém precisar me contar, sem falar em tudo que posso ensiná-lo diariamente. Eu o conheço melhor que a mim mesma! Sou feliz. Ele é feliz.
É uma pena que nem todas as mães possam praticar a maternidade com essa intensidade... Umas tem que voltar ao batente antes mesmo de a licença acabar. Sinto muito por elas e pelos seus filhos. Mas cada uma tem sua vida, sua crença, seus sentimentos e, principalmente, suas necessidades. Para ajudar, o governo em nada ajuda para que a realidade seja diferente. Nenhum benefício para mamães a não ser míseros quatro ou seis meses longe do trabalho.
Paciência para quem faz parte dessa verdade, seja trabalhando com o coração partido em deixar o filhote, seja curtindo o filho e sentindo cobranças de quem não entende essa vontade mais forte que ego, dinheiro e sucesso profissional.
Diante desse mundo onde não há meio termo, acredito que seja fácil entender o que às vezes acontece com mães que optam por ficar em casa. É que depois de tanto tempo cuidando de tarefas domésticas e de criança, faz falta um ar. O oxigênio respirado no mercado de trabalho. Pode parecer contraditório, mas, por mais satisfeita que a mamãe esteja, pensar em outra coisa que não seja só o filho e a casa dá saudade. Não a ponto de querer trocar de lugar com a mãe que trabalha fora (não mesmo!), mas o suficiente para refletir se não é possível trazer trabalho de fora para dentro. Ter uma tarefa profissional massageia a alma, muda a rotina, nos coloca como parte de um mundo que nos esquece quando estamos fora dele. No meu caso, por exemplo, não há desejo em sair de casa ainda, mas de estar aqui e abrir uma janelinha para o lado de fora, como já fiz antes. É inspirador.
Não é por acaso que vejo tantas mães mudando de ramo logo que o tempo de afastamento de seu antigo emprego termina e se dedicando a algo que possam fazer em casa para ganhar dinheiro. Umas fazem isso com o filhinho ainda bem neném, outras depois que acham que o pequeno está mais independente, mesmo que ele ainda fique só sob seus cuidados. Conheço histórias de mulheres que começaram grandes negócios assim... Pode ser a "síndrome da super mulher", mas dá certo para muitas. Dá trabalho, mas dá. E eu, que já tive a chance de experimentar esse "duo", acho maravilhosa a possibilidade. Se home office é tendência mundial para homens e mulheres solteiros ou casados, para mamães modernas, mom office pode ser uma idéia mais que genial. Seria, se não faltassem oportunidades para colocá-la em prática.
Não digo que o trabalho feito de casa resolveria todos os problemas e dilemas maternos, talvez só os aumentaria. Também não acho que seja a solução em todos os casos, afinal há profissões em que presença é fundamental. Mas, o reconhecimento do trabalho à distância nos daria mais opções, da mesma forma que já dão algumas empresas que criam espaços para os bebês ficarem pertinho das mamães enquanto elas "produzem". Mas, como escrevi, são só algumas empresas que fazem isso e o mom office ainda é quase um ideal. Por isso, só nos resta mesmo optar por qual janela fechar. E esperar até conseguirmos abrir uma porta.
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