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terça-feira, 24 de maio de 2011

"Mãe, você tá pronta?"

Ouvi de uma pedagoga que quando uma mãe lhe pergunta se o filho está pronto para frequentar a escolinha, ela logo devolve a pergunta: "Você está pronta?". Uma maneira simples e eficaz de dizer às mamães que muito, mas muito, depende mesmo é da mãe. A profissional me explicou que de nada adianta deixar o filho com a professora e sair chorando ou não chorar mas ficar por minutos intermináveis se despedindo. A criança sente cada pontinha de dúvida de quem está a "deixando" no portão.
Minha cunhada acaba de colocar a filha de três anos na escola e ouviu o mesmo da professora quando insistiu em uma despedida mais calorosa. Segundo a "tia", é preciso ser o mais natural possível, sem muitos beijinhos e tchaus. Ah tá que não vou encher meu filho de beijos quando deixá-lo na escola! Ou será que devo repensar?
Ainda não cheguei nessa fase, mas em todas pelas quais passei, notei facilmente que a minha (in)segurança influencia demais o comportamento do meu filhote. Constato que quando a mãe não sabe se é melhor ou não fazer alguma coisa, melhor mesmo não fazer e esperar o relóginho lá de dentro despertar. Até porque ele certamente só vai tocar quando o bebê estiver tão ou mais preparado que ela. Dinâmica natural da maternidade, suponho.
Exemplos dela, citados em outro post meu sobre a "hora certa", são o desmame, o desfralde, o estabelecimento de horários, o ato de tirar a mamadeira ou a chupeta. Ontem mesmo, uma grande amiga estava na corda bamba se tirava ou não. A filhinha havia perdido a chupeta aqui em casa e eu disse: "Se não acharem é uma ótima oportunidade hein?", tentando encorajá-la, mas sabendo que não adiantaria se ela não estivesse já corajosa. Claro que perder a chupeta da filha a deixou muito nervosa. Claro que achar foi um alívio. Mas ela teve coragem de seguir adiante e dizer para a menina que não tinha achado, que haviam perdido na casa do Léo e que precisavam falar "tchau" para a pepê. Escutou o depertador dela? Eu escutei.
Parece simples e é, desde que as mães estejam prontas para encarar o que devem encarar. Eu, por exemplo, tive de lidar com uma certa crise de abstinência do Léo pela falta da chupeta que bagunçou totalmente os horários de sono. Eu fiquei exausta, mas estava no meu momento de lidar com isso. Estava tranquila e isso conta muito. Tanto que estou esperando o meu "click" para mexer nesse mesmo sono e na retirada da mamada da madrugada (é, eu ainda não tive coragem de tirar!). Aliás, alguém ouviu um barulho? Acho que foi meu alarme materno. É como se ele usasse as palavras do meu filho quando estamos nos arrumando: "Mãe, você tá pronta?", "Eu tô pronto?".

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