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segunda-feira, 14 de março de 2011

Corre xixi que a petinha já foi!

Desde quando Léo tinha seis meses eu já me preocupava em como tirar a chupeta. No entanto, fui deixando para agir em algum momento perto dos dois anos, idade considerada limite para o uso do utensílio. Por mais que eu tenha tido vontade, não tive forças para tentar tirar antes. Consegui restringir o uso à hora de dormir, mas isso foi desde sempre. Ele só chupetava mais quando era um bebê e sofria com cólicas, motivo pelo qual escolhi fazer uso do bico artificial.
Além de ser idade ideal para o fim da chupeta, dois anos também é a época em que o início do desfralde é mais recomendado. Fácil perceber que, se bobearmos, um coincide com o outro. O problema é que pediatras e especialistas aconselham a não tirar tudo de uma só vez. O médico do meu filho foi bem claro quando me disse que as duas exclusões juntas não davam certo. Ou seja mamães, é preciso escolher entre fralda e chupeta... Qual é menos importante, qual faz menos falta, qual será mais fácil abolir do cotidiano... Como se já não bastasse a dificuldade do ato de tirar, ainda precisamos escolher por onde começar!
Eu remoía isso dentro de mim. Não digo que sofri, mas pensei inúmeras vezes em qual escolha faria meu filho sofrer menos... Achei que a fralda era mais urgente, pois o frio chega rápido na cidade onde moramos e eu tinha tempo curto para deixar molhar cuequinhas e roupinhas loucamente. Então, resolvi deixar a chupeta para depois. Só passei a ser mais rígida. Se antes ele ainda ficava uns minutinhos com a pepê na boca depois de levantar, há uns dois meses, coloquei a regrinha de guardá-la no travesseiro logo que acordasse.
Meus planos iam mais ou menos bem. Enquanto a chupeta permanecia guardada quase o dia todo, a fralda ficava guardada no armário apenas uns minutinhos do dia e nem todo o dia, pois me faltava a coragem. Quando meu bebê tinha 1 ano e 8 meses, até decidi apresentá-lo ao penico, mas este logo virou poltroninha de leitura de livros. A verdade é que no início deixava Leléo meia horinha por dia sem fralda, depois a tarde toda e há um mês tento deixá-lo de fralda só para dormir, o que aconteceu de fato há apenas duas ou três semanas, depois de eu ter pensado em desistir mais de uma vez de tanto limpar o chão com álcool. Sempre o levei até o penico, como aconselhado por mães que passarm pela mesma situação com sucesso, mas este só foi deixando de ser objeto de decoração quando o usuário quis usá-lo.
Falam que tira-se a fralda em uma semana e uma mãe me contou que tirou em três dias! Aqui a coisa toda ainda segue aos poucos, mas vai muito bem, me provando mais uma vez que não há receita melhor que a prescrita por cada mãe, cada pai, cada filho. Dois dias antes de Leco completar dois aninhos, resolveu espontaneamente e sozinho fazer o primeiro xixi no penico, enquanto eu enchia a banheira para o banho, quando eu menos esperava. Ele passou a ir para o banheiro falando "corre xixi", mas ainda escapam alguns, o cocô só sai na fralda e quando saímos de casa nada de cueca, pois a atenção dele muda... Porém, ao contrário do que me alertaram, isso não o faz voltar atrás, mas a seguir em frente. Acabo de chegar de viagem, o garotinho lindo está de cueca e já deu sua corridinha ao penico duas vezes todo alegrinho...
E se o desfralde, que achei que ia acontecer primeiro, ainda está acontecendo, o "despêta" já foi! Hoje faz uma semana que Léo não coloca a chupeta na boca! E eu juro, filhinho, eu não fui cruel e tirei tudo ao mesmo tempo... É que no dia do seu aniversário, você mordeu a pepê e a rasgou. Haviam outras duas. Uma foi rasgada pelos seus dentinhos no dia seguinte à noite e a outra (que eu fui pegar para substituir), já estava rasgada e eu não havia notado. Eram dez da noite e não encontraríamos a marca que você gosta em nenhuma farmácia de plantão. Não havia o que fazer a não ser respirar fundo e esquecer as petinhas, mesmo estando no meio do processo de esquecimento das fraldinhas.
Como eu já estava pensando em fazer isso explicando que as chupetas estavam velhinhas e incentivando o pequeno a jogá-las no lixo, aproveitei o ocorrido para colocar a idéia em prática. Só não pensava em ter que fazê-lo jogar as três ao mesmo tempo... Mas eu e papai explicamos tudinho, o filhote entendeu e ainda repetiu "tchau petinha, obigado". A hora de dormir, que já estava transformada, passou a ficar transtornada, em compensação não houve nada de choro, grito ou birra. A compreensão do meu neném nos surpreende e nos deixa tranquilos, porque basta lembrá-lo do que aconteceu que as perguntinhas cessam.
O calmante de plástico faz falta, eu já saí do quarto chorando depois de um tempão tentando fazê-lo dormir sem ele, cheguei a me culpar por ter lhe dado a chupeta um dia, mas tem valido a pena. As "crises de abstinência" são muito melhores e menores do que imaginávamos e passam logo que respondemos à pergunta "cadê minha petinha?" com verdade e carinho. Nada de traumas ou problemas emocionais porque a chupeta deixou de aparecer, mesmo que o desfralde esteja sendo feito quase ao mesmo tempo, sem querer quase querendo. Dormir tem sido mais demorado, mas sair correndo para o banheiro, chegar lá e não sair nada de vez em quando tem sido uma brincadeira e se despedir do xixi depois de esvaziar a bexiguinha é pura diversão. Tchau petinha, tchau xixi!

Um comentário:

  1. Ai que lindo, me emocionei com o "obigado" e o adeus a chupeta. Muito fofo! Tomara que ele esqueca rapidinho e que o desfralde continue numa boa. Um beijo e muita forca e paciencia que parece ser o unico remedio para essas situacoes!

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