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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Fotos e mais fotos

Sempre gostei de fotos. Mas, depois de ter filho, passei a amá-las ainda mais. Como não gostar de uma tecnologia (se assim posso chamar) que registra os melhores e mais marcantes momentos da nossa vida? E como não idolatrar a tal maquininha quando os eventos registrados por ela são protagonizados pela pessoa mais importante do seu mundo? Imagine então pensar que as fotos ficarão para sempre para lembrar essa pessoinha do quanto importante ela é na sua vida...
Eu adoro ver as fotos de quando eu era criança. As minhas de neném, as do meu aniversário de três aninhos, minha primeira festa junina. Sinto por não ter do meu nascimento, da primeira mamada e de todo o imenso restante que hoje nós mamães aplicadas e plugadas registramos com a maior dedicação. Está certo que eu fui a quinta filha e que naquela altura do campeonato minha mãe nem devia ter mais ânimo para fotografar ou montar um álbum. Mas ela bem que se esforçou, e o esforço valeu a pena. Guardo cada um dos meus dois álbuns como relíquias!
Agora é a minha vez de organizar a vida de um pequeno rei em um livro cheio de imagens tiradas dele. É complicado selecionar o que vale ou não ir para o livro de capa azul. Eu, honestamente, imprimo quase todas! E olha que sou jornalista, tenho uma certa experiência em edição... Mas editar momentos tão importantes para mim é o mesmo que pedir para ser imparcial em uma reportagem sobre sua própria vida!
Então me encontro aqui, em meio a arquivos digitais, copiando e colando o que ficou bom, e até o que não ficou tão bom assim, mas que eu não quero que fique arquivado em um HD externo! Sim, porque a tecnologia de máquinas digitais é maravilhosa, ter a possiblidade de guardar até o que não prestou em uma memória artificial é prático demais, mas ter que acessar um computador para ver estas imagens aí já é demais... Eu sou das antigas... gosto de papel, de folhear um álbum lindo e caprichado, de mostrá-lo para quem se interessar, deixá-lo ao alcance das mãos. Por isso, copio tudo em um pen drive que levo diretamente a loja que transforma esse mesmo tudo em imagens coloridas em um papel brilhante.
O bacana disso tudo é que o novo não se opõe ao velho. Temos sim uma baita tecnologia a favor de nossa história pessoal, mas temos também o costume arcaico de querer olhar sem a ajuda de uma tela luminosa. É claro que tem mãe que prefere simplesmente não imprimir nada, outras que tem a maior capacidade de editar a linha do tempo dos filhos e outras que se perdem no tempo e esquecem de organizar as inúmeras fotografias, seja em arquivos digitais, seja em ábuns impressos. Mas, no geral, hoje em dia, vamos armazenando toda uma vida nessa caixinha preta chamada de laptop e na outra caixinha, menor ainda, chamada de HD, quando não em pen drive, cd, dvd. Mas vamos imprimindo também, mesmo sem saber se um dia nossos filhos irão gostar dessa maneira de olhar a vida. Vamos folheando, mandando por email, postando em páginas de relacionamento.
Quer encontro mais perfeito entre o que foi e o que vai ser? Entre o que fotografamos e o que vivemos longe das câmeras? Entre o passado que insitimos em fazer presente e o futuro que imaginamos para nossos pequenos modelos? E um futuro que nem imaginamos, mas que certamente vai existir? Quer maneira mais simples e prática de guardar em nossos corações o que sentimos e vivemos para que um dia, já grandinhos, os corações de nossos fihos possam sentir e viver através de imagens colecionadas com carinho? Quer orgulho maior do que pensar que, muito possivelmente, nossos filhos irão mostrar para seus próprios filhos tudo que deixamos de recordação? Seja em um Ipad ou em um scrapbook, isso um dia vai acontecer. Seja tirada em máquinas digitais profissionais ou em aparelhagens que usam filme (como inacreditavelmente meus tidos ainda fazem), essa lembrança, mais conhecida como foto, é uma das melhores invenções da humanidade. Certamente, uma criação que toma nosso tempo quando precisamos organizá-la seguindo datas e motivos. Sem dúvida nenhuma, um artigo a favor desta linda instituição chamada família...

Um comentário:

  1. Beatriz, realmente a facilidade com que hoje podemos guardar fotos é imensa! Eu crio álbuns por anos, assim fica bacana ver a evolução da filhota!
    bjsss

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