Expectativa faz parte da vida e, quando o assunto é maternidade, ela se torna ainda mais presente. Queremos ser as melhores mães. Idealizamos desde novinhas e, ao ver a carinha mais linda, exigimos isso de nós mesmas todos os dias. Assim, perfeccionismo, cobrança, crítica, auto-crítica e, principalmente, sentimento de culpa, se tornam moradores da nossa alma.
Se quer saber, isso não é ruim. É amor. É o maior amor que se pode experimentar. Incondicional. De quem deu à vida a alguém e chega a dever sua vida a esse mesmo alguém. Um sentimento tão forte que nos faz querer aproximar ainda mais o ideal do real. Nos faz conseguir fantasiar mais do que quando brincávamos de boneca. E com todas as pessoas do lado de fora da casinha de boneca assistindo a tudo. Não dá para fechar a portinha. Toda a sociedade participa, exigindo de inúmeras formas que sejamos boas mães, não apenas como queremos, mas como mandam manuais escritos por aí. Isso não é brincadeira! É realidade.
A fantasia é achar que por você ser a mãe, ninguém vai poder dar palpite, realidade é escutar conselhos amigos a todo momento. Fantasia é achar que tal receita de comadre funciona com seu filho, realidade é ter a certeza de que só funciona com o filho dela. Fantasia é querer praticar o recomendado de engordar no máximo 12 quilos na gravidez, realidade é engordar mais e mais se esforçando para ser menos e menos. Fantasia é achar que o bebê mamará logo ali na sala de parto (como aconselham hoje em dia), realidade é que ninguém perguntou se ele está com fome. Fantasia é achar que cólica é só até os três meses, realidade é rezar para ela passar quando o neném já tem mais de quatro. Para resumir, fantasia é achar que a perfeição nasce junto com o seu filho, a realidade, conhecida por todas nós, nem preciso falar.
Mas, temos que lembrar que o ideal pode virar realidade e que, por incrível que pareça, muitas vezes a realidade supera o que idealizamos. O parto normal pode acontecer e ainda melhor do que imaginávamos. O filho pode ser super bem educado, mais do que esperávamos. O marido pode se mostrar participativo, a chupeta pode ser jogada fora antes do planejado e a adapatação na escolinha pode mesmo ser fácil.
Surpeenda-se! A maternidade surpreende. Ela é muito mais do que todas nós idealizávamos, e de uma forma positiva. Indescritível. Apesar das dificuldades diárias, dos tropeços, do cansaço, das noites pessimamente dormidas, tudo é melhor do que poderíamos imaginar. Nem sempre conseguimos dar a papinha deliciosa que preparamos, tirar a fralda também não é simples, assim como aprender a dizer não e fazê-lo funcionar na hora em que é mais preciso. Mas quem disse que isso é ruim? Frustra, preocupa, cansa, mas, por outro lado, nos ensina tanta coisa! Ensina, por exemplo, que felicidade está em pequenas grandes coisas. Feliz de quem vê o filho sair de uma febre, de quem recebe um carinho de mãozinhas pequenas ao acordar, de quem descobre uma fruta adorada como chocolate, de quem acorda no meio da madrugada escutando "mamãezinha", de quem vê sorrisos e mais sorrisos sem motivos para você...
Garanto que nenhuma mãe sã trocaria sua rotina agitada e cansativa pelo sossego de um dia a dia sem filhos. Futuras mamães, ser mãe está longe de ser um conto de fadas. Podem parar de sonhar. A vida real é muito melhor! A maternidade real é a experiência mais maravilhosa que uma mulher pode viver e a única que, com certeza, a tornará uma pessoa melhor. Para nós, o único ideal é ser a melhor mãe do mundo! O real é fazer de tudo para conseguir. E dá para conseguir, porque só de tentar com tanto amor e dedicação, que filho não irá achar isso? A melhor mãe do mundo é a real, aquela que dá tudo de si, que erra, aprende, lê, pesquisa métodos, cria os seus próprios, se esforça sem fazer força. A melhor mãe do mundo é a que, simplesmente, tenta ser uma mãe melhor todos os dias da sua vida. E, sendo bem realista, dá para não tentar algum dia?
- Esse texto faz parte da blogagem coletiva sobre maternidade real, proposta por Carol Passuelo e que deveria ser publicado no dia 08. Só não foi devido à nada além da realidade materna...
Bia, que saudades! Me perdoe por não comentar seu posts. Aposte que leio todos eles, mas minha vida de mãe real anda tão corrida, mas tão corrida, que jantar aqui em casa é coisa rara viu !!!
ResponderExcluirbeijos p vc, Kébi e pro Leozinho !!
Oi, Bia
ResponderExcluirClaro que eu tinha que voltar aqui para ler o seu post. Mesmo atrasado, foi super oportuno, real e inspirador.
Gostei muito de ler sobre mães que, como eu, tentam, tentam... incansavelmente... que se decepcionam com o fato da realidade e da fantasia estarem tão distantes... mas que, acima de tudo, não desistem e não se enfraquecem!
ADOREI seu post... e adoro suas visitinhas!
Beijos, querida.
www.roteirobaby.com.br
Adorei o texto, Beatriz!!
ResponderExcluirBeijos