Até os dois anos. Sempre fui categórica quando me perguntavam até quando eu deixaria meu filho longe do chocolate. Fiquei muito brava pelo fato de os avós M e R terem dado ao Leco um pedacinho de chocotone no natal, quando ele tinha apenas nove meses! Foi escondido, é óbvio, porque vô e vó tem dessas coisas mesmo. Hoje posso dar até risada, mas não gostei. Ainda bem que chocotone não é bem chocolate não é? E melhor ainda que ele não gostou!
Quem é mãe e regrada com a alimentação dos pequenos sabe que as pessoas adoram oferecer o que não pode, questionar o tamanho da nossa "frescura" e tentar burlar nossas regras. Não é por mal, é por acreditar que não tem mal nenhum nisso. Imagine se comer um bombomzinho vai ser ruim... Mas bom mesmo é ver que tem quem respeite sua maneira de ver as coisas e coopere, como outras mães ou até tias que perguntam em voz baixa para só você ouvir se pode dar bala, pirulito e outras guloseimas. Eu delicadamente nunca deixei e sempre expliquei que ele nem sabe o que é! Hoje, continuo não deixando darem porcarias em geral, mas o chocolate...
O doce dos deuses, que mamãe é quase viciada, adoçou a boca do pequeno pela primeira vez quando ele tinha um ano e meio. Antes do planejado, mas adequadamente, eu diria, porque uma amiguinha estava se lambuzando com uma trufa e ofereceu a ele com toda a educação. Vi a vontade de provar a novidade nos olhos dele, e olha que o rapaz detesta experimentar algo novo. Provou, duas ou três mordidas e gostou! Acabou, não chorou e nas outras vezes que comeu um pedacinho, não passou de um pedacinho. Acho que na verdade não era tão delicioso para ele... E até hoje não é, a não ser que me veja comendo uma marca importada que até Deus duvida que é homem que faça aquilo... Ou quando se trata de Bis. Aí ele pede bis.
Então, duas Páscoas já se passaram e nada de ovinho por aqui. Nem outra coisa. A gente simplesmente achou que não precisava. Neste ano, depois da chegada fervorosa do Papai Noel no ano passado, não restam dúvidas de que o coelhinho é muito bem vindo, com chocolate na mochila e tudo. O "tudo" vai ser um brinquedinho escolhido por nada mais nada menos que o garotinho esperto que já entendeu essa coisa de pedir há uns meses e vive dizendo: "Vamos na loja de binquedos compá uma coisa pá mim?". Fomos e escolhemos o que o senhor coelho vai comprar para ele! Ajudamos o pequeno até a escrever cartinha e colocar embaixo da porta! Qualquer semelhança com Natal não é mera coicidência!
Combinado. Esperamos as pegadinhas no chão, a cenoura mordida e o ovo da Páscoa! Mas, é um ovinho do tamanho da palma da minha mão. Não precisa mais que isso, afinal ele só tem dois anos! Eu bem que me entusiasmei quando vi um enorme por um preço bem acessível de promoção, mas depois pensei: "Ele vai comer tudo isso?" ou melhor "Vou deixá-lo comer o ovo inteiro?". Não deixaria e a sensação que me deu foi que eu estaria acostumando mal uma criança que ainda não dá valor a tamanhos... Daria algo que eu teria que esconder e ajudar a comer! Será que ele não iria estranhar o "desaparecimento" do ovão??? Por isso, é ovinho mesmo. Para saborear não só o chocolate, mas a alegria de ganhar o ovo colorido que só o coelhinho traz. Bem, não é só ele, porque muita gente já me perguntou se pode vir com ovinho dessa vez... E eu deixei, desde que sejam ovinhos hein? Porque se não for assim, mamãe vai engordar quatro quilos! E sem culpa... Feliz chocolate!!!
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