Se tem algo que penso constantemente a respeito é sobre a educação do meu filho: a que eu e o pai dele damos, a que ele já tem e a que ele terá. Como é difícil saber se estamos acertando ou não! É dito que filho não nasce com manual, mas existem tantos manuais voltados a nos dizer o que fazer... E cada um, cada autor, cada pesquisa, cada reportagem, cada programa de televisão diz uma coisa.
Acabo de assistir a um episódio da Supernany, o que me fez refletir mais uma vez, inclusive porque, durante o almoço de hoje, tive um momento de "o que fazer, eis a questão". Ao meio dia, o pequeno estava com sono, todo bagunçado com o fim do horário de verão, e não queria terminar de comer. Não queria nem começar, pois estava entretido com ursinhos que quase nunca brinca. E eu, sem paciência, o coloquei no cadeirão dizendo que era a hora. Choro. Manha. Ele ficou chateado. E eu, que já havia feito de um jeito que não deveria, tinha que continuar firme para não me contradizer, mesmo chateada também. Ele engoliu o chorinho e comeu, mas parou antes da hora. Consegui convencê-lo a abrir a boca para mais três colheradas e fim. Dei minha palavra que acabaria ali e acabei escutando "eu não quero comer de novo". Perguntei o que ele queria e a resposta óbvia que só a mãe impaciente não percebeu foi: "quero naná". Subiu na cama, pegou a pepê e tchau. Nem ligou se eu ia ou não ficar no quarto. Dormiu antes de eu terminar o suco de melancia, o qual achei que deveria dar... Que insistência, a minha, é claro.
Há mesmo muitas dicas e regras disponíveis para todos os tipos de situações, incluindo esta, e é bom contar com elas, nos informar e saber o que é aconselhável fazer, mas nem sempre o indicado é o melhor dentro de casa. Nem sempre conseguimos praticar o que lemos e muitas vezes nem concordamos com as informações que recebemos. A conclusão que cheguei assistindo à babá britância mais eficiente que já ouvi falar é que nós, mães e pais, sabemos qual é o caminho a seguir. Ela não estava tratando de nenhum assunto parecido, mas me fez pensar no que eu havia feito só de aparecer na minha frente. Eficiente mesmo ela! Eu conclui que um método eficiente para saber se estamos ou não errando é prestar atenção em como nós nos sentimos depois que agimos. De nada adianta seguir conselhos e não se sentir bem utilizando-os ou agir de acordo com o que você inventa e achar que não está dando resultados.
O que eu senti com o que acabo de contar me deu uma certa indigestão... A resposta para a pergunta "estou fazendo certo?" ficou nítida como a imagem digital que eu via na televisão e eu não gostei dela. Bem, a gente aprende errando. Mas que dá um sentimento terrível imenso e dolorido de culpa dá. E acompanhado do medo de repetir o mesmo erro, de causar danos ao meu filhote, à sua auto-estima, à sua alegria, à sua educação. Porque falar em educar é fácil, mas a ação de educar é bem diferente. E mesmo que as pessoas se rasguem em elogios à educação do meu filho, não acho a missão fácil e nem me acho a melhor educadora. Sou sim uma mãe que admite aprender a cada dia. E aprendi mais uma hoje.
Não sei até que ponto esses programas que supostamente "ensinam" pais a educar filhos devem ser seguidos. A verdade é que queremos filhos parecidos conosco, com os nossos valores, e ninguém melhor do que nós mesmas para saber como fazer isso. É claro que esses programas são válidos, até para vermos exemplos do que acontece em outras famílias com problemas semelhantes, mas conselhos são apenas isso, conselhos, a decisão final é somente nossa. Hoje você aprendeu algo a mais também, que se aprende a ser mãe, no dia-a-dia, e esse aprendizado não termina nunca, só muda de foco: quando eles ficarem maiores não precisará educá-los mas terá de orienta-los, e aprenderá isso também. Tudo a seu tempo.
ResponderExcluirBj
Adri
Nós mães temos esta mania de achar que não somos humanas, mas somos mesmo e erramos, mas como tu dizes com os erros também se aprende. Mas da culpa de mãe não nos livramos, está-nos no sangue...
ResponderExcluirEu já escrevi muitas vezes no meu cantinho que acho que a maior dificuldade em educar uma criança está na árdua tarefa de olharmos o mundo com os seus olhos, o seu nível de compreensão do mundo a sua biologia... e acredito que as falhas e erros que nós pais cometemos têm a suas raizes nesta dificuldade. Pensar e reflectir no assunto já é sem duvida um passo positivo para na próxima vez agirmos com os olhos do nosso filho.
um beijo
Também não acredito em fórmulas prontas para educar crianças! Cada criança é única. Cada família é única. Cada mãe é única. E ponto! Não dá pra generalizar. Cada um sabe o que é melhor para seu filho e pra sua família.
ResponderExcluirConcordo com você!!!
Bjos!
Juliana Almeida
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