Não sou do tipo de mãe que fica antecipando as coisas. "Não vejo a hora de ele andar" ou "quero que ele fale logo" são frases jamais faladas por mim. E olha que ansiedade é comigo mesmo! Porém, quando o assunto é o reizinho, prefiro deixar que ele reine. É claro que fiquei ansiosa para vê-lo engatinhar, o que foi acontecer com oito meses e meio, e que fiquei muito feliz quando andou com 1 ano e 20 dias. Mas, vou curtindo cada avanço, cada conquista, cada dia.
Algo que me surpreendeu foi a rapidez com que meu anjinho aprendeu a falar. Sei que ele tem a quem puxar, pois nem quando tive que dar pontos na língua aos 7 anos eu consegui seguir a recomendação médica de fechar a boquinha. Imagino que Leco chega lá, pois ele começou devagar e até mais tarde que alguns bebês (com cerca de 1 ano), mas hoje é o que se chama de papagaio...
A primeira sílaba foi "mã" (para a minha alegria) e a primeira palavra "papaí" (para a alegria do papaizão). Ele tinha um aninho quando me chamava pelas duas letrinhas e um pouco mais quando saía pelo corredor chamando o pai. Aí, resolveu me chamar pelo meu apelido "Bia". Ele devia ter um ano e dois meses no máximo e eu tinha no mínimo mil ciricoticos por causa disso. Como assim "Bia"? Ele repetia o que ouvia o pai falar e quem tomava a bronca era o pai obviamente... Não demorou para eu escutar "naenãe" e depois "mamãe". Ai que delícia!
Nessa época ele já falava "pé" e "tau". Lembro que as onomatopéias (sons que as coisas fazem ou que lembram coisas) vieram primeiro. Como a paixão sempre foi por carros, motos e tudo que tivesse motor, "brum brum" ou "prum prum" (barulho feito com a boca e não falado na verdade) fazia parte do nosso cotidiano desde menos de 1 ano. E, por volta de 1 ano e três meses eram comuns outras. Já que vivemos rodeados de bichos, mamãe perguntava "Como o cocó faz?", e ele dizia "cococó". "Au au", múuuu, béééeee, piupiupiu, , miau e aúuuuuu eram as outras respostas. Só para constar, não há lobo onde moramos!
A palavra "tator" (trator) foi falada com 1 ano e cinco meses de tanto contato que ele tinha com o veículo. Não, Papá, pepê, pum e cocô também surgiram, antes ou depois, não lembro (bem que me diziam para anotar). A palavra avô era "chuchu", mas com 1 ano e seis meses ele passou a chamar os avós pelos nomes. Ele sabia cantar "Padabéns pá você" nessa época e logo eu cantava "O sapo não lava o...", e ele completava "pé". Não demorou para ele cantar essa e as outras tantas músicas que eu cantarolava inteirinhas.
Também com 1 ano e meio, Lequinho contava até 10, pois ensinei sem querer subindo escadas. Nessa fase, ele se sentiu pronto para ampliar o vocabulário e já falava bastante, formando pequenas frases. Com 1 ano e 8 meses, falava tudo! Tudo... E aprendia musiquinha da noite para o dia, literalmente. Hoje, com quase 2 anos, ele conjuga verbos, fala no plural, emprega expressões e intejeicões na hora certa, forma frases com mais de 7 palavras, repete o que for, inventa letra de música e não perde a piada! Então, resolvi descrever algumas das "melhores" do meu falante atualmente. Para eu não esquecer, para ele saber mais tarde, para nos divertirmos com uma pessoinha que não devemos subestimar nunca. Como eu sempre disse, ele entende tudo! E agora, nos faz entender o que quer, o que pensa e o que sente...
- Além de dizer "Ti amu" com frequência, sem que a gente peça, ele passou a dizer "to com saudade". E pensar que tem muito gringo que não consegue entender o significado dessa palavra!
- Descobriu que pode e deve usar os mesmos termos e estratégias que nós usamos e se eu posso dizer "Vamos passear sim, mas vamos tomar banho primeiro", ele se sente mais do que à vontade para dizer "vamo assisti desenho pimeiro". É a prioridade dele, oras!
- Ontem, ainda de acordo com suas preferências, brincava de bola com o pai quando o mais velho quis persuadí-lo a entrar para resolver algo. O mais novo solta, bem devagar: "tenha santa paciência!". Essa nem eu sabia que eu falava...
- Adora pipoca, embora eu regule a porcaria. Mas, de tanto ele pedir, em um dia em que frutinhas não estavam na fruteira, resolvi estourar o milho e escutei: "Pipoca, que maravilha!". Maravilha é eu ver a inteligência do prodígio, que já falava "Hum, que delícia!" há um bom tempo.
- A mamãe é dorminhoca e o preguiçoso junior, quando acorda disposto e sem paciência para o momento lento de acordar da mãe, fala logo: "acorda mãe, tá na hora de levantá". Se eu insito em demorar mais, vem: "levanta, mãe, levanta. Desce da cama". E se eu finjo não escutar, vem a chantagem: "Vamo tirá o cocô?". Ele sabe que eu não deixo ele com a fralda suja... Esperta não é a mãe!
- Continuando o assunto, um dia ele acordou da soneca da tarde, deitou de novo e disse "ai que peguiça!". Onde será que ele escutou isso?
- Meus pais são separados e meu pequeno convive com dois avós paternos, um avó e uma avódrasta maternos e uma avó solteira também materna. Dia desses, ele chega da casa do casal de avós paternos na casa da avó materna e diz para ela: "ué, cadê o vovô?". Bem, dias depois ele, ele disse "vou na casa da vovó R e do vovô M" (os paternos). Em seguida, se referindo à avó materna, disse: "Vou na casa da vovó e... da vovó". Se não tem vô lá, a casa é dela e... só dela! Raciocinou rapidinho!
- Agora, neste exato momento em que eu escrevo, ele assiste a um desenho e acaba de antecipar a fala de um personagem: "essa não!". Deu vontade de ir amassetá-lo! E vou... Tenho certeza que daqui para frente não vão faltar assuntos como este!
Ai essa fase é uma delicia ne! O Samuel ainda nao fala quase nada ele é meio preguicoso nesse ponto mas arrasa nas onomatopeias hahaha! Nao vejo a hora de ver as coisas que ele vai inventar! Um beijo! E esse Leco é mesmo muito inteligente!! Cada coisa que ele falamhahaha
ResponderExcluirAi ai ai, essa fase é tão boa!! Quando eles começam a descobrir as palavras e os jogos que podem fazer com elas!!!
ResponderExcluirMinha Bebel também falou super cedo e até hoje (com três anos) fala muito!!! É a maior tagarela!
E, até hoje, eu me derreto com as coisinhas lindas que ela diz!!!
Bjos!
Juliana Almeida
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