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sábado, 13 de agosto de 2011

Pais e pais

Assunto de revista desta semana: nasce um novo tipo de pai. Publicação atual, assunto atual. Na verdade, acho que nem tanto. Já faz um tempo que o novo pai nasceu. De parto normal acredito, mas com uma certa indução. Ocitocina na veia... Porque a história é outra, as mães mudaram, a sociedade mudou. Então, depois de gerações de pais autoritários e pouco participativos (para não dizer nem um pouco), chegam ao mundo papais carinhosos, companheiros, heróis sem serem bandidos. Pais que não só provém, mas que cuidam e fazem tanto quanto as mães de seus filhos. Se não fazem, lutam para fazer.
O pai do meu filho é assim. Participação é palavra de ordem em casa, assim como carinho, atenção e preocupação. Dar banho, comida, trocar a roupa, a fralda, brincar, educar, ajudar na organização, prestar atenção em coisas pequenas e tão importantes no dia a dia fazem parte da rotina puxada do papi. Tudo isso é normal, é gostoso, é natural. Ele é assim, sem fazer nenhum esforço, simplesmente é. Um super pai. Maravilhoso. O melhor do mundo! Sem exageros, ele é.
Fruto de uma educação voltada para isso. Filho de uma mãe que estimulou tal comportamento. Resultado do mundo em que vive. Fator de uma multiplicação de relacionamentos modernos e quase sempre mais equilibrados. Parte de uma geração que percebeu o quanto a paternidade é linda e deve ser muito bem aproveitada por quem tem a chance de conhecê-la. Homens que só ganham com isso. Que aprendem, que ensinam, que choram e fazem chorar com seu apego, sua dedicação, seu amor. Rapazes que amadureceram e mostram aos pais "das antigas" o quanto eles perderam...
Meu pai não perdeu. Ele sempre participou da minha vida, da maneira que pôde. Trabalhou muito, se separou da minha mãe e teve que se reinventar para ser o melhor pai do mundo para seus filhos. Ele é. Ele cozinha, sempre cozinhou. Com prazer. Tanto que neste fim de semana fez uma bela macarronada e ficava vigiando se eu comia tudo e parava de falar para não deixar a comida esfriar. Ele não é nem nunca foi autoritário, apesar de adorar ser o dono da razão. Ele escuta todos os filhos. Ajuda. Ampara. Viajou muito com a família toda, todas as férias, para brincar, para amar. E o amo. Mesmo não sendo desta geração de pais modernos e participativos, ele sempre foi moderno e participativo. E, mesmo quando não participou, me mostrou o quanto é importante sua presença com a falta que fez.
É claro que existe uma enorme variedade de figuras paternas. E que nem todas mais "atuais" vem com o modo "participação". Da mesma forma, nem todos os menos modernos, são ultrapassados. Há uma grande e enorme influência da personalidade, da essência de cada um. Tenho um pai liberal, para frente, amigo. Léo tem um pai companheiro, carinhoso, protetor. Porque eles receberam, de maneira diferente, estímulos para isso. Porque eles nasceram para agir assim. De maneiras diferentes, e bem diferentes, são presentes na vida dos filhos, um presente para os filhos.
Pai, obrigada. Marido, obrigada por ser o pai do meu neném. Feliz dia dos pais aos dois. Cada um à sua maneira, vocês são exemplos lindos de que essa tendência divulgada na mídia vale a pena. Torço para que outras mães e outros filhos possam ter a sorte de conviver com pais indescritíveis como vocês!

3 comentários:

  1. Já viu vc lá no TOP 5 do Recanto??
    Bjão e ótima semana!
    Genis

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  2. Acabei de ver! Obrigada por me avisar. E obrigada pelo carinho.
    Beijos e boa semana a todas
    Beatriz

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  3. Beatriz, o teu texto está muito lindo.
    Parabéns ao teu esposo que é um verdadeiro PAI, pois com certeza teu filho vai se orgulhar muito dele.
    Beijos.

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