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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Meu primeiro brinquedinho querido

Quem tem filho sabe que nem sempre um brinquedo comprado com muito amor e dinheiro (sim, porque são caros os tais) faz o sucesso esperado. Os avós, tios e afins também podem perceber isso. Que tal dar uma bonequinha que é largada em menos de dois minutos? E quem não viu uma criança preferir a embalagem do presente do que o presente?
Ah, isso já aconteceu aqui em casa: brinquedo que imaginávamos ser o máximo ficar jogado como qualquer outro...
Mas recentemente, compramos o Woody, personagem caubói do desenho Toy Story. Caro, confesso. Mas, como disse meu marido, valeu cada centavo!
O Senhor L vidrou seus olhos azuis no boneco e brinca com ele todos os dias. Tira e coloca o chapéu, pega o Bus (outro personagem do desenho que ele ganhou antes) para brincar junto... e acorda perguntando: "Mãe, onde tá o Woody?".
Lindo vê-lo falar com o pequeno caubói como se fossem amigos: "Dá a mão pro Iéo", eu escuto pela casa. Lindo, muito lindo ver a relação de amizade aparecendo... Não que ele não tenha amigos de verdade. Ele tem e brinca muito bem com qualquer criança que aparecer. Mas ver o pequeno com o tal do Woody é vê-lo estabelecer uma cumplicidade com o brinquedinho querido... O primeiro amiguinho de "mentirinha". Repito, acho lindo.
Mas, por falar em brincar, aprendi muito sobre isso ouvindo uma entrevista especial de dia das crianças com a psicopedagoga e famosa Rosely Saião na rádio Band News. O assunto era sobre brincadeiras na primeira infância.
Vou citar partes:
- Ela disse que não se deve levar crianças com menos de 6 anos nas lojas. Simplesmente porque eles não sabem escolher... Quem escolhe é pai e mãe nessa fase. PS: Eu concordo, já passei por isso e tenho certeza que é melhor a gente escolher, por mais difícil que seja...
- Ela também disse que nada de brinquedinhos muito eletrônicos! Eles fazem tudo sozinhos... E onde fica a curiosidade e a coordenação motora da criança? Houve  uma comparação entre a moto elétrica e a bicicleta... Precisa dizer mais? Eu fico com a bicicleta!
- E, muito bacana... Os pais não precisam se cobrar tanto para brincar com os filhos. Isso não deve ser uma obrigação... Tem que existir esses momentos, mas com naturalidade e não programação. Os pais devem sim estar ali para tutorar, monitorar e eventualmente brincar. Eu acho que não pode ser assim tão eventualmente, mas acho que reduzir a culpa é fundamental... E outra coisa que ela disse e concordo é que se a gente está sempre ali mostrando como brincar, a criança fica dependente para fazer isso. Com minhas palavras, ela tem que aprender e gostar de criar, procurar, encontrar e aproveitar as próprias brincadeiras.
- Por último (algo que me lembra essa história de brinquedos caros e pouco sucesso...): não é preciso ser um brinquedo para ser um brinquedo! Confuso?
Simples. Basta a criança enxergar naquele objeto um brinquedo, a possibilidade de brincar... desde que aquilo não lhe ofereça riscos. Um exemplo dado por elas foi a panela. Quem não viu um pequeno se divertir com a tampa ou batucando na panela? Eu vi o meu. E aqui em casa, os "tapewares" funcionaram ainda mais. No meu armário debaixo da pia da cozinha o que mais tem é embalagem plástica. Perdi a conta de quantas vezes eu cozinhei com o pimentinha brincando com elas no meu pé (afastado do fogão, é claro).
Bem, o que importa é brincar, brincar e brincar.
O meu filho brinca muito.

2 comentários:

  1. Luísa tem as bonecas com nomes e as trata como bebês de verdade. É demais vê-la carregando os bebês com cuidado e falando baixinho para eles não acordarem!!

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  2. Essas palavras me tranquilizaram muito, pois não tenho tido muito tempo de brincar realmente com o meu filho, apesar de que li em outros blogs que uma cantiga ou a atitude divertida podem, também, serem brinquedos.
    Obrigada, mais uma vez, por ter me mandado o link!
    Beijo
    Adri

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