Ano novo, vida nova. Filho novo, vida nova. Mães e pais que não assumirem que a vida muda com filhos, novinhos ou não, simplesmente só não querem assumir. Porque muda. Muda mesmo. Em diversos aspectos. Eu, particularmente, vejo que mudou para melhor, muito melhor. Só que essas mudanças positivas exigem adaptações nem sempre fáceis e prazerosas e, segundo os mais velhos, isso é para sempre... "As preocupações só aumentam", já ouvi de muitos.
Acordar no meio da noite? Limpar um bumbunzinho mil vezes por dia devido a uma virose? Estar morta de cansaço e não poder fechar os olhos nem um segundo? Não fazer mais nenhuma refeição sem pressa? Se martirizar pela febre, pela papinha desprezada, por machucadinhos que fogem do seu controle? Bem, estes são exemplos de exigências dessa nova vida...
Mas, o que dizer de aprender a acordar a qualquer hora da madrugada sem reclamar e ver um sorrisinho maroto te esperando no escuro que te faz sorrir também? E ver o bumbum saradinho da assadura depois de tanto cuidado? Deitar no sofá e, enquanto o tico de gente assiste a um desenhinho, cochilar abraçando e sendo abraçada? Melhor ainda é ter uma pessoinha para compartilhar cada refeição, até mesmo aquela que não deveria... E, claro, não tem como não dizer que cada sentimento de culpa ou preocupação se transformam em sentimento de "ufa!" e alívio assim que vemos que o filhinho está muito bem, obrigada.
A vida é nova sim e é gostoso aproveitar as novidades. A vida de mulher muda. Não somos mais prioridades, a vaidade tem hora marcada e quase sempre temos que remarcá-la. A vida de casal muda. Pode-se trancar a porta, mas nunca esquecer o que está do outro lado prestes a acordar! Os outros mudam. Nem sempre estão dispostos a ajudar ou a esperar para conversar, afinal as frases são interrompidas por chamados imediatos. Mas, que tal tomar banho junto com o pequeno e enquanto ele brinca com peixinhos e saboneteiras, aproveitar para cuidar de si cantando musiquinha infantil? E curtir os momentos de casal sem que eles precisem ser exclusivos do casal? Ontem mesmo fui a um show sem sair da sala de casa. Para entrar era só teclar no controle remoto, sem enfrentar fila, empurra empurra e o nosso filho ainda pôde dançar com a gente. Quanto aos outros... eu prefiro os que não ligam se eu parar a conversa na metade para socorrer meu filho na escada. Aqueles que podem nem ter filho, mas que sabem que ele, o filho, é mais importante que qualquer assunto.
Como já disse, a vida sofre inúmeras transformações. Só acho que não devemos fazer delas obstáculos. Elas não nos impedem de curtir, de descansar, de sair, de ter vida social. Filho não é doença. É saúde! É a descoberta de que nós somos capazes de fazer muito mais do que fazíamos antes deles! Eu digo: "Não sabia o que era cansaço de verdade antes de ter filho". E completo: "Não sabia que eu podia fazer tanta coisa boa, mesmo exausta...".
Muitos pais preferem ficar com o lado trabalhoso e esquecem do prazeroso. Por exemplo, preferem se excluir, parar de passear e viver apenas em função do filho. Está certo que ficar em casa, onde todo o circo está montado, é mais fácil, mas tem ocasiões em que o picadeiro perde a graça. Em que o show é melhor ao vivo. Em que a rotina de horários da criança precisa perder hora! O que não pode é sair por aí com um pequeno que não respeita a rotina dos outros. Que invade a casa alheia sem a menor educação e noção do que "pode". Neste caso, o afastamento de vida aí fora vai se dar não porque os pais querem, mas porque outros pais não querem. Não querem ver o filho apanhando do coleguinha mal educado ou ter que monitorar cada brincadeira para não ver brinquedos arrancados sem dó do filho que empresta só de pedir. Aí, me desculpe, mas volta para a casa! E só volte aqui ou acolá quando renovar a atitude e puder ouvir de todos "feliz vida nova!".
Identifiquei-me muito com o seu post, filho é isso mesmo, um companheirinho à sua moda, que não nos impede de fazer as coisas, ao contrário, nos ensina outra maneira de realizá-las. Dá um pouquinho de trabalho sim, mas é um esforço gostoso, não?
ResponderExcluirBj
Adri
Querida, voltei pedindo que me mande o link para a sua postagem com a psicopedagoga Rosely Saião que você comentou lá no blog, pois tenho muito interessen em ler. Meu e-mail é adrialencar@hotmail.com. Muito obrigada!
ResponderExcluirBj
Adri
Filho novo vida nova. Cheia de aventuras e desafios... momentos bons e momentos difíceis. Mas o que seria a vida sem estes desafios???
ResponderExcluirÉ tão bom encarrar esta vida de mãe com prazer. E aproveitar muito, em todos os aspectos porque só felizes e satisfeitas podemos deixar o nosso filho feliz e satisfeito também.
Um Feliz Ano Novo :)